<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375</id><updated>2012-01-05T15:28:32.389-08:00</updated><title type='text'>Spreading Lies</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>174</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-6600096568744141397</id><published>2012-01-05T15:28:00.000-08:00</published><updated>2012-01-05T15:28:32.399-08:00</updated><title type='text'>Alguma coisa sobre como foi 2011</title><content type='html'>&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */@font-face {font-family:"ＭＳ 明朝"; panose-1:0 0 0 0 0 0 0 0 0 0; mso-font-charset:128; mso-generic-font-family:roman; mso-font-format:other; mso-font-pitch:fixed; mso-font-signature:1 134676480 16 0 131072 0;}@font-face {font-family:"ＭＳ 明朝"; panose-1:0 0 0 0 0 0 0 0 0 0; mso-font-charset:128; mso-generic-font-family:roman; mso-font-format:other; mso-font-pitch:fixed; mso-font-signature:1 134676480 16 0 131072 0;}@font-face {font-family:Cambria; panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4; mso-font-charset:0; mso-generic-font-family:auto; mso-font-pitch:variable; mso-font-signature:-536870145 1073743103 0 0 415 0;} /* Style Definitions */p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-unhide:no; mso-style-qformat:yes; mso-style-parent:""; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:Cambria; mso-ascii-font-family:Cambria; mso-ascii-theme-font:minor-latin; mso-fareast-font-family:"ＭＳ 明朝"; mso-fareast-theme-font:minor-fareast; mso-hansi-font-family:Cambria; mso-hansi-theme-font:minor-latin; mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; mso-bidi-theme-font:minor-bidi; mso-ansi-language:PT-BR;}.MsoChpDefault {mso-style-type:export-only; mso-default-props:yes; font-family:Cambria; mso-ascii-font-family:Cambria; mso-ascii-theme-font:minor-latin; mso-fareast-font-family:"ＭＳ 明朝"; mso-fareast-theme-font:minor-fareast; mso-hansi-font-family:Cambria; mso-hansi-theme-font:minor-latin; mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; mso-bidi-theme-font:minor-bidi;}@page WordSection1 {size:612.0pt 792.0pt; margin:72.0pt 90.0pt 72.0pt 90.0pt; mso-header-margin:36.0pt; mso-footer-margin:36.0pt; mso-paper-source:0;}div.WordSection1 {page:WordSection1;}--&gt;&lt;/style&gt;       &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Pela primeira vez desde que comecei este blog, há 6 primaveras, não consegui chegar sequer a um top 5 de melhores discos ou músicas do ano. Pudera, foi um ano tão intenso que a última coisa que eu poderia me preocupar era em estar atento aos lançamentos de 2011.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;É mais ou menos aquela máxima do Nick Hornby/Rob Flemming (de Alta Fidelidade): você escuta música pop porque está triste ou está triste porque escuta música pop? E desde a primeira metade do ano muitas vezes me vi irritado, preocupado e angustiado, mas tristeza forte e duradoura não senti. Não quer dizer que não tenha ouvido música pop, mas decidi conhecer coisas que há muito queria conhecer e esbarrar em outras que jurava ser inócuas e que no final acabaram virando motivo de adoração (tipo Pavement).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Também aconteceu que passei a maior parte de 2011 ouvindo rap, uma novidade impensável para o menino de 16 anos que começou a escrever neste blog em 2006. Mas foi também nestes últimos 12 meses que esse menino de 16 anos teve sua desforra com dois shows do Pearl Jam, um do Faith No More, outro do Kyuss, um pedacinho de Alice in Chains - e uma grande decepção com o Stone Temple Pilots.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Tendo sido essa relação com a música mais particular e íntima do que normalmente é, protelei meu resumão de 2011 no blog até o começo de 2012, quando as listas já se tornaram irrelevantes. Mas daí pensei que tanto faz, já que cada retrospectiva pessoal é um recorte do que foi o ano realmente. Então resolvi, em vez de fazer um top, comentar alguns pontos relevantes do ano que passou em tópicos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-MeWrzRbGByQ/TiMl1_AjvuI/AAAAAAAAA8I/FOb-H3GYrXQ/s1600/criolo_no_na_orelha.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-MeWrzRbGByQ/TiMl1_AjvuI/AAAAAAAAA8I/FOb-H3GYrXQ/s320/criolo_no_na_orelha.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;O álbum do ano&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Se em anos anteriores os artistas nacionais apareceram apenas em posições tímidas, em 2011 não tive dúvidas de que o melhor de todos foi o Nó Na Orelha, do Criolo. Claro, você não aguenta mais ouvir falar nesse cara, e eu também não. Mas seu disco realmente é bom, daqueles raros casos que sustenta o hype. Tem esperteza (Subirusdoistiuzin), hino (Não Existe Amor em SP), dramalhão (Freguês da Meia Noite) e vários raps divertidíssimos. Mesmo em faixas mais ríspidas como Grajauex e Sucrilhos, há menos daquela agressividade do rap brasileiro e mais daquela astúcia do tropicalismo, fazendo do álbum um trabalho mais palatável a ouvidos engomadinhos de classe média como o meu e o seu. Ainda bem, porque quando o &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Criolo tira o rapper brasileiro do gueto (sem renegá-lo), ele faz sua contraparte chegar mais pertinho da compreensão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;b&gt;Outras pepitas&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;King of Limbs, do Radiohead, foi um dos primeiros a vazar no ano e até hoje me surpreendo com sua beleza. Estava bem chapado quando o ouvi pela primeira vez e já na faixa de abertura comecei a vomitar arco-íris. Da última vez que escutei, quase um ano depois e em outras condições, a reação foi a mesma. Um ou outro camarada mais maldoso pode dizer que é mais um trabalho solo de Thom Yorke com o resto do Radiohead como orquestra de apoio. Tá certo, mas se saiu sob a alcunha da banda e é bom, qual o problema?&lt;br style="mso-special-character: line-break;" /&gt; &lt;br style="mso-special-character: line-break;" /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Outra delícia de 2011 foi a parceria de Jay-Z e Kanye West, Watch The Throne, um dos poucos discos que eu tive o trabalho de resenhar em 2011. Talvez não seja tão bom quanto deveria (em termos de hip hop, é como se o Led Zeppelin e os Rolling Stones tivessem se juntado para fazer um álbum em 74), mas tem todas as qualidades e defeitos que fizeram deles dois dos maiores rappers. A resenha não veio parar no blog por causa de alguns probleminhas, mas você pode encontrá-la aqui: &lt;a href="http://findmusic.com.br/?p=24"&gt;http://findmusic.com.br/?p=24&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Outros discos legais do ano, que completariam um top 5 sem muita convicção seriam Suck it and See, do Arctic Monkeys, Gloss Drop, do Battles e o debut do Internet, mais um desmembramento do Odd Future. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;A música do ano&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Como é que você resume 365 dias em uma só canção? Pela mais popular de todas? Pela que mais tocou? Na minha opinião, escolher a música do ano depende de um fino equilíbrio das forças da popularidade, qualidade e impacto. Nesse sentido, não há dúvidas de que estamos falando de Rolling in the Deep, hit que transformou Adele naquilo lá que nós estamos vendo. Mas se Rolling in the Deep é o hit de todo mundo, deixa pra Rolling Stone colocá-la no topo do seu ranking. Eu tenho outra "música do ano".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;A minha música do ano é, sem dúvida nenhuma, Yonkers. Foi a canção que cristalizou o rap como um dos meus estilos preferidos. Tipo como acontecia com o rock quando eu tinha lá meus 13, 14 anos, foi o caso de algum amigo chegar e dizer "cara, tem esse moleque fazendo uns raps insanos, nesse clipe ele come uma barata, vomita sangue, fica cego e depois se enforca". E aí vem aquele beat assustador, aqueles xingamentos gratuitos, bem imaturos, como o pop deve ser, e pimba.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Com Yonkers veio também a fama do Odd Future, uma espécie de respiro para o hip hop que, além do Tyler (que lançou um disco aquém das minhas expectativas), traz junto Frank Ocean, Domo Genesis, Syd Bennett (do Internet) e muito mais. E, claro, o vídeo já ultrapassa 30 milhões de views no youtube. Quem estava falando de popularidade, qualidade e impacto aí?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;object height="315" width="560"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/XSbZidsgMfw?version=3&amp;amp;hl=en_US"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/XSbZidsgMfw?version=3&amp;amp;hl=en_US" type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="315" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;b&gt;Lancei disco, mãe!&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Além deste blog, claro, tenho outras atividades. E uma dela é uma banda, chamada Japanese Bondage. Em março saiu o primeiro EP, por enquanto só online e numa série limitada (até pelas circunstâncias) de CDs personalizados que vendemos nos shows. Quem se interessar, pode baixar aqui (&lt;a href="http://bit.ly/japbondage"&gt;http://bit.ly/japbondage&lt;/a&gt;) e curtir aqui (&lt;a href="http://facebook.com/bondage.japanese"&gt;http://facebook.com/bondage.japanese&lt;/a&gt;). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-6600096568744141397?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/6600096568744141397/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=6600096568744141397&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/6600096568744141397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/6600096568744141397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2012/01/alguma-coisa-sobre-como-foi-2011.html' title='Alguma coisa sobre como foi 2011'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-MeWrzRbGByQ/TiMl1_AjvuI/AAAAAAAAA8I/FOb-H3GYrXQ/s72-c/criolo_no_na_orelha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-5426862880743019973</id><published>2011-11-12T07:28:00.000-08:00</published><updated>2011-11-12T07:28:33.796-08:00</updated><title type='text'>SWU</title><content type='html'>Texto que eu mandei na Mixmag no ano passado, depois do SWU. Como estou saindo daqui a pouco para a edição 2011 (que line-up maravilhoso!), achei bonito compartilhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;             &lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */@font-face {font-family:Arial; panose-1:2 11 6 4 2 2 2 2 2 4; mso-font-charset:0; mso-generic-font-family:auto; mso-font-pitch:variable; mso-font-signature:3 0 0 0 1 0;}@font-face {font-family:Arial; panose-1:2 11 6 4 2 2 2 2 2 4; mso-font-charset:0; mso-generic-font-family:auto; mso-font-pitch:variable; mso-font-signature:3 0 0 0 1 0;} /* Style Definitions */p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-unhide:no; mso-style-qformat:yes; mso-style-parent:""; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:Arial; mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:PT-BR; mso-fareast-language:PT-BR;}.MsoChpDefault {mso-style-type:export-only; mso-default-props:yes; font-size:10.0pt; mso-ansi-font-size:10.0pt; mso-bidi-font-size:10.0pt;}@page WordSection1 {size:595.3pt 841.9pt; margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; mso-header-margin:35.4pt; mso-footer-margin:35.4pt; mso-paper-source:0;}div.WordSection1 {page:WordSection1;}--&gt;&lt;/style&gt;     &lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;No último dia do SWU, eu pude ver o futuro. Não tem a ver com uma população mais consciente num mundo sustentável (lá dentro do SWU, todas as coisas sustentáveis funcionavam muito bem, mas pareciam irreais; era como um parque de diversões ou um mundo dentro de uma propaganda de achocolatado). Não. Minha visão começou num Max Cavalera gordo, envelhecido, mas ainda brutal. Passou por um BNegão cada vez mais soulman e menos rapper. Chegou num Josh Homme barbado quase Jeff Bridges em Coração Louco. O futuro que eu antevi tem velhos com dreadlocks, tatuagens, guitarras afinadas em dó, samples e consumo de drogas. É verdade, crianças, a próxima geração terá nos idosos boludos sua fundação. Seja ela sustentável ou não, será muito mais legal do que os politicamente corretos anos 00. (Ainda assim, pessoalmente, acho que fiquei velho um pouco cedo demais. Da próxima vez, vou pensar muito bem antes de enfrentar a muvuca de um grande festival.)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-5426862880743019973?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/5426862880743019973/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=5426862880743019973&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/5426862880743019973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/5426862880743019973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2011/11/swu.html' title='SWU'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-2610294959094823902</id><published>2011-11-12T07:21:00.000-08:00</published><updated>2011-11-12T07:21:38.841-08:00</updated><title type='text'>Sobre a ocupação na USP (tomei a liberdade)</title><content type='html'>Prova que blog já era, coloquei esse texto como nota no &lt;a href="http://www.facebook.com/notes/pedro-gesualdi/sobre-a-ocupa%C3%A7%C3%A3o-na-usp-tomei-a-liberdade/10150407755040513"&gt;Facebook&lt;/a&gt; e tive muito mais feedback do que qualquer outro post daqui dos últimos, sei lá, 3 anos. Mas negligenciar meu bom e velho endereço na interweb? Qual a chance? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reproduzo abaixo, portanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="mbl notesBlogText clearfix"&gt;&lt;div&gt;Pensei, pensei e pensei  (a ponto de perder o timing perfeito) e cheguei a uma conclusão, coisa  que sentia que precisava fazer. A ela, sem muitos rodeios: sou  totalmente a favor da ocupação da reitoria da USP pelos alunos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais  do que argumentos a favor, há argumentos contra os dois lados:  maconheiro tomando enquadro não deveria ser motivo suficiente para  engatilhar uma revolução; a polícia está lá mas os assaltos, estupros e  traficantes continuam; o discurso dos alunos estava mal fundamentado e  as festinhas realmente vieram na pior hora possível; Rodas e sua  administração representam o que há de mais kassabista, serrista e  vejista no mundo (e no meu mundinho ideal, até a extrema direita deveria  perceber como isso é cancerígeno); etecetera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas dois  fatores essenciais me fizeram perceber que relevar as falhas grotescas  dos estudantes é o mais sensato a se fazer neste momento. Primeiro: a  truculência da PM, uma organização corrupta e terrorista que só faz  valer seu poder ante os mais fracos - jovens desarmados, maconheiros  chapados demais para protestar, gente pobre, feia e desinformada e  inimigos do "sistema" em geral - e aproveitou a fragilidade do movimento  de ocupação e uma decisão da justiça para colocar em prática, mais uma  vez, seus métodos escrotos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E em segundo lugar, o que  considero ainda mais importante, o rebu todo na USP está diretamente  relacionado a tudo o que vem acontecendo no mundo durante este ano  marcante. Primavera árabe, revoltas na Inglaterra, Occupy Wall Street e o  que mais eu estiver esquecendo. Diferentes reivindicações em locais e  culturas distintas, é claro, mas todas relacionadas ao finalzinho amargo  de um sistema que funcionou por muito tempo como um programa da  Microsoft: bem apresentado, limpinho, mas salpicado de probleminhas  recorrentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em novembro de 2011 as reivindicações em si  importam menos, o grande lance é aporrinhar até o limite todos os filhos  da puta que estão tornando nossa vida um lixo e esfregar na cara do  mundo como tudo está podre, podre, podre. É nossa missão lutar contra os  patrões que impõem um empreguinho de merda como ponto central da nossa  vida, os outros que não querem nos dar trabalho por causa do nosso  estilo de vida ou nossa cara e os responsáveis por transformar nossa  vida num tédio caro e precário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devemos brigar, com unhas,  dentes, cotovelos e socos ingleses, contra os prefeitos eugenistas que  tentam transformar as metrópoles em shopping centers de luxo, contra os  leitores de revistinhas que repetem frases feitas e tiram sarro da  doença dos outros, contra os desgraçados que apelam para o ódio quando  não entendem algo novo. Em resumo, e acima de tudo, devemos lutar contra  aqueles que querem impor a nós um estilo de vida que não concordamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se  ocupar uma reitoria de forma estabanada faz parte dessa luta,  paciência. Pelo menos não estamos jogando bombas. Até porque nem  precisamos. Historicamente está claro que o futuro atropela o passado e é  isso que está sendo feito agora, diante de nossos olhos. Minha sugestão  mais sincera aos retrógrados e reacionários: é melhor que pulem para a  calçada.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-2610294959094823902?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/2610294959094823902/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=2610294959094823902&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/2610294959094823902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/2610294959094823902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2011/11/sobre-ocupacao-na-usp-tomei-liberdade.html' title='Sobre a ocupação na USP (tomei a liberdade)'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-8976827916058868364</id><published>2011-10-04T20:50:00.000-07:00</published><updated>2011-10-04T21:12:17.274-07:00</updated><title type='text'>A Coragem de Chris Martin</title><content type='html'>&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */@font-face {font-family:"ＭＳ 明朝"; panose-1:0 0 0 0 0 0 0 0 0 0; mso-font-charset:128; mso-generic-font-family:roman; mso-font-format:other; mso-font-pitch:fixed; mso-font-signature:1 134676480 16 0 131072 0;}@font-face {font-family:"ＭＳ 明朝"; panose-1:0 0 0 0 0 0 0 0 0 0; mso-font-charset:128; mso-generic-font-family:roman; mso-font-format:other; mso-font-pitch:fixed; mso-font-signature:1 134676480 16 0 131072 0;}@font-face {font-family:Cambria; panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4; mso-font-charset:0; mso-generic-font-family:auto; mso-font-pitch:variable; mso-font-signature:3 0 0 0 1 0;} /* Style Definitions */p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-unhide:no; mso-style-qformat:yes; mso-style-parent:""; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:Cambria; mso-ascii-font-family:Cambria; mso-ascii-theme-font:minor-latin; mso-fareast-font-family:"ＭＳ 明朝"; mso-fareast-theme-font:minor-fareast; mso-hansi-font-family:Cambria; mso-hansi-theme-font:minor-latin; mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; mso-bidi-theme-font:minor-bidi; mso-ansi-language:PT-BR;}.MsoChpDefault {mso-style-type:export-only; mso-default-props:yes; font-family:Cambria; mso-ascii-font-family:Cambria; mso-ascii-theme-font:minor-latin; mso-fareast-font-family:"ＭＳ 明朝"; mso-fareast-theme-font:minor-fareast; mso-hansi-font-family:Cambria; mso-hansi-theme-font:minor-latin; mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; mso-bidi-theme-font:minor-bidi;}@page WordSection1 {size:595.0pt 842.0pt; margin:72.0pt 90.0pt 72.0pt 90.0pt; mso-header-margin:35.4pt; mso-footer-margin:35.4pt; mso-paper-source:0;}div.WordSection1 {page:WordSection1;}--&gt;&lt;/style&gt;     &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;O show do Coldplay no Rock in Rio confirmou: Chris Martin é o maior líder de banda da atualidade porque carrega dentro de si uma coragem que só é inerente aos exemplares mais mal colocados na cadeia alimentar social. Já desconfiava disso, de sua grandeza, quando vi este vídeo abaixo (por favor, assista pelo menos um ou dois minutos a partir dos 2:50 para prosseguir com o texto).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;object height="315" width="420"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ZgHXI5CAagA?version=3&amp;amp;hl=en_US"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ZgHXI5CAagA?version=3&amp;amp;hl=en_US" type="application/x-shockwave-flash" width="420" height="315" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;A coragem de Martin é daquela que custa a vir, que nas primeiras vezes o sujeito precisa respirar fundo umas dez vezes e procrastinar bastante antes de dar o primeiro passo. E ele só toma atitude tão intrépida porque é a única coisa que resta. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;A coragem de Martin é tão sincera que contagia qualquer um que esteja assistindo seu feito. Os movimentos dessa gente, que começam tão desengonçados, acabam se tornando sublimes, acabam virando A Maior Coisa do Mundo porque, mais uma vez, era a única que restava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coragem de Martin, portanto, é uma questão de vida ou morte. Uma escolha nem sempre tão fácil entre correr o risco de parecer inadequado ou nunca correr esse risco e permanecer eternamente à margem. E olha que isso não seria tarefa difícil para um cara honestamente parecido com o Napoleon Dynamite e virgem até os 22 anos. Seu potencial para ser esmagado pela chacota e pelo ostracismo era o mesmo de um pote de iogurte numa luta contra o Godzilla.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Ainda assim, não posso dizer que morro de amores pelo Coldplay. O que me fascina vai além da sua música. O foco aqui é mesmo em Chris Martin, que sua, erra a letra, esquece de cantar e agarra o público com as duas mãos para depois o manipular com apenas uma. E, naturalmente, sorri. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua catarse acontece em si mesmo, e parece ser bem divertido. Melhor: antes de se render ao bom mocismo voluntarioso de Bono Vox&amp;nbsp; - que deve ter feito sentido nos anos 80 -, ele ri quase ironicamente, se distanciando de leve do monte de braços frenéticos que acenam em sua direção.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Chris Martin chegou, de fato, a um plano muito superior no que se refere a um artista de música pop/rock. Antes de tudo isso acontecer, ainda, ele precisou suar e gaguejar muito. (Resumindo: é um cara admirável porque é um nerd corajoso o suficiente para conduzir as coisas da forma que conduz).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-8976827916058868364?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/8976827916058868364/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=8976827916058868364&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/8976827916058868364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/8976827916058868364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2011/10/coragem-de-chris-martin.html' title='A Coragem de Chris Martin'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-6791852566428586351</id><published>2011-09-10T11:00:00.001-07:00</published><updated>2011-09-10T11:05:38.539-07:00</updated><title type='text'>OFWGKTA (Mixmag 10)</title><content type='html'>&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */@font-face	{font-family:"Courier New";	panose-1:2 7 3 9 2 2 5 2 4 4;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:auto;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:-536859905 -1073711037 9 0 511 0;}@font-face	{font-family:Wingdings;	panose-1:5 0 0 0 0 0 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Matéria fria e tal, mas até que gostei. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;O quarto álbum de Eminem foi lançado em2002 e sua música mais famosa, Without Me, dizia “nós precisamos de um pouco depolêmica”. Durante essa época pareciam estar querendo separar o hip hop daconfusão (ou aproximá-lo de uma modalidade limpinha de confusão). O clamor deSlim Shady pouco fez para mudar as coisas e aos poucos o rap gringo foi ficandocada vez mais boa praça. Mas, de certa forma, a chegada do coletivo deenfant-terribles californiano Odd Future Wolf Gang Kill Them All finalmentemudou as coisas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Liderado por Tyler, The Creator, o OddFuture é formado por garotos cuja idade vai dos 17 aos 25 anos. Eles produzemseus próprios discos, dirigem seus próprios clipes e gostam de insultarcelebridades, homossexuais e praticamente tudo que se move. Assim, chegaram aum estrelato e uma atenção quase inédita da mídia em relação ao rapindependente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Tudo começou no dia de natal de 2009 ,quandoTyler Okonma, 18 anos, lançou seu primeiro disco, Bastard. A bolacha,distribuída gratuitamente no tumblr do grupo, chegou a ser considerada uma dasmelhores do ano seguinte pelo site Pitchfork. Daí, o OFWGKTA deslanchou.Durante 2010, Earl Sweatshirt, Hodgy Beats, Domo Genesis, Mike G e Left Brainlançaram álbuns mezzo solo mezzo colaborativos dentro da coletividade do grupo.Parecia questão de tempo para que se tornassem “a próxima grande coisa” do hiphop americano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;E de fato era. Bastou 2011 chegar para queTyler desse sua cartada mais certeira: o vídeo de Yonkers, primeiro single deseu segundo álbum solo. O clipe que mostra Tyler comendo uma barata gigantesca,depois vomitando, depois cego e por último se enforcando passou de váriosmilhões de views no YouTube e fez do menino de 20 anos gente grande na música.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;A polêmica foi além do vídeo indigesto,dirigido por ele mesmo sob a alcunha de Wolf Haley (ainda há mais umpseudônimo: Ace Creator). Na letra de Yonkers, Tyler manda Jesus parar dechoramingar, diz que gostaria de ver o avião do rapper B.O.B caindo e que vaiesfaquear Bruno Mars no esôfago sem parar até a polícia chegar. Suas letrasincomodaram não apenas os atingidos por elas, mas até mesmo gente inusitadacomo a dupla indie Tegan and Sara, que reprovou seu conteúdo homofóbico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Contudo, ele nega que odeie gays. “Só uso otermo faggot [equivalente a viado] porque ofende as pessoas”, já disse. Apresença da produtora e engenheira de som lésbica Syd Bennett no OFWGKTA tambémcoloca em dúvida a suposta homofobia atribuída aos rappers. Parece mesmo o casode um garoto afim de provocar e chamar atenção. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Tem dado certo. A base de fãs fiéis do OddFuture não para de crescer, dia após dia, e o grupo já tocou no Coachella, noprograma de Jimmy Fallon e tem outras aparições importantes em festivaisagendadas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Falando coisas tão pesadas e desmioladas,Tyler acabou expondo um lado da sociedade americana que talvez explique seusucesso. Seus rompantes violentos se relacionam perfeitamente com a nação quecomemorou a morte de Bin Laden como a taça da Copa do Mundo. Mais, trata-se de umpaís onde tudo se pode pensar e quase nada se pode fazer e, até onde se sabe,os membros do Odd Future têm uma ficha criminal limpíssima.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Em maio, Goblin, o segundo LP de Tyler,chegou cercado de expectativa (e um contrato com a XL Recordings. Aqui noBrasil, o disco sai pela Lab 344). Em uma semana, vendeu impressionantes 50 milcópias para um artista independente vindo do quase nada. O som é semelhante aode Bastard, cheio de beats minimalistas, rimas pouco convencionais e balbúrdiaadolescente exalando por cada verso. Uma audição atenta do disco faz o ouvinteconcluir que, de fato, afora toda a controvérsia, Tyler é um rapper e produtorde talento. E, primariamente, é isso que sustenta o hype em cima de qualquerartista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;No meio desse turbilhão de fatos novos, umgrande mistério ainda ronda o coletivo. Assim que o OFWGTA apareceu pelaprimeira vez, um de seus membros mais importantes, Earl Sweatshirt, sumiu. Apontadopor muita gente como o melhor rimador do grupo, ele teria sido “escondido” pelaprópria mãe numa clínica para jovens problemáticos na Samoa Americana. Valelembrar que Earl ainda não completou a maioridade - incrivelmente, aliás, eleacabou de fazer 17 anos - e seu paradeiro nunca foi confirmado oficialmente.Sites como o Complex e o Pitchfork, além de revistas como a New Yorker,procuraram saber do garoto, mas até mesmo uma suposta entrevista por email como próprio Earl permanece inconclusiva.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Uma pena, porque enquanto fãs do Odd Futuresaem gritando “Free Earl” por aí, ele poderia estar desfrutando do sucesso queseus companheiros agora têm. Por exemplo, o cantor de R&amp;amp;B Frank Ocean jáfoi escalado para participar do novo álbum de Beyoncé e até mesmo escreveualgumas músicas para Justin Bieber. O prestígio vai além: em abril, o grupoassinou um contrato com a Sony Records para lançar seu próprio selo, comautonomia total de conteúdo e direção artística.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Atualmente, a única coisa que tem chateadoTyler é a recusa da MTV em passar seu novo vídeo, She. Os motivos são meio malexplicados, levando em conta que o clipe tem bem menos potencial ofensivo doque Yonkers, e ele se ressente porque sonha em ganhar um VMA como diretor. Masapesar dos acidentes de percurso, das controvérsias e da marra de moleque, ofuturo parece doce para Tyler e sua gangue de lobos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Fúriae games em 140 caracteres.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Além das ameaças a Bruno Mars, piadas com gays eestupro, Tyler, The Creator é também apenas um menino entediado com um twitterpopular (@fucktyler). Confira alguns dos posts mais sem sentido do rapper nomicroblog:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpFirst" style="mso-list: l0 level1 lfo1; text-indent: -18.0pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Esta próxima semana vai ser sóescrever raps idiotas, bater punheta e jogar GTA.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="mso-list: l0 level1 lfo1; text-indent: -18.0pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;ENTEDIADO. PRA. CARALHO.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="mso-list: l0 level1 lfo1; text-indent: -18.0pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Sopa de sapatão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="mso-list: l0 level1 lfo1; text-indent: -18.0pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Se o mundo acabar, meu últimoobjetivo é arranjar uma pica para Tegan and Sara.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="mso-list: l0 level1 lfo1; text-indent: -18.0pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;FRIDAY DE REBECCA BLACK MEDEIXA TÃO FELIZ! PORRA! ESSA PUTINHA É DEMAIS!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="mso-list: l0 level1 lfo1; text-indent: -18.0pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Acabei de ver uma venda decrack na Slauson Donuts. Que porra é essa?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="mso-list: l0 level1 lfo1; text-indent: -18.0pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Eu sou uma putinha nojenta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="mso-list: l0 level1 lfo1; text-indent: -18.0pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Sonhei que Chris Brown e suagangue queriam encarar o OF. Acabou com todo mundo tomando sorvete.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="mso-list: l0 level1 lfo1; text-indent: -18.0pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Muito agradecido de ter outrostalentos e não precisar ir pra escola. Foda-se a escola.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="mso-list: l0 level1 lfo1; text-indent: -18.0pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Garotas com sardas, por favorenviem seu rosto para &lt;a href="mailto:oddfuture@yahoo.com"&gt;oddfuture@yahoo.com&lt;/a&gt;agora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpLast" style="mso-list: l0 level1 lfo1; text-indent: -18.0pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;-&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Eu não idolatro Satanás, seus idiotascomedores de pinto de merda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-6791852566428586351?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/6791852566428586351/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=6791852566428586351&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/6791852566428586351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/6791852566428586351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2011/09/ofwgkta-mixmag-10.html' title='OFWGKTA (Mixmag 10)'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-1176349456328953820</id><published>2011-08-03T09:49:00.000-07:00</published><updated>2011-08-03T09:49:43.872-07:00</updated><title type='text'>CQD</title><content type='html'>Lembram deste texto &lt;a href="http://kurtylovesyou.blogspot.com/2011/03/orwell-ficou-porque-tem-bolo.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;? Encontrei esta imagem no blog do &lt;a href="http://www.oesquema.com.br/trabalhosujo/"&gt;Alexandre Matias&lt;/a&gt; e, embora seja só piada, não sei não. Faz algum sentido para mim, que não duvido da podridão de nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.oesquema.com.br/trabalhosujo/wp-content/uploads/2011/08/like-1984.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="285" src="http://www.oesquema.com.br/trabalhosujo/wp-content/uploads/2011/08/like-1984.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-1176349456328953820?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/1176349456328953820/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=1176349456328953820&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/1176349456328953820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/1176349456328953820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2011/08/cqd.html' title='CQD'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-597479424594423365</id><published>2011-04-05T21:05:00.000-07:00</published><updated>2011-04-06T10:39:11.711-07:00</updated><title type='text'>O Dia que Mike Skinner Virou Ned Flanders</title><content type='html'>Durante o começo dos anos 2000, Mike Skinner era o melhor amigo que um garoto de 17 a 23 anos poderia ter. Seu projeto/pseudônimo/extensão de personalidade The Streets falava sobre tomar toco das minas, o eterno conflito entre as substâncias lícitas e ilícitas, sair de noite com os amigos, começar um namoro, porres e festas memoráveis e tudo mais. E além de todos esses temas adequados à molecada da nossa idade, ele também nos entendia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem soar piegas ou professoral, dava verdadeiras lições de vida, mesmo que seu primeiro álbum, Original Pirate Material, tenha sido feito quando Skinner tinha 23, 24 anos. Empty Cans, última música do álbum seguinte, A Grand Don’t Come For Free, é a melhor de todas nesse sentido (e merece um ou dois parágrafos só pra ela). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na canção de 8 minutos dividida em duas partes, o ponto em comum é o mesmo beat.  É bom lembrar que se trata de um álbum conceitual e quando chegamos nessa faixa, o personagem principal já se fodeu legal. Daí Skinner começa a primeira parte da canção, pessimista, dizendo que ninguém se importa com ele e por isso está agindo mal. Toda a sonorização dessa primeira metade é árida, irritada, e os beats vão pelo mesmo caminho: ódio e resignação sangram pelos falantes. Depois, a música muda. O mesmo beat recomeça, mas, diante de uma visão de mundo mais otimista, ele ganha ares de motivação, te leva para frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://jmmagick.files.wordpress.com/2010/07/12756_2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="228" src="http://jmmagick.files.wordpress.com/2010/07/12756_2.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Este cara...&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&amp;nbsp;A batida representa os problemas da vida e Mike prova que nossa abordagem diante deles é o mais determinante, sempre. Um amigo meu, fã número um do cara, ouviu com atenção e saiu da merda. Ele já me afirmou categoricamente que The Streets salvou sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2006 foi lançado The Hardest Way to Make an Easy Living, onde Skinner chora as pitangas de ser famoso. Estaria Mike se distanciando de nós? De certa forma, sim. Mas quem dos nossos resistiria à tentação de reclamar da champanhe, premiações da MTV e do dinheiro? Skinner é da galera e é igualzinho à gente: um moleque reclamão. E mesmo assim a linguagem continua próxima da garotada. Ele reclama, por exemplo, como é difícil pegar uma mina famosa quando ficou tão fácil descolar uma metidinha com uma anônima. Mais moleque impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Everything is Borrowed, de 2008, é mais complexo. As letras voltam a ser motivacionais, mas talvez motivacionais demais. Mike perdeu sua juventude, seus beats estão cada vez mais sofisticados e os conselhos começam a tomar aquele tom professoral. Contudo, mesmo que tenha mudado (queria mesmo escrever “perdido”, mas os puritanos da música me empalariam) seu estilo, algumas das músicas são simplesmente... lindas. A faixa-título, por exemplo, tem uma bela melodia e diz: “Eu vim para o mundo sem nada e irei embora sem nada além do amor. Todo o resto só está emprestado”. Mesmo um pivete beberrão pode encontrar beleza nisso aí num momento extremamente otimista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas mesmo que ainda interpretasse o papel de válvula de escape com maestria, Skinner deixava claro, pelo menos para o bom entendedor, de que havia mudado para sempre. Faixas terríveis como You’re The Strongest Person I Know não deixavam dúvida de que ele está agora numa fase da vida em que um elogio bom para uma mulher é dizer que ela é “forte” e não uma “gostosa que está ligada disso”. Não me leve a mal: sou meio idoso no espírito e acho que mulheres fortes e independentes e tudo o mais são incríveis. Eu amo todas elas e odeio todas as menininhas imaturas, sem brincadeira. Mas não é isso que a gente quer ouvir quando aperta play num disco do Streets. Muito menos se for uma música tão ruim, tão piegas, tão mal cantada, que não se justifica como faz Everything is Borrowed.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veio o Twitter e, como toda boa celebridade quase-velha, Skinner pirou. Não parava de postar todo tipo de mensagem, foto e música. Sim, várias músicas! Durante essa fase tuiteira, ele provou como é um produtor prolífico. E nos brindou com pelo uma grande canção, dona de uma ironia típica do velho Streets: He’s Behind You, He’s Got Swine Flu. Exatamente, ele foi capaz de fazer uma música (e um vídeo!) sobre o vírus H1N1 poucos dias depois do pânico se instalar na nossa sociedade maravilhosamente hipocondríaca. Lembra que chegaram até a dizer que os vitimados com a gripe suína poderiam virar zumbis? A resposta de Mike foi taxativa: “faça um sacrifício pela sociedade; decapite seu amigo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Promissor, não é? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão promissor que quando Computers and Blues saiu no começo deste ano, me pegou de calças curtas. Pior, me pegou de shortinho de lycra e polainas. Ainda estou tentando entender como é que a ruindade do álbum me foi tão surpreendente. Porque se você parar para pensar, do jeito que as coisas vinham vindo, Computers and Blues só podia ser como é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como ele é? Piegas e professoral. Cheio dos truquezinhos de produção e refrões soulzísticos de fazer corar os piores one hit wonders de dance music dos anos 90. E Mike, que nunca foi de fato um bom MC (mas compensava com fúria e ironia), agora praticamente recita suas letras sobre esses temas sonoros insuportáveis. Mais ou menos como Pedro Bial fez naquele seu projeto do Filtro Solar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é a outra celebridade televisiva que mais associo Skinner hoje em dia. Ele é bom, compreensivo, amoroso e justo assim como Ned Flanders. Sua forma de lidar com seus problemas é idêntica à do eterno personagem da segunda parte de Empty Cans. Mas Empty Cans não é bela apenas pela melodia de sua metade otimista. A principal virtude da música é misturar indignação e ternura na mesma medida, assim como todos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mike Skinner perdeu suas forças porque se tornou um personagem secundário de série de TV. Se ao menos ele soubesse que os heróis só são o que são por causa de seus defeitos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://i202.photobucket.com/albums/aa257/Nashkat99/NedFlanders-2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://i202.photobucket.com/albums/aa257/Nashkat99/NedFlanders-2.jpg" width="256" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;..virou este cara.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-597479424594423365?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/597479424594423365/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=597479424594423365&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/597479424594423365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/597479424594423365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2011/04/o-dia-que-mike-skinner-virou-ned.html' title='O Dia que Mike Skinner Virou Ned Flanders'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-9162697498350634855</id><published>2011-03-01T18:47:00.000-08:00</published><updated>2011-03-01T18:55:24.621-08:00</updated><title type='text'>Orwell Ficou Porque Tem Bolo</title><content type='html'>Todo mundo já falou sobre este livro, mas originalidade é superestimada, mesmo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Em determinado momento de 1984, quando Winston Smith pergunta a O’Brien se o conteúdo do livro do revolucionário Emmanuel Goldstein é real, o torturador responde que “como descrição, é verdadeiro. Mas o que ele propõe é puro nonsense”. Trata-se, portanto, de uma alegoria do próprio livro que o leitor tem em mãos. Claro que George Orwell não pensava nisso quando escreveu seu clássico, lááá em 1948. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;De uma certa forma, ele conseguiu prever o que viria nos anos seguintes: polarização política, posições autoritárias semelhantes travestidas de ideologias diferentes, controle da população via tecnologia e ignorância massificada. Apenas verdadeiros gênios conseguem antever os &lt;i&gt;fins&lt;/i&gt;. Mas Orwell não acertou os &lt;i&gt;meios&lt;/i&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;(Muito da disposição social de 1984 seria impossível de acontecer no mundo em que vivemos, por simples questões culturais - e nem um milhão de bombas atômicas mudariam esse panorama, na minha opinião. Para se ter uma idéia, América Latina e Inglaterra, por exemplo, estavam sob o controle dos mesmos ditadores. Difícil de imaginar ingleses e brasileiros, tão diferentes em seus costumes, se curvando ao mesmo tipo de repressão. Para isso havia, digamos, Margaret Tatcher e Garrastazu Médici, que compartilhavam quase que os mesmos ideais, mas com métodos bastante díspares)&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ainda assim, há muitos aspectos no livro que sugerem uma analogia competente com o que vivemos hoje. Qual a diferença da “prole”, que apenas faz ouvir sua voz quando faltam utensílios de cozinha e outras besteiras, para o brasileiro, que só parece gritar bem alto quando roubam seu time no futebol? E a gastança de recursos via guerra, para impedir a ascensão social dos cidadãos, não te faz pensar para onde vai todo aquele dinheiro do petróleo no Oriente Médio, onde apenas alguns prosperam e a maioria perece? Os exemplos são muitos e nem todos me ocorreram ainda.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O final desolador do livro me fez pensar. Se no parágrafo acima reclamei que no Brasil só se chora a derrota no futebol, a picuinha atual que se instalou no esporte (essa coisa toda da Globo contra o Clube dos 13, manja?) sugere que nosso final pode ser ainda mais trágico do que o de Winston. A manutenção de determinados políticos, os votos de protesto, a impunidade, nosso sistema legislativo, mais a decadência socioeconômica além-mar que inunda nossos telejornais todas as noites – tudo isso determina que ele realmente deverá ser pior.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Orwell errou. Não existe o Alto, o Meio e o Baixo. Existe apenas o Alto, que toma suas decisões arbitrárias, e o Baixo, que “engole sem fazer careta”. Qual a nossa chance, sinceramente? Pega o último a tentar abaixar as calças do sistema, Julian Assange. Antes que o sujeito pudesse jogar o barro mais fedido no ventilador, conseguiram fazê-lo parecer um palhaço. Sem haver necessidade de torturas, sequestros e lavagens cerebrais, como ocorria com os membros rebeldes do Partido existente no livro. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Mas Orwell acertou: era isso mesmo que eles faziam com os “proles” que significavam alguma ameaça ao Partido. Eliminavam sua relevância antes que ela fosse relevante. Daí, antes que alguém se desse conta do que estava sendo feito de sua vida, voltavam a reclamar da falta de panelas baratas no mercado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh6.googleusercontent.com/-ayO_PYIiF08/TW2wE3ndGdI/AAAAAAAAAJY/uVK_RqgnFy0/s1600/1984thumb.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="https://lh6.googleusercontent.com/-ayO_PYIiF08/TW2wE3ndGdI/AAAAAAAAAJY/uVK_RqgnFy0/s400/1984thumb.jpg" width="245" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Li essa versão bonita - o Grande Irmão que mandou comprar&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;O tal Ministério da Verdade, que controla as informações que chegam à população, é inútil em nosso 1984 particular porque já usamos o tal &lt;i&gt;doublethink&lt;/i&gt; (“duplipensar” em português, mas achei a tradução muito feia. É uma espécie de filtro mental dentro de cada um que age de acordo com os interesses dos manda-chuvas) espontaneamente. Por exemplo, já esquecemos &lt;i&gt;exatamente&lt;/i&gt; os crimes que Sarney cometeu para ser um político tão odiado. E aí deixamos pra lá até ele aparecer com mais uma falcatrua. Eu mesmo faço a mea-culpa e admito que se você me perguntar assim, de sopetão, não sei. É tanta sujeira que acaba sendo inevitável que a maioria dela acabe escorregando para debaixo do tapete.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Mas se quiser saber é só jogar no Google. Quando? Ahh, sei lá. Nesse sentido a internet serve como uma ferramenta eficaz de alienação. Toda a maldade está disponibilizada nela, mas como competir com tantos vídeos engraçados e aplicativos revolucionários? Como se engajar quando nos oferecem tantos produtos atrativos e que têm tanto a ver com a gente? &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Os produtos, escondidos por trás de perfis de twitter e vídeos recomendados no youtube, aliás, provaram ser muito mais úteis do que a repressão. Não se engane, neste momento você está sentado bem na frente de uma teletela (mais uma tradução feia, telescreen é bem melhor). Eles sabem que perfis você visitou, com quem você andou saindo e para que sites de putaria você tocou uma punhetinha. E aí, em vez de coergir, eles incentivam. Aumente seu pênis, siga o Will Ferrell, compre esta caneca do Star Wars.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;É uma vida doce. Adoro comprar supérfluos. Meu dinheiro é todo investido nisso, e eu agradeço por poder adquirir o enésimo CD em vez de aceitar aquilo que alguém mandou eu comprar. Mas não nego que fui sugestionado e que estou alienado. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;1984 é um livro maravilhoso, mas impraticável. O ser humano é naturalmente egoísta e movido a prazer. Não há lavagem cerebral que mude isso. Se não existe um objetivo implícito em nossa existência, nem que seja pagar a prestação do carro, nós sucumbimos, fisicamente até. E é por isso que nossos líderes de 2011 são muito mais inteligentes do que o Grande Irmão. Eles nos dão aquele gostinho doce que fizeram a gente acreditar que precisa. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;E falando sério, você aceitaria ser manipulado se não pudesse acompanhar em tempo real o descontrole midiático de Charlie Sheen?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh5.googleusercontent.com/-DUCxlG14TCc/TW2wRHRj4eI/AAAAAAAAAJc/UVIBHrJ8KhE/s1600/1984map.png" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="190" src="https://lh5.googleusercontent.com/-DUCxlG14TCc/TW2wRHRj4eI/AAAAAAAAAJc/UVIBHrJ8KhE/s400/1984map.png" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Assim é o mundo polarizado de 1984&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-9162697498350634855?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/9162697498350634855/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=9162697498350634855&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/9162697498350634855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/9162697498350634855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2011/03/orwell-ficou-porque-tem-bolo.html' title='Orwell Ficou Porque Tem Bolo'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh6.googleusercontent.com/-ayO_PYIiF08/TW2wE3ndGdI/AAAAAAAAAJY/uVK_RqgnFy0/s72-c/1984thumb.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-3680270643020303235</id><published>2010-12-13T18:01:00.000-08:00</published><updated>2010-12-13T18:07:00.578-08:00</updated><title type='text'>Os 10 melhores discos de 2010</title><content type='html'>Como sempre, fiz minha listinha. E como pelo primeiro fim de ano na história deste blog (e desta vida) estou empregado, coloquei o top 10 direto no site da Mixmag, onde estou trabalhando. As explicações estão todas &lt;a href="http://mixmag.com.br/index.php/2010/12/07/ressaca-8-top-10-2010-parte-1/"&gt;aqui &lt;/a&gt;e &lt;a href="http://mixmag.com.br/index.php/2010/12/13/ressaca-9-top-10-2010-parte-2/"&gt;aqui&lt;/a&gt;. No blog ponho só a lista. Mas recomendo acessar os links e prestigiar o trabaio dos irmão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;10. Spilling Over Every Side - Pretty Lights&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;9. Mundialmente Anônimo - Maquinado&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;8. This Is Happening - LCD Soundsystem&lt;br /&gt;7. Say Goodnight To The World - Dax Riggs&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;6. Efêmera - Tulipa&lt;br /&gt;5. Sea of Cowards - The Dead Weather&lt;br /&gt;4. Mini Mansions - Mini Mansions&lt;br /&gt;3. Plastic Beach - Gorillaz&lt;br /&gt;2. I'm New Here - Gil Scott-Heron&lt;br /&gt;1. Grinderman 2 - Grinderman&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-3680270643020303235?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/3680270643020303235/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=3680270643020303235&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/3680270643020303235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/3680270643020303235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2010/12/os-10-melhores-discos-de-2010.html' title='Os 10 melhores discos de 2010'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-6582161936378141162</id><published>2010-11-30T10:27:00.000-08:00</published><updated>2010-12-01T07:50:21.984-08:00</updated><title type='text'>"Parem de Lucrar com a Miséria Alheia"</title><content type='html'>Nunca pisei numa favela. As circunstâncias do mundo em que vivemos transformam essa afirmação numa coisa feia, é como se eu estivesse assinando meu atestado de playboy. Mas poxa vida, é verdade: nunca pisei numa favela. Vou mentir por quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Favela é um lugar de merda. Obviamente tem o tráfico, o esgoto a céu aberto, barracões que mal conseguem se manter em pé, acesso dificultado e se for em morro ainda rola uma subida filha da puta (playboys paulistas, mimados e hipócritas como eu, passam pelo mesmo drama quando sobem alguma rua em Perdizes a pé, ha ha ha). Não tem como gostar desse lugar, de morar nesse lugar. Deus abençoe o morro, dele saiu um dos dez maiores gênios brasileiros (me refiro ao Cartola, mas dá pra pensar em muito mais gente que mereceria o título), mas aquilo ali não é lugar decente pra ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí dá a merda que deu no Rio e alguém acha que é legal subir o morro e acabar com o tráfico. Sobem, tiram os traficantes, prendem todos. Tem gente que acha que deviam era ter matado. Sei lá. O fato é que tiraram os traficantes do morro, estão tentando fazer alguma coisa contra o poder deles. E você sabe como é traficante, né? Traficante pica-grossa vive na favela como se fosse um monarca, manda e desmanda. A maioria é sangue ruim mesmo, gente que não vale a pena continuar viva. Mas olha aí, a PM não matou nenhum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim, rola uma patrulha chatíssima de gente que manja de favela tanto quanto eu, gente que é esperta pra chuchu, que é justa pra dedéu, que sabe de tudo. Gente que fica no twitter o dia inteiro desmoralizando "a classe mérdia". Que acha que é feio que a população queira a execução de traficantes. Acontece que é muito fácil falar, do seu apartamento com acesso à internet banda larga, que porra, a favela é legal sim. É muito fácil desenhar suas tirinhas cômicas super sagazes e críticas e jogar no G1 como a sentinela do bom senso. É muito legal pagar de compreensivo e esquerdete pra comer as menininhas e ter a admiração dos colegas do curso de jornalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A real é que o povo diz que quer a morte dos bandidos porque é assim que o povo se expressa. Porque a voz da massa fala da forma menos sofisticada e mais direta. Mais vale, em vez de fazer oposição burra e hipócrita a um clamor que é mais um slogan do que qualquer outra coisa, abstrair a ignorância e entender o recado. A população cansou da violência e "eliminar os vagabundos", seja com tiro, seja trancafiando num presídio, serve como simbolismo para isso tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se nada for feito depois, vão aparecer outros traficantes. Se não aparecerem traficantes, serão milicianos. Se não forem milicianos, vai ser alguma outra merda, alguma outra falcatrua que vai render muito dinheiro. "Sobe o morro e mete bala" é, ou deveria ser, apenas um equivalente a "parem de lucrar com a miséria alheia".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As soluções parecem óbvias: condições básicas (saúde-educação-cultura-trabalho), legalização das drogas, penas severas aos corruptos que fomentam a insolucionabilidade de todos esses problemas... Nós, playboys que nunca pisaram na favela e postam tirinhas perspicazes no G1, devemos agora brigar por tudo isso, fazer com que essas medidas sejam finalmente implantadas. Ironizar uma manifestação espontânea popular, no entanto, não ajuda em nada, apenas mostra praquela gatinha o quanto você é justo, compreensivo e defensor dos direitos humanos. Super fofo da sua parte, hein?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-6582161936378141162?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/6582161936378141162/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=6582161936378141162&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/6582161936378141162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/6582161936378141162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2010/11/parem-de-lucrar-com-miseria-alheia.html' title='&quot;Parem de Lucrar com a Miséria Alheia&quot;'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-4469258781819298165</id><published>2010-11-23T17:14:00.000-08:00</published><updated>2010-11-23T17:14:09.983-08:00</updated><title type='text'>Paul Macca</title><content type='html'>Saiu originalmente &lt;a href="http://mixmag.com.br/index.php/2010/11/22/ressaca-6-especial-paul-mccartney/"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:PunctuationKerning/&gt;   &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;   &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;    &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;img src="http://img2.blogblog.com/img/video_object.png" style="background-color: #b2b2b2; " class="BLOGGER-object-element tr_noresize tr_placeholder" id="ieooui" data-original-id="ieooui" /&gt; &lt;style&gt;st1\:*{behavior:url(#ieooui) }&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;}&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Você já leu Fever Pitch (Febre de Bola)? É um livro do inglês Nick Hornby que fala da paixão do autor pelo futebol e, mais especificamente, sobre vinte e tantas temporadas que passou acompanhando o Arsenal. Pessoalmente, acho que daqui uns quinze ou vinte anos posso escrever um livro no estilo sobre o São Paulo FC. Já vi muita coisa no Cícero Pompeu de Toledo, já vi vitória com gosto de derrota, títulos, briga, gol de bunda, já vi os torcedores comuns se revoltando com as hediondas torcidas organizadas... Mas em todos esses anos de são-paulinismo, nunca tinha reparado como o Morumbi era grande. Até ontem.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O coração de Paul McCartney, grande e generoso, talvez tenha contribuído para essa percepção. Aliás, minto, tenho certeza de que esse foi o fator principal. A perfeição técnica de seu show, todas as luzes, o gramado apinhado de gente (estou só acostumado a ver 22 mais o juiz), tudo isso também ajudou a transformar o estádio num colosso, incrustado no meio da cidade, ainda mais monumental. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Eu estava lá, mas quase que não. Rebobinemos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;---&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Sentado na banca de jornal da Roberto Gomes Pedrosa com duas cervejas melancólicas, as lufadas de ar fedendo a mijo, comecei a trocar idéia com um tio que estava só esperando o filho sair do show para ir embora. Em 20 minutos, Paul McCartney subiria no palco e o fim da noite se anunciava deprimente. Culpa minha, que só decidi tentar a sorte com ingressos mais ou menos às sete da noite do mesmo dia. Saí do Tatuapé e cruzei a cidade com 100 reais no bolso. “Vishhhh... Cem conto não vira não, tio”, diziam os cambistas. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Mas é claro que vira. Cambistas ficam todos dóceis depois que o show começa. Claro, eles sabem que vão morrer com um bando de ingresso na mão e tentam atenuar o prejuízo. É a desforra do fã, é o nosso jeitinho tímido de revidar os abusos que cometem cambistas, organizadores de show, mafiosos e laranjas. Pois bem. Perdi o medley inicial, com Venus and Mars, Jet e Rock Show. Mas, entrando no estádio, ouvi que ele já tocava All My Loving e, correndo empolgado, com calafrios de empolgação, achei que o meu início de apresentação até que foi bem decente.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Engraçado que as características mais irritantes da personalidade de Paul são as que o fizeram o maior compositor de música popular do século XX. As caras e bocas, o jeitão galhofeiro, tudo isso parece muito bobo nesta época em que o espírito de John dita o ritmo do rock. Lennon era rebelde, inconformado, revoltado (e pessoalmente, diga-se, era grosseiro e egoísta). McCartney, no entanto, não está nem aí e se mantém um bonachão de primeira. Fora de moda? Totalmente. Mas não fosse sua curiosidade e sua auto-confiança, que já esbarrou na arrogância, os Beatles teriam sido apenas mais um grupo de rock que um dia fez muito sucesso.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Essa faceta mais chata de Paul é evidenciada na meiuca do show, quando suas músicas solo, infinitamente menos ambiciosas, mas consideravelmente “mais McCartney”, tomam conta. Só que aí o errado sou eu. O artista tem que tocar o que tem vontade e ele parecia bastante confortável com suas músicas. Seja como for, a cada música dos Beatles, eu tinha vontade de sair do estádio e dar mais uns 300 reais para o cambista. A história estava sendo feita ali mesmo e eu era parte dela, junto com outros 64 mil sortudos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O momento que mais me comoveu foi A Day in The Life. Tem alguma coisa nessa música que fez meus olhos marejarem e a espinha congelar e foi isso mesmo que aconteceu. McCartney é impecável no palco, sua banda também, o telão parecia que era em HD, garantindo que nada atrapalhasse a experiência da música favorita de cada um. Porra, teve também And I Love Her, a primeira a me emocionar desde o começo (All My Loving me pegou pela metade), I’ve Got a Feeling, Helter Skelter, Back in the USSR, a pirotecnia incrível de Live and Let Die. Teve muita coisa, tudo memorável, e eu só desejo chegar também aos 68 anos com a disposição de fazer uma apresentação de quase três horas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O fim do show é o mais memorável que já vi. Começa com aquela reprise de Sgt. &lt;span lang="EN-US"&gt;Peppers Lonely Hearts Club Band e já emenda em The End.  &lt;span lang="PT-BR"&gt;Paul&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt; McCartney contradiz tudo o que os roqueiros ingleses enjoados de hoje clamam, chegando até a ser brega. &lt;/span&gt;Esse é seu principal trunfo. &lt;/span&gt;Ele não tem vergonha de se &lt;i&gt;importar&lt;/i&gt; e sente-se muito bem com isso. Afinal, quem mais teria bolas para terminar um espetáculo gigantesco com “and in the end, the love you take is equal to the love you make”?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-4469258781819298165?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/4469258781819298165/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=4469258781819298165&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/4469258781819298165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/4469258781819298165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2010/11/paul-macca.html' title='Paul Macca'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-9045804778704553619</id><published>2010-10-10T20:10:00.000-07:00</published><updated>2010-10-14T15:20:03.148-07:00</updated><title type='text'>Dave Matthews e Sua Banda de Mangá</title><content type='html'>Durante o feriado, enquanto espero pelo Grande Dia, resolvi reler meus mangás de Dragon Ball, que estão aqui na casa da minha mãe. Não sei dizer se Dragon Ball seguiu alguma coisa já existente ou se é o começo de tudo, mas definitivamente sua narrativa - tanto o ritmo quanto os clichês, que estão todos ali – segue o padrão clássico de quadrinhos da revista japonesa Shonen Jump. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse tipo de forma de contar uma história e agregar valor a seus personagens é uma coisa tipicamente japonesa. É um lugar comum que nem as novelas por aqui. Mas qualquer um que já tenha lido os quadrinhos ou assistido a desenhos como Naruto, Yuyu Hakusho e Cavaleiros do Zodíaco percebe um padrão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais ou menos assim, geralmente há um personagem principal com características marcantes, alguma excentricidade e personalidade de líder. Conforme a história avança, o herói vai encontrando pessoas em diversas situações inusitadas, que geralmente só acontecem por causa de uma aventura ou por causa de uma busca. Um caso clássico e que ultrapassou as barreiras do interesse por quadrinhos e cultura japonesa é o de Pokémon. Na trama, Ash Ketchum vai conhecendo companheiros e antagonistas, cada um representando um tipo de pessoa no universo em que o mangá acontece. Seus pokémons meio que refletem ou completam suas personalidades e têm suas características peculiares também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca li um quadrinho sobre uma banda, mas acredito que se existir um e ele tiver esse ritmo de “busca” ou “aventura”, pode ser facilmente imaginado. Visualizo um vocalista-líder percebendo que só conseguirá tocar suas músicas da forma que elas devem ser tocadas se encontrar a banda perfeita. Para isso, ele embarca numa jornada pelo planeta atrás dos melhores músicos. O clichê indica que o percussionista seria um africano, que encarnou o espírito de Fela Kuti, o naipe de metais seria formados por músicos durões de New Orleans, etc etc etc. Chamo atenção para o hipotético guitarrista, um cara meio excêntrico e sombrio. Haveria também um músico extremamente leal e o “garoto”, aquele músico jovem e talentoso, mas ainda meio imaturo e a gente pode continuar nessa por horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse grupo dos mangás existe e tem nome: Dave Matthews Band. A incrível jornada do carismático Dave o levou a montar a banda “de músico” mais bem sucedida da nossa geração. Com seus poderes, os integrantes da orquestra tentam mudar o mundo através da música, sempre com muita personalidade e carisma. Durante sua turnê pelo mundo, Dave e sua turma encontram inimigos ardilosos, rivais honoráveis e aliados preciosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou quase isso. Sempre reservei um certo desprezo pela Dave Matthews Band sem saber por quê. Quer dizer, é uma puta música de bicha, de casalzinho em lua de mel e de casalzinho bicha em lua de mel. Normalmente ignoro esse tipo de caso, torcendo só para que apertem pause o mais rápido possível, mas desde o começo considerei silenciosamente o DMB a grande mancha negra no cast do SWU, pior que Jota Quest e Capital Inicial, muito pior do que Linkin Park, talvez só um pouco menos aceitável do que a hedionda Avenged Sevenfold. A birra foi se explicar só hoje há pouco, quando assisti à transmissão do seu show pela TV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande problema é cada integrante parecer um personagem, um bravo guerreiro da música ocidental, guiado pelo seu líder cheio de empatia. Cada um desses músicos parece um boneco colecionável, com seu cabelo peculiar e sua técnica apurada. Quer dizer, chega um ponto em Dragon Ball em que os poderes dos personagens mais importantes é tanto que destruir o mundo é parte da rotina, é só mais um hematoma numa luta que vai para níveis não-terrenos. E os rapazes continuam super descolados!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Dave Matthews Band esbarra nisso. A técnica de cada Davezette é tanta que nenhuma música parece complicada o suficiente. Mesmo assim, eles recusam a “tarefa” de tocar música erudita ou “punheta” que seu “ dom” impõe. Continuam fazendo música pop, vendável, sexy, compulsiva, sempre com um sorriso brilhoso. Tem o baterista rasta de camisa de time de futebol americano, o guitarrista com óculos vermelhos extravagantes e muitas caras e bocas durante o solo, o violinista com roupa de rapper e cabeleireiro do Djavan... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos eles aliens de diferentes planetas que nunca interagiriam se não fosse o carisma conciliador do Grande Dave. Eles parecem como Kuririn e Piccolo em Dragon Ball, Brock e Misty em Pokémon, Yahiko e Sanosuke em Samurai X (para ficarmos nos mais populares) e mais uma infinidade de personagens sem nada em comum de uma infinidade de mangás que nunca lemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já passei da fase dos mangás. Com 14 anos, aquelas histórias pareciam geniais e originais, mas hoje em dia, consigo encontrar todas as repetições que eles trazem. Seja como for, ainda curto dar uma relida neles de vez em quando. O que não curto de jeito nenhum é ver esse tipo de narrativa parecer se repetir na música. Ainda mais sendo o personagem principal o boa-praça -coração-de-ouro Dave Matthews. A música pop só existe por causa dos anti-heróis.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-9045804778704553619?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/9045804778704553619/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=9045804778704553619&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/9045804778704553619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/9045804778704553619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2010/10/dave-matthews-e-sua-banda-de-manga.html' title='Dave Matthews e Sua Banda de Mangá'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-4388734275902251225</id><published>2010-10-08T07:13:00.000-07:00</published><updated>2010-10-08T07:16:11.577-07:00</updated><title type='text'>Podreira na Danceteria</title><content type='html'>Último texto a sair pela Tribuna de Indaiá. É diretamente relacionado a este post &lt;a href="http://kurtylovesyou.blogspot.com/2010/09/my-way-no-coracao-de-ohio.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;, que saiu também pelo jornal (mas acabou saindo antes no blog), mas contemporiza um pouco a coisa, ou seja, fala de discos atuais. Quer dizer, isso tudo a meu ver. Vai ter gente que acha que uma coisa não tem nada a ver com a outra. Particularmente, tanto faz. O que os une é o fato de eu gostar bastante de ambos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, antes do texto, momento featured post. Segunda-feira tem QotSA aqui na República do Abacaxi Cortadinho e se você também vai lá idolatrar a rapazeadinha, recomendo ler &lt;a href="http://kurtylovesyou.blogspot.com/2008/02/gimme-toro-gimme-some-more.html"&gt;este relato&lt;/a&gt; sobre o primeiro show que vi dos caras pra aquecer. Dependendo da qualidade da apresentação, tento fazer um texto legal sobre o SWU.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;*** &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Na semana passada, tentei mostrar um cenário caipira dos Estados Unidos que não se move em torno da música country necessariamente. Existe uma América caidaça que está atrelada a valores como nostalgia doentia, gel de cabelo, ternos baratos e covers de Elvis. Uma coisa bem de filme, mesmo. E ninguém representa melhor esse clima de fim de festa hoje em dia do que Dax Riggs e Grinderman.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de prosseguir, acho que devo um parágrafo de explicação. O que a caipirada norte-americana tem a ver com a Tribuna de Indaiá? Tenho dois argumentos – além do simples fato de ser um assunto que me interessa. Toda a cultura mundial é influenciada pela ianque e fica impossível se desvencilhar dela, fazendo parte disso a reflexão acerca de seus símbolos, que já são quase nossos. Depois, se já engolfamos a cultura dominante (imperialistas! Yankees go home!), analisar seus meandros também é auto-análise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Legal. Agora aos personagens principais. Você nunca ouviu falar de Dax Riggs, tenho certeza. Também, ele nunca participou de uma banda relevante que fosse e nunca emplacou um só hit. Riggs é um expoente de uma forte cena independente do hemisfério norte que se paga sem precisar de grandes investimentos e cujos shows passam por todo o seu território (mais ou menos o que o Fora do Eixo quer fazer aqui no Florão da América). Nos anos 90, ganhou alguma notoriedade enquanto tocava na banda de metal sujo – e essa é a única definição cabível – Acid Bath. Depois aventurou-se por projetos menos pesados, mas tão doentes quanto: Agents of Oblivion e Deadboy &amp;amp; The Elephantmen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Dax Riggs chegou a mim através de seu primeiro trabalho solo, We Sing of Only Blood Or Love, de 2007. Com músicas intituladas maravilhosamente como Demon Tied to a Chair in My Brain (“Demônio Amarrado a Uma Cadeira no Meu Cérebro”), ele é o tipo de artista que só chegaria aos nossos ouvidos por causa da internet. E, cantando sobre sangue e amor, sempre me passou uma idéia de hippie cocainado de alguma periferia cultural do sul dos Estados Unidos. Quase isso: Riggs é de Nova Orleans, um dos locais mais fantásticos e ricos do mundo quando se trata de ecossistemas artísticos. Ainda assim, ele está à margem, como alguém fazendo música eletrônica minimalista num rincão gaúcho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que em Say Goodnight To The World, seu novo disco, o cantor se afasta da imagem de hippie acelerado e pé sujo e se aprochega a uma nova persona, uma espécie de cantor de churrascaria podreira, com a gravata borboleta folgada. Tipo a banda da festa de formatura que espera que todos dancem, mas é simplesmente sombria e tristonha demais para isso. Dax Riggs é sombrio o suficiente para dar sentido à comparação e tudo isso está explicitado já nos títulos de suas canções: Gravedirt On My Blue Suede Shoes, por exemplo. Musicalmente, como que provando toda esta ladainha, no novo disco destacam-se You Were Born to Be My Gallows e a versão enfastiada de Heartbreak Hotel. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já Grinderman é o braço de rock de garagem de Nick Cave and the Bad Seeds. Nick Cave é um dos poucos heróis dos anos 80 que mantiveram seus colhões e sempre fez música folk iluminada por esferas espelhadas de danceteria. Daí, em 2007, junto com boa parte dos Bad Seeds, ele virou para o outro lado, disposto a estourar alguns tímpanos, e deu à luz o Grinderman. Perfeito. Assisti a um show do grupo em 2008 e vale destacar como o frontman funciona no palco. A primeira coisa que você repara em Cave é seu bigode indecente, desafiador até, tipo Josh Brolin em Onde os Fracos Não Tem Vez. Ele olha para a platéia com os olhos esbugalhados e pronuncia palavras repetidamente, em intervalos cada vez mais perturbadores. Na verdade, trata-se de um tio já meio careca com uma aparência que oscila entre diretor de escola, psicopata sexual e estrela do rock.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro álbum do Grinderman é simplesmente incrível. Suas letras mostram que o australiano Nick Cave entende essa América podreira como poucos. Das descrições minuciosas de como ele tentou e não conseguiu uma transa (em No Pussy Blues) até às bravatas de patriarca decadente (Go Tell The Women), todo o ambiente do disco é minuciosamente moldado dentro de um lugar com drive-ins, caminhões de sorvete e serial killers à espreita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Grinderman 2, que sai em outubro (na internet já foi “saído”), a idéia continua. A diferença é que o descontrole emocional e a ironia aprendem a conviver com uma psicodelia quase tântrica em alguns momentos (especialmente o final de When My Baby Comes). É como uma sessão de hipnose no meio do baile da igreja. E é um discaço também. Desde já, um dos melhores do ano.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-4388734275902251225?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/4388734275902251225/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=4388734275902251225&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/4388734275902251225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/4388734275902251225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2010/10/podreira-na-danceteria.html' title='Podreira na Danceteria'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-7765838666680999273</id><published>2010-09-28T06:57:00.000-07:00</published><updated>2010-09-28T06:57:38.448-07:00</updated><title type='text'>White x Homme</title><content type='html'>E minha colaboração na Tribuna de Indaiá não existe mais. Vou postando os últimos textos, mas é capaz que o blog dê uma morrida de novo. Chato...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Se nossa época não está apinhada de guitarristas lendários, pelo menos fica mais fácil de identificar quem são os mais emblemáticos. Na minha opinião, é difícil encontrar um representante maior das Seis Cordas de Rock do que Jack White e Joshua Homme. E, em seus respctivos cubículos, reinam absolutos, sem concorrência – nem entre si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro vamos aos fatos: tanto White quanto Homme conseguiram, ao longo dos anos, modernizar tudo aquilo que fizeram os pioneiros do rock – tanto aqueles do meio dos anos 50 quanto os que infernizaram o mundo entre o fim da década de 60 e o começo da de 70. Baseados em formas de comunicação mui peculiares, construíram verdadeiros impérios de junk food musical. Mas junk food daquela rede que faz o sanduíche na hora e que o bacon é crocante de verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que formas de comunicação são essas? Da parte de White é a urgência desesperada contida em dedos ágeis que respondem a um cérebro acostumado a ritmos frenéticos dos grupos de garagem dos anos 60. Sua primeira banda, o White Stripes, parecia uma resposta muito mais selvagem à inconsequência playboy dos Strokes. Petulantes a ponto de dispensarem o baixo de suas músicas, Jack e Meg White pareciam dois extra-terrestres vestidos com roupa espacial bicolor vindos direto de um filme B de ficção científica dos anos 70. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já Homme aprendeu a tocar guitarra com os discos metaleiros mais sujos dos lugares mais áridos do planeta. Como integrante do Kyuss, fez parte de uma das maiores bandas de metal cult dos anos 90 e, com seus riffs chapados e cheios de reverb, ajudou a criar o stoner rock. Depois de mais umas boas orelhadas nas realizações mais piradas de David Bowie, Brian Eno e Phil Spector, aprendeu a usar o estúdio como poucos hoje em dia. Seu trabalho no Queens of the Stone Age é um mar de overdubs (gravações por cima de outras), instrumentos diversos, segundas, terceiras, quartas e quintas vozes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois disso, munidos de suas respectivas personalidades (explosiva e irônica, na ordem), montaram linhas de produção dignas de inveja. White ganhou ainda mais notoriedade com os Raconteurs, sua gravadora Third Man Records – que, além de revelar artistas novos, vai lançar o novo álbum da lendária Wanda Jackson – e sua participação no filme A Todo Volume, ao lado de Jimmy Page e The Edge. O filme, aliás, definiu White como o principal herdeiro da guitarra, como aquele que vai levar a originalidade adiante num mundo cada vez mais monótono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ele não está sozinho. Porque Homme, mais do que se lançar como a salvação do rock, foi capaz de transformar sua banda numa espécie de Sol, exercendo atração em diversos outros artistas, que gravitam como planetas à sua volta. Exemplos não faltam: Eagles of Death Metal, Them Crooked Vultures (onde Homme tem a audácia de comandar John Paul Jones), Mondo Generator, além de participações incontáveis, de Foo Fighters à banda de metal Mastodon, todas com sua marca registrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tudo isso para dizer que cheguei à conclusão de que Jack White deu um passo à frente. Talvez uma medida definitiva. E esse passo tem nome: The Dead Weather. Que consiste em todo aquele blues rock agudo e meio inconfundível que ele vem fazendo já alguns anos finalmente unido a técnicas de estúdio avançadas. Como Homme já fez no Eagles of Death Metal, White assume a bateria, mas não deixa de lado as guitarras. Há solos ali que são seus, que carregam seu espírito, por mais que a banda fuja de seus trabalhos anteriores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack White é, antes de mais nada, o guitarrista mais arrogante e presunçoso da nossa geração. E também um reciclador como poucos. Mas conseguiu enterrar suas digitais em cada compasso de cada música que trabalhou desde 1998. Quando finalmente entendeu a lógica de sua contraparte (ou sua “contralógica”), criou seu melhor projeto até o momento. Partindo da tese de que encontrar um consenso entre duas tendências distintas é se fortalecer, afirmo sem medo: The Dead Weather é o futuro do rock.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-7765838666680999273?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/7765838666680999273/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=7765838666680999273&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/7765838666680999273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/7765838666680999273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2010/09/white-x-homme.html' title='White x Homme'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-1792642427182011053</id><published>2010-09-19T18:23:00.001-07:00</published><updated>2010-09-19T18:23:25.899-07:00</updated><title type='text'>Lester Bangs</title><content type='html'>A característica mais fascinante de Lester Bangs, e a que o fez famoso, era sua paixão pelo ato de escrever sobre música. Mais do que escutar, mais do que apreciar, ele era capaz de transformar uma resenha numa obra tão completa e intrigante quanto o álbum em questão. É notável o caso de Astral Weeks, de Van Morrison, cuja fama é precedida pela excelente análise de Bangs. Nela, o jornalista se infiltra em cada aposento da mente do disco – sim, do disco – e deles tira conclusões incríveis, antes inimagináveis. Há quem diga que o texto chega a ser melhor do que a música em si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não adianta todo esse falatório se você está sem entender até agora quem foi Lester Bangs. Basicamente, foi o maior jornalista musical de todos os tempos. Um terço pelo talento, um terço pelo barulho que suas resenhas faziam e outro terço pelo estilo de vida. Como uma espécie de beatnik ou rockstar, Bangs foi bêbado, drogado e, certas vezes, até um misantropo. Suas brigas com Lou Reed, vocalista do Velvet Underground e uma das figuras mais podreira da história da música, escondiam uma admiração mútua que o músico não permitiria se não visse em Bangs um igual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa época em que a crítica musical tinha importância mastodôntica por não ter concorrentes similares à internet e à MTV, os jornalistas eram vistos pelos caras das bandas como os “inimigos”. Muito provavelmente é daí que vem aquela idéia de que todo crítico é um músico frustrado. O poder dado ao redator era tanto que ele podia escrever qualquer impropério sobre qualquer artista quando bem entendesse, da forma que lhe parecesse mais insultante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bangs, por sua vez, era diferente. Claro, ele tinha seus momentos: descia a lenha sem dó no Led Zeppelin, por exemplo. Mas, na essência, acreditava na democratização da música e ridicularizava o mito da diva, o culto à personalidade do músico intocável, à figura do dândi iluminado que muitos roqueiros dos anos 70 acreditavam ser. Ele sabia que o músico era um trabalhador como qualquer outro, antecipando o conceito de música independente em 10 ou 15 anos. Lester Bangs também dizia que o único motivo para se forjar um herói era para jogá-lo por terra novamente. Por isso o punk e sua decadência igualitária foram sua redenção. Ele até chegou a se aventurar na música e Lester Bangs and the Delinquents, projeto em conjunto com Mickey Leigh (irmão de Joey Ramone), deu vida a um disco bem digno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A influência de Lester é ampla. Na contracapa de seu Reações Psicóticas, editado aqui no Brasil pela Conrad e que inspirou este humilde escriba a escrever estas linhas, há até uma citação de Kurt Cobain: “Os textos dele me ajudaram a entrar em contato com pessoas como eu”. Além disso, o jornalista foi uma espécie de conselheiro do diretor Cameron Crowe (Vanilla Sky, Jerry Maguire) quando este ainda era um garoto que tentava ser crítico da Rolling Stone. Suas conversas podem ser vistas no filme Quase Famosos, onde Bangs é interpretado por Philip Seymour Hoffman.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No filme, ele mostra uma justa desconfiança em relação à Rolling Stone. Poucos anos antes brigara com seu editor Jann S. Wenner, a quem chamava de groupie disfarçado por não admitir que batessem nos artistas queridinhos da revista. Depois de sair da Rolling Stone, Bangs passou por Detroit (na revista Creem), Nova York (Village Voice) e contribuiu para Playboy, New Music Express e ainda outras. Morreu em 1982 de overdose de tranquilizantes, na mesma época em que trabalhava no seu primeiro livro não musical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que Lester Bangs era, antes de tudo, um desperdício, já que devotou todo o seu talento somente para a música. Mas ele era cria de época em que curtir um som realmente importava e as pessoas realmente tinham algo para dizer. Isso, claro, fortalecia a crítica e permitia que tratados como a resenha de Atral Weeks tivessem significado à altura de um conto da alta literatura. Bangs fazia algo que há muito se tornou cafona, mas que talvez seja a salvação para essa pindaíba criativa que nos acomete de tempos em tempos: ele levava a cultura a sério.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-1792642427182011053?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/1792642427182011053/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=1792642427182011053&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/1792642427182011053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/1792642427182011053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2010/09/lester-bangs.html' title='Lester Bangs'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-5526975324927068584</id><published>2010-09-07T22:09:00.000-07:00</published><updated>2010-09-07T22:30:49.941-07:00</updated><title type='text'>My Way no Coração de Ohio</title><content type='html'>&lt;i&gt;And now, the end is near, &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;And so I face the final curtain. &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;My friends, I'll say it clear; &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;I'll state my case of which I'm certain. &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;I've lived a life that's full - &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;I've travelled each and every highway. &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;And more, much more than this, &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;I did it my way.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jerry é caminhoneiro e acaba de voltar a Ohio de uma entrega especialmente especial direto do oeste. Ou coisa parecida. Jerry sentia falta de Rosie, sua mulher. Mas sente saudades de outra Rosie. Aquela de 30 anos atrás, quando iam ao drive-in (jesus!) e aos bailes do colégio. Ou aquela Rosie de 20 anos atrás que cozinhava divinamente e, depois de manter a casa impecável e cuidar dos filhos, ainda tinha tempo para um chamego no final do dia. Essa Rosie morreu. Ela e Jerry agora são dois velhos com vestidos, aventais, botas e botões de camisa soltos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Regrets? I've had a few, &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;But then again, too few to mention. &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;I did what I had to do &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;And saw it through without exemption. &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;I planned each charted course - &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Each careful step along the byway, &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;And more, much more than this, &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;I did it my way.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um baile para gente como Jerry e Rosie no boliche da cidade. No boliche as pessoas se vestem como pessoas de boliche, tarantinamente, com casacos vermelhos cintilantes, bonés e chapéus. Vestidos. Uma banda foi paga para fazer um verdadeiro flashback, um show que irá levar todos nós aos nossos anos dourados, quando era permitido sonhar. “My Way”. Jerry hesita. Abraça Rosie docemente, mas sem muita convicção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Yes, there were times, I'm sure you knew, &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;When I bit off more than I could chew, &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;But through it all, when there was doubt, &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;I ate it up and spit it out. &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;I faced it all and I stood tall &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;And did it my way. &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sou um homem, caralho! Quantos por aí podem dizer isso? Por vezes errei, mas sempre honrei minhas bolas!” Respiro; Suspiro. “Respeitei minha pátria, amei minha mulher, trabalhei com afinco. Sinatra me entende... Sou um homem, caralho!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;I've loved, I've laughed and cried, &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;I've had my fill - my share of losing. &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;But now, as tears subside, &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;I find it all so amusing. &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;To think I did all that, &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;And may I say, not in a shy way - &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Oh no. Oh no, not me. &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;I did it my way&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jerry lembra de seu pai, mas Rosie nunca quer saber das suas histórias. Vagabunda. "Se fosse metade da mulher que foi minha mãe..." Americanos de muito brio. Jerry vinha de uma família de muita estirpe. Orgulho. Altivez. Justiça. Era uma família americana e justa. “I pledge allegiance to the flag”. Sinatra entende. Sintonia, Sinatra e a Bandeira, mas Jerry também estava atento. Não tolerava um certo vagabundo desde o tempo em que trabalharam juntos no armazém. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;For what is a man? What has he got? &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;If not himself - Then he has naught. &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;To say the things he truly feels &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;And not the words of one who kneels. &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;The record shows I took the blows &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;And did it my way.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jerry, um Homem. Já era hora de resolver essas coisas como um homem. Um gracejo, um pisão e o taco de sinuca era seu. Jerry observou bem seu antagonista antes de sua tacada mais importante, mas foi surpreendido por outro taco no meio das costas. Uma porrada na cervical que fez até com que ele cuspisse um pouco da merda que estava bebendo a noite toda. Antes de apagar, notou que a banda já não tocava mais Sinatra, aquele Americano Orgulhoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Yes, it was my way &lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-5526975324927068584?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/5526975324927068584/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=5526975324927068584&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/5526975324927068584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/5526975324927068584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2010/09/my-way-no-coracao-de-ohio.html' title='My Way no Coração de Ohio'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-6899051371171787886</id><published>2010-09-07T20:02:00.000-07:00</published><updated>2010-09-07T20:02:00.566-07:00</updated><title type='text'>Por Que Ouvir Zu</title><content type='html'>Você precisa ouvir Zu. A pesquisa de campo abaixo prova tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Pam diz:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;que isso?&lt;br /&gt;&lt;b&gt;pedro diz:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;uma banda muito doida&lt;br /&gt;&amp;nbsp;italiana&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Pam diz:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;caraleo que medo&lt;br /&gt;&lt;b&gt;pedro diz:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;ahuahuahuhauhauhauhauhauha&lt;br /&gt;&amp;nbsp;muito, né?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;demente&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Pam diz:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;deve tocar em rituais&lt;br /&gt;&amp;nbsp;certeza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;Matheus diz:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;que é isso cara?ahueha&lt;br /&gt;&lt;b&gt;pedro diz:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;uma banda muito doida&lt;br /&gt;&amp;nbsp;italiana&lt;br /&gt;&lt;b&gt;.Matheus diz:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;põe doida nisso.aehua&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Não sei até que ponto poderemos chegar no sentido de causar mal estar ao ser humano com música. Mas Zu deu uma LACEADA nos limites. E assim disse Aristóteles.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/zuband"&gt;http://www.myspace.com/zuband&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-6899051371171787886?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/6899051371171787886/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=6899051371171787886&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/6899051371171787886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/6899051371171787886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2010/09/por-que-ouvir-zu.html' title='Por Que Ouvir Zu'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-4553912212841729946</id><published>2010-09-01T20:34:00.000-07:00</published><updated>2010-09-01T20:34:18.664-07:00</updated><title type='text'>A Melancolia Fácil</title><content type='html'>Se você olhar os primeiros posts deste blog, vai ver que já fui fã de Arcade Fire. Falta eu pra tanta vergonha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tribuna 14/08.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt; ***&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Quinta-feira retrasada, enquanto eu sofria vendo meu time sendo eliminado da Taça Libertadores da América, três acontecimentos eram comentados avidamente no Twitter: o próprio São Paulo x Internacional-RS, o primeiro debate dos presidenciáveis e um tal de show do Arcade Fire no Madison Square Garden. Longe de mim querer julgar as prioridades de cada um, mas a idolatria que seguiu essa simples transmissão ao vivo foi mais do que ridícula. Para os fãs, o webcast em questão foi tão incrível e catártico que poderia ser considerado uma missa! E eles falam sério, chegando a se ver como os “religiosos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso que eu simplesmente odeio o Arcade Fire hoje em dia. Não por serem vistos como semideuses, coisa que acontece com qualquer banda ou pessoa pública (até ex-BBBs!), e sim pelo motivo de serem vistos assim. O Arcade Fire, desde seus primórdios, não consegue se desvencilhar da imagem de grupo sofrido, coitadinho mesmo. Para a massa indie, formada por gente que, na época do colégio, apanhava e não pegava ninguém, isso é muito bonito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda vez que o vocalista Win Butler canta palavras simples como neighbour (vizinho) e children (crianças) com sofreguidão e nostalgia, é como se evocasse um passado romantizado, ainda que extremamente ambíguo: esquisito e saudoso, penoso e confortável. Para a horda de excluídos e desajustados que segue a banda, é como um orgasmo. Em seus ouvidos, a voz tremida de Butler corresponde à do sacerdote e as canções mergulhadas em melancolia são o coral da igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por que uma besteira dessas me incomoda, quando eu deveria simplesmente desprezar tudo isso? Porque se apoiar nesse tipo de melancolia fácil ao som de violinos e gritinhos só agrava a situação. Não fui dos que se deram bem na escola, não – graças a Deus, aliás, já que o velho clichê tem razão de ser: quem se dá muito bem no colégio geralmente acaba virando um bosta depois. Só que não foi ouvindo música de indie triste que dei a volta por cima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pior: já gostei de Arcade Fire. Tinha 16 anos, achava aquilo lindo (mas nunca a ponto de ser um “religioso”, vade retro), era facilmente levado pelos violinos, acordeons, “neighbours”... Mas aí nego cresce e nota que o mundo tem muito mais beleza e molejo do que parece. Tem muita coisa para conhecer, muita gente para transar, muito motivo para rir. E para chorar também. Vivemos, acima de tudo, num lugar feio e triste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que você não vai conhecer toda essa amargura e sujeira na voz de um bando de ex-crianças bem nutridas chorando as pitangas de uma infância de classe média. Tristes são moradores da favela, tipo o Cartola, que foi esquecido pelo samba por quarenta anos. Triste é o Gil-Scott Heron, preto, pobre, ex-detento e (dizem) aidético, com uma voz cavernosa de gelar os ossos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, apesar dos pesares e dissabores, esses caras conseguem colocar doses saudáveis de ironia e otimismo em suas letras. Claro, diferente do Arcade Fire, eles são capazes de ver mais cores no mundo. São capazes de olhar através de sua agonia e diversificar, explorar. Acima de tudo, são capazes de se comunicar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me leve a mal, não sou a polícia da depressão. Cada um curte uma fossa do jeito que bem entender. Mas me parece que idolatrar a melancolia do Arcade Fire a ponto de enxergar seus shows como cultos é limitar o alcance da visão. Será que eles estão te mostrando o que você precisa ver ou será que estão apenas te dizendo o quer ouvir? Mais: se estiverem te mostrando o caminho, você ficará tão grato a ponto de aceitar qualquer lixo que te empurrem daqui para frente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é o grande problema do rock. As pessoas se tornam tão gratas às bandas, aos messias que elegeram, que impedem que esses predestinados sigam em frente. O caso do próprio Arcade Fire é emblemático. Seu primeiro trabalho, Funeral, é um bom disco de estréia. Mas depois, os temas se tornaram recorrentes, maçantes, tomando forma de demagogia alienada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Música, além de devoção, é baseada em contestação. Se uma banda lhe diz que o caminho da tristeza para a catarse passa por coros angustiados, violinos e pianos delicados, você deve fazê-la provar. Se não, corre o risco de acreditar em tudo que um bando de tocadores de instrumentos fumadores de maconha com uma infância meio tristonha têm para dizer. E isso não é suficiente para ninguém.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-4553912212841729946?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/4553912212841729946/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=4553912212841729946&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/4553912212841729946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/4553912212841729946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2010/09/melancolia-facil.html' title='A Melancolia Fácil'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-1832851554084648628</id><published>2010-08-22T20:44:00.000-07:00</published><updated>2010-08-22T20:46:40.787-07:00</updated><title type='text'>Entrevista: Luiz Freitas</title><content type='html'>Uma entrevista para a tribuna. Fala um pouco da minha cidade, Indaiatuba, mas é interessante notar como essa situação é recorrente na maioria dos municípios pequenos aqui do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Quando ouvi falar no Luiz Freitas, através de um amigo em comum (e sócio dele na Sinewave Records) quase caí pra trás. Mentira. Mas achei insólito e bastante surpreendente que houvesse em Indaiatuba alguém interessado em post rock. Mais: que tivesse uma banda do estilo. Claro, num lugar com quase 200 mil habitantes, é bastante provável que haja pelo menos um ou dois gatos pingados interessados em manifestações culturais obscuras como post rock. Mesmo assim, fiquei de cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O post rock, diga-se, é um movimento musical bastante novo, que mistura ambientes sonoros atmosféricos, sentimentos íntimos e guitarra distorcida. Pode ser que você conheça algumas canções do álbum Agætis Byrjun, da banda islandesa Sigur Rós, pelo filme Vanilla Sky, de 2001. Na minha humilde opinião, de leigo, trata-se do grande disco do pós roque. Três conjuntos legais para ir atrás: Godspeed You! Black Emperor, Mogwai, Explosions in the Sky.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A necessidade desse parágrafo explicativo vem da falta de intimidade do público com o estilo. Por causa disso, o Luiz, juntamente com seu sócio, o Elson Barbosa, fundou a Sinewave Records. Trata-se de um selo online que promove e lança, por meio de downloads gratuitos, discos de bandas brasileiras de post rock. O Luiz também tinha a sua banda, o Gray Strawberries, que acabou recentemente. Como todo moleque um pouco diferente do circuitinho Zoff-JC que passou sua adolescência em Indaiatuba, ele vê um monte de problemas nas opções de diversão da cidade. Falamos um pouco sobre esses assuntos, dá uma olhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fala um pouco da Sinewave para começar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A Sinewave surgiu duma idéia minha e do Elson quando a gente viu que não tinhamos o devido espaço na mídia, lugares pra tocar, porque não tinhamos os contatos, a repercussão, experiência necessária. Vendo iniciativas feitas "de banda pra banda", como a Constellation Records e o ATP, a gente, já que não tinhamos um selo, um site de notícias falando da gente, lugar pra tocar, etc, decidiu ser o selo, o site, o festival. Diante das dificuldades de ser um tipo de música nada popular, creio que os resultados são bastante satisfatórios. É visível que todas as bandas melhoraram depois da iniciativa nossa. Tá longe de ser algo reconhecido e famoso, mas é muito legal ver que essas bandas todas agora têm uma perspectiva, o que antes não era tão fácil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Você acha que ir por esse caminho de nichos mais bem definidos é o futuro da música independente brasileira?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Depende da situação. Por exemplo, para nós, é melhor aglutinar bandas que sejam parecidas, com o mesmo estilo. Porque da nossa experiência percebemos que a situação que ocorria era que muitas vezes essas bandas, no começo de carreira, não conseguiam shows num lugar legal, e aí tinham que tocar com bandas de hardcore, metal, coisas que não tinham nada a ver com a gente. O cenário musical independente está muito no começo. A gente não tem público formado. Não dá para esperar que mais pessoas gostem sem mostrar pra um pessoal novo, diferente. Hoje a gente já pensa numa correção de rota, se envolver com um pessoal que não faz um som tão parecido, já aceitamos bandas que não são tão post-rock assim. Em resposta à sua pergunta, acho que sim. Que hoje, na maioria dos festivais, selos, as bandas não são escolhidas por estilo, por genero. Elas são escolhidas por vários fatores que não a música que fazem. Acho que deveria se dar mais valor ao tipo de som que as pessoas fazem, mas não segregar totalmente e virar gueto. Afinal, precisamos de muito mais gente para termos um público grande o suficiente pra música independente ser um negócio rentável&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Quando me falaram de você, fiquei bastante surpreso que houvesse uma banda de post rock em Indaiatuba, o que dá uma idéia de como a cultura na cidade parece linear, pouco ousada. Qual o motivo pra isso, na sua opinião?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O que pesa contra é o fato de sermos uma cidade muito rica e relativamente nova. Essas coisas deveriam ajudar a cidade a ser, como tu disse, mais ousada. Essa reclamação a respeito de cultura é clássica em Indaiatuba. Lembro que desde que eu era criança, se reclamava de que Salto tinha um teatro, e Indaiatuba não, mesmo sendo muito maior. O tempo passou, construiram o CIAEI e um auditório legal lá, e, pelo menos enquanto eu morava lá, rolavam as peças, eventos, e pouca gente tomava conhecimento e ninguém ia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;E como atrair o interesse das pessoas? E o que falta pra quem já está interessado?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não sei. Mesmo. Musicalmente falando, seria legal se alguma banda da cidade se destacasse, isso puxaria outras, querendo repetir o mesmo caminho. Poderia até sido a gente, isso talvez resolveria a questão da iniciativa. Em outros setores, como teatro, e cinema, não sei. Mas, pelo que via quando fui embora, e pelo que leio nos jornais e fico sabendo, a coisa melhorou nos últimos anos, até pelo crescimento economico e populacional da cidade. Acho que também é uma questão de tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-1832851554084648628?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/1832851554084648628/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=1832851554084648628&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/1832851554084648628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/1832851554084648628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2010/08/entrevista-luiz-freitas.html' title='Entrevista: Luiz Freitas'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-2904862450443229930</id><published>2010-08-11T20:43:00.000-07:00</published><updated>2010-08-11T20:50:32.908-07:00</updated><title type='text'>Não Vá ao SWU</title><content type='html'>Mais um texto para a Tribuna de Indaiá. Engraçado que agora, com Rage Against the Machine e QotSA quase fechado, já mudei de idéia. Para mim, o SWU tem muita, mas muita cara de picaretagem. Mas com o nível das atrações que eles têm confirmado fica difícil não dar as caras. Quanto a isso, já me retratei em outra coluna, admiti que era um hipócrita de merda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou perder apresentações incríveis por causa da malandragem de alguns produtores culturais. Mas vou ao festival com um tremendo pé atrás, sabe...&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Para você que é fã de Pixies, Linkin Park, Kings of Leon e Incubus, além das outras atrações confirmadas, fazer o que sugere o título deste artigo pode ser uma tarefa fora de cogitação. Mas este artigo não é para você, que decidiu pelas suas bandas favoritas acima da picaretagem e da má fé dos grandes produtores de shows brasileiros, e sim para quem ainda está em dúvida.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O Woodstock inspirou festivais no hemisfério norte que até hoje carregam seu espírito: milhares de pessoas bêbadas acampando num ambiente cheio de música e integração. Não é brincadeira: em 2008 tive a sorte de ir ao Roskilde Festival, na Dinamarca, e esse segue sendo um dos melhores acontecimentos da minha vida. Assisti às maiores bandas do mundo, mas também invadi acampamentos de completos desconhecidos que me ofereceram cerveja, perambulei por quilômetros de natureza e vi algumas das pessoas mais esquisitas do mundo passando. Ou seja, mais do que alguns shows, tive uma experiência inesquecível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já no Brasil, o Rock in Rio de 1985 serviu para difundir o rock entre os jovens daqui – sendo considerado um dos catalisadores do BRock e sinal de que a ditadura militar estava, enfim, acabada – mas seu legado foi por outro caminho. Sem o histórico dos acampamentos e das atividades não musicais, os festivais do Pindorama acabaram seguindo a filosofia “chegar, assistir o que convém e depois tomar o caminho da roça”. Com isso, os grandes shows se tornaram meros negócios e perderam seus poucos apelos não musicais ao se tornarem cada vez mais elitistas e nojentos. Exclusividade para clientes de certos bancos, a hedionda pista VIP (mais cara e mais perto do palco), preços exorbitantes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste ano, o SWU apareceu como a pior de todas essas aberrações e, se tudo der certo, será um natimorto. A proposta do festival em questão é fazer como fazem lá na Europa e nos EUA: três dias de música, direto. Só que o espírito é aquele mesmo que impera aqui no terceiro mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É ridículo pensar nesse SWU como uma espécie de continuação do Woodstock, como andou sendo dito por aí. O mote da campanha do festival é a sustentabilidade e me irrita notar que produtores que se mostram tão preocupados com o meio ambiente não se importam em falir uns jovens fãs de música. Claro: o que manda é o dinheiro, tudo gira em torno dele e para curtir uns concertos bacanas e salvar o mundo, precisamos gastar os tubos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que não precisa ser assim. Usemos o exemplo do festival de Roskilde mais uma vez. Todas as pessoas que trabalham nele durante seus oito dias (quatro dias de “aquecimento”, outros quatro de shows) são voluntários que recebem ingressos para o festival em troca do seu esforço. Assim, o preço da mão de obra cai e ninguém trabalha de cara feia (eu, aliás, fui ao Roskilde nesses termos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As onipresentes causas humanitárias também são muito bem planejadas. O projeto Human to Human coleta latas de bebida pelos acampamentos e faz a troca desses recipientes vazios por dinheiro para países necessitados. No último ano, surgiu o Green Footsteps, onde os participantes do festival mostram o que têm feito pelo meio ambiente e concorrem a ingressos para o Roskilde do ano seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso parte, acima de tudo, de uma questão cultural? Certamente. Mas isso nunca vai mudar se não nos mexermos. Boicotar o SWU e a ganância de seus produtores é mostrar que não adianta colocar umas latas de lixo recicláveis e apoiar a causa nobre da moda para mostrar que se importa com a música e com o futuro. É preciso muito mais. Por isso, menos, SWU, menos...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-2904862450443229930?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/2904862450443229930/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=2904862450443229930&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/2904862450443229930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/2904862450443229930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2010/08/nao-va-ao-swu.html' title='Não Vá ao SWU'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-7342821175830208302</id><published>2010-08-08T17:49:00.000-07:00</published><updated>2010-08-08T17:50:00.892-07:00</updated><title type='text'>Formigueiro</title><content type='html'>Todas as mulheres são vagabundas. Todos os homens são cafajestes. Toda unanimidade é burra. Todo mundo tem que sofrer um pouco na vida. Todo tatuado é um câncer na sociedade. Todos os políticos são corruptos. Todo homem mente sobre o tamanho do pau. Toda mulher finge orgasmo. Todo maconheiro é viciado. Todo mendigo é bêbado. Todo dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem cochicha o rabo espicha. Quem não cola não sai da escola. Quem não respeita os mais velhos é mal educado. Quem não respeita os mais jovens é antiquado. Quem já foi pra Paris quer voltar. Quem não gosta de viado é enrustido. Quem gosta de viado é viado. Quem cedo madruga, Deus ajuda. Quem estuda sobe na vida. Quem protesta é rebelde. Quem muito sabe, pouco diz. Quem disse?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você precisa de um emprego. Você precisa trocar de emprego. Você precisa de uma namorada. Você precisa se conectar ao mundo. Você precisa ter modos à mesa. Você precisa ligar para seus familiares. Você precisa poupar seu dinheiro. Você precisa de um rumo na vida. Você precisa de amigos melhores. Você precisa encher seus pais de orgulho. Você entende?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A culpa é do governo. A culpa é da sua infância. A culpa é dos seus pais. A culpa é dos juros. A culpa é da sua ex-namorada. A culpa é do médico. A culpa é do professor. A culpa é do mecânico. A culpa é do islã. A culpa é da igreja. A culpa é dos judeus. A culpa é dos ateus. A culpa é do capitalismo. A culpa é do comunismo. A culpa é sua.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-7342821175830208302?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/7342821175830208302/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=7342821175830208302&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/7342821175830208302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/7342821175830208302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2010/08/formigueiro.html' title='Formigueiro'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-4701049773652066634</id><published>2010-08-01T21:29:00.000-07:00</published><updated>2010-08-11T20:51:06.881-07:00</updated><title type='text'>De She's So Heavy a Dead Weather</title><content type='html'>Uma reflexão meio confusa. Sei lá se gosto. Saiu na tribuna dia 10 de julho.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Se Helter Skelter, dos Beatles, foi o primeiro heavy metal da história, então os Fab Four eram tão geniais que foram capazes de, um ano depois, compor a primeira faixa de uma de suas vertentes. I Want You (She’s So Heavy) é a canção inaugural do stoner rock. Você pode ou não conhecer o gênero, mas não custa explicar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O stoner surgiu oficialmente lá pelo final dos anos 80, mas seu coração bate no mesmo ritmo que batia o do Black Sabbath, o do heavy blues do fim dos anos 60 e do hard rock da década seguinte – tipo Blue Cheer, Grand Funk Railroad, Budgie, Uriah Heep, Dust… Ou seja, caras machos e barbados que gostam de motos e cerveja. O som é pesado, sincopado, mas também tem o alívio de teclados psicodélicos e viagens instrumentais fortes. Claro: stoner em inglês significa drogado, viajandão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O movimento cresceu no deserto da Califórnia e o Kyuss permanece como seu maior expoente. Mas suas ondas não se mantiveram estáticas e a expressão do stoner – talvez tenha a ver com a costa oeste americana – chegou até o estado de Washington. Soundgarden e Melvins, embora não sejam frequentemente enquadrados no gênero, sempre se utilizaram dos riffs como forma de comunicação. Não é segredo para ninguém, também, que Dave Grohl acabou ficando amigo de Josh Homme quando ambos ainda tocavam no Nirvana e no Kyuss, respectivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coisa engrenou e hoje em dia pipocam bandas do estilo por todo o mundo. A maioria delas nenhum de nós jamais ouviu falar. São bandecas que emulam aquele som cheio de riffs dos grupos citados no parágrafo anterior e não apresentam nada de novo. E como isto aqui é uma coluna opinativa, vou me reservar o direito de discordar do senso comum e dizer que o stoner rock não tem nada a ver com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sabe por quê? Porque o legado de um estilo musical reside muito mais no seu conteúdo, digamos, filosófico do que no seu som. Para fechar Welcome to the Sky Valley, terceiro disco do Kyuss, há uma música-tiração-de-sarro no estilo The Doors com um pedido singelo por sexo oral. Isso logo depois da tensa Whitewater. Da mesma forma, uma letra como Paranoid, do Black Sabbath, não deve ser levada totalmente a sério, apesar do choque que foi a parte instrumental da canção na sua época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendeu? O legado do stoner é a ironia, o alívio cômico, o inusitado, o contraditório. Essa constatação em si já encontra um paradoxo interessante: caipiras manguaçados do deserto da Califórnia ou do interior da Inglaterra com sensibilidade suficiente para tirar um sarro da própria cara. É por aí que associo I Want You (She’s So Heavy) à estética institucionalizada pelo Kyuss. Em 1968, Os Beatles estavam totalmente pirados nas tecnologias de estúdio e nas mais belas harmonias já inventadas pelo homem. John Lennon, então, resolveu fazer uma música que fosse o extremo oposto de tudo isso: She’s So Heavy é arrastada, repetitiva, sua letra é mínima (são só 14 palavras), o refrão é dissonante, a ordem dos versos é imprevisível e o final é brusco.&lt;br /&gt;Esse espírito contrariador e quase sarcástico vem da própria origem do rock and roll. Por isso, encaixar manifestações tão básicas (e tradicionais) dentro de um só estilo chega a resvalar no “forçar a barra”. Mas por outro lado, se nos detivermos em riffs e paisagens áridas, limitaremos o stoner assim como, no passado, limitamos o metal, abrindo precedentes para a chegada de lixo atrás de lixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isso meio que já vem acontecendo. Mais recentemente, o Dead Weather é um dos únicos conjuntos que me dão vontade de encher a boca para dizer que são stoner. A banda conta com Jack White na bateria e tem a femme fatale Alison Mosshart nos vocais. Variando entre hardcore eletrônico e blues, eles te agridem sem parar. Mas agridem de uma forma que te faz querer mais, te transformam num masoquista imediato. Na essência, não era isso que o Kyuss tentava fazer – só que sem a presença fácil de uma gostosona cantando – há 15, 20 anos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim, a lição que fica é simples. Quem entendeu o rock ilógico e chapado dos pioneiros do stoner não tenta copiar sua estética sonora. O grande lance é confundir os outros e surpreender a si mesmo. Mais ou menos como fizeram os Beatles, inusitadamente, a primeira boy band da história.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-4701049773652066634?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/4701049773652066634/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=4701049773652066634&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/4701049773652066634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/4701049773652066634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2010/08/de-shes-so-heavy-dead-weather.html' title='De She&apos;s So Heavy a Dead Weather'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-9001241971502637608</id><published>2010-07-30T12:16:00.000-07:00</published><updated>2010-07-30T14:45:42.685-07:00</updated><title type='text'>Batismo</title><content type='html'>Quando meus pais foram tentar me batizar (eventualmente eles conseguiram), o primeiro padre disse que, por eles não serem casados, eu era o filho do pecado. Meu pai mandou o cara tomar no cu e molhou a mão do próximo padre, que fez o batismo feliz da vida. Eles não casaram, mas continuaram juntos pelos próximos 17 ou 18 anos, o que torna a história meio que uma anedota familiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o motivo dessa história ter algum tipo de significância para mim reside no modo como o “conservador” (nesse caso, o batismo) e o “liberal” (casamento não-oficial, por exemplo) ficam se fundindo na minha vida. Veja bem: sou filho temporão, meu pai nasceu em 1949 e eu sou fruto da era digital, ou coisa que o valha. Minha índole me diz que as regras (quase) todas são no mínimo infringíveis, mas minha família formada nos anos culturalmente reprimidos do pós-ditadura sugere que o bom cidadão é aquele que segue o "curso natural" das coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do lado da minha mãe, que compreende meus tios e avó, temos pessoas vigorosas e empreendedoras, trabalhando feito camelos, colocando sempre o dever acima da diversão. Do lado paterno – ou seja, meu pai e meus irmãos mais velhos, porque não tenho muito contato com os tios –, as pessoas são práticas, objetivas e pragmáticas, atraídas pelo dinheiro fácil do mundo financeiro (se você for capaz de lidar com números). É fácil perceber que não há muito espaço para a imaginação em nenhum dos dois cenários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha primeira lembrança é na escolinha, derrapando no chão de madeira da sala de brinquedos. Lembro da visão de um dos joelhos para cima, decorado com um machucado ainda novo, avermelhado. Não sei se tinham passado Merthiolate, mas me recordo de uma ou duas experiências chatas com ele. Depois disso, lembro de brincar com tatu bola e de correr do irmão mais velho e semi albino do meu amigo mentiroso, que teimava em me chamar de gordo (e eu não era!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca entendi por que eu era especialmente perseguido nos colégios, mas também sei que não era santo. Rir da cara dos outros sempre me pareceu algo divertido demais para não fazer. Mais uma vez minha conduta contradizia as normas não-oficiais da família Gesualdi Barboza. Meu pai sempre foi um cara mais ou menos pacifista, o que hoje em dia eu vejo como uma coisa legal. Mas quando ele me dizia coisas como “responde que você pode emagrecer, enquanto ele é feio e isso nunca vai mudar”, me sentia ainda mais desamparado. Claro que isso nunca vai afetar ele, pai! Teria sido menos traumático se tivesse me ensinado a dar uns murros na cara do imbecil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, a irmã de um amigo, da classe do maluco que me perseguia, me ensinou um pouco de defesa pessoal. E sem levantar um dedo. “Chama ele de sundownzinho”. Perfeito. Chamar o garoto semi albino de sundownzinho me pareceu genial. É daí que lembro de correr dele, enfurecido. Ponto para mim, tirei o babaca do sério. E aprendi a maior de todas as lições na prática da discussão verbal: tocar no ponto mais fraco e humilhante do inimigo, sem dó.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-9001241971502637608?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/9001241971502637608/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=9001241971502637608&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/9001241971502637608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/9001241971502637608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2010/07/batismo.html' title='Batismo'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-1912693494051049941</id><published>2010-07-26T15:13:00.000-07:00</published><updated>2010-07-26T15:15:00.811-07:00</updated><title type='text'>No Recreio: Colorido versus Sertanejo Universitário</title><content type='html'>Ficou bastante singelo esse texto. Saiu na Tribuna em junho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Jenifer tem 14 anos e está na oitava série, ansiosa para chegar logo ao ensino médio. Sua vida é bem normal para uma garota de sua idade. Ela vai para a escola, consegue passar raspando em química e matemática, conversa sobre coisas de garota com suas amigas no intervalo e suspira pelos gatinhos do segundo colegial. Ao chegar em casa, almoça e corre pro computador, onde acessa seu Orkut, abre o MSN e se engaja em sua função favorita: a de fã do Restart.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jenifer gasta toda a mesada com produtos relacionados ao grupo, desde ringtones até camisetas. Liga na rádio para pedir a música deles, discute com outros fãs na comunidade do orkut e passa horas no Messenger planejando uma ida ao próximo show da banda. A devoção é tanta que a única apresentação do Restart presenciada pela garota figura entre os top três momentos de sua vida (ou assim diz a emoção).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em geral, ela é uma adolescente que se dá bem com a maioria das pessoas no colégio. A única rixa da turma de Jenifer, assim como ela, fã de Restart, é com a turma da Joyce, todos fãs de Luan Santana. O cantor sul-mato-grossense, do hit Tô De Cara, faz o tipo de Joyce e suas amigas porque é gatinho e toca um tipo de country/sertanejo que poderia muito bem ser confundido com pop rock americano. O som dele não incomoda Jenifer (que até já se pegou cantarolando uma ou outra faixa do cantor). O grande problema é que Luan e suas fãs são mais comuns, mais populares e não se enquadram no estilo multicolorido do Restart.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joyce, por sua vez, acredita que a cara alternativa dos policromáticos é muito afetada. “Coisa de gente que quer ser mais do que é”, ela comenta com os chegados. Tanto Jenifer quanto sua antagonista não dão muita bola para isso, mas poderiam incluir entre seus argumentos a velha guerra entre independente e mainstream: Santana é da Som Livre, enquanto o Restart faz parte da pequena Maynard Music. Ambos, no entanto, fazem sucesso similar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo ignorando alguns argumentos mais consistentes (e talvez justamente por isso), Stella e Mari, amigas de Jenifer e Joyce, respectivamente, acabaram discutindo na semana passada. Quase saíram na mão. O motivo, torpe, você já deve imaginar qual foi. O diretor da escola, Seo Olavo, quarenta e nove anos, dois divórcios nas costas e um vício chato em café, não estava num bom dia para picuinhas adolescentes. Chamou os dois grupos para uma conversa, a fim de entender qual a grande diferença entre Luan Santana e Restart.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro perguntou a cada grupo o motivo de tanta adoração aos artistas. As respostas das meninas foram quase que rigorosamente iguais: meninos bonitos que falam sobre o universo delas. “E como é esse universo?” Mais uma vez, réplicas quase idênticas. Amizade, escola, saídas, namoradinhos... O litro de café ingerido pela manhã começou a confundir a cabeça do diretor, que resolveu procurar, então, os pontos divergentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Por que você não gosta de Restart?”, perguntou a Joyce. “Olha, Seo Olavo, não é que eu não gosto de Restart. É só que eles são muito frutinhas, sabe? Essas roupas coloridas... E os fãs se acham os diferentes”. A mesma pergunta foi feita a Jenifer, dessa vez em referência a Luan Santana. “Ah, professor. Eu acho esse Luan muito zé povinho. O Restart, sim, entende a gente, os alternativos”. Sem encontrar muita sustança nas respostas, inquiriu: “Mas ‘pera lá. Pelo que eu sei, tanto Restart quanto Luan Santana andam bastante populares. Como é que um é zé povinho e o outro alternativo?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlinha, a mais informada entre as coloridas, revelou que o sertanejo andava aparecendo no Faustão para receber prêmios de TV de Domingo. O que ela não contava é que Juju, sua contraparte country, também tinha um dado na ponta da língua: “Ei, e seu querido Restart? Esses dias mesmo apareceu no Gugu”. Em minutos, sem que percebessem, as meninas entraram numa espiral de contradições e confrontamentos. Não sabiam mais se defendiam o lado alternativo de seus ídolos ou se expunham, com orgulho velado, suas conquistas profissionais. As conquistas, aliás, vinham em maior número e aproximavam cada vez mais coloridos e sertanejos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diretor, confuso, coçou a quase-careca e ajeitou os óculos. Ficou observando a discussão por algum tempo e tomou mais um gole de café, até que desistiu. Interrompeu a algazarra com a pergunta-chave daquela reunião enviesada. “Afinal de contas, qual a grande diferença entre o Luan e o Restart?” Nenhuma das garotas se prontificou a responder. Encararam Seo Olavo com olhares confusos, em silêncio, por quase dois minutos, até que foram dispensadas para o intervalo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-1912693494051049941?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/1912693494051049941/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=1912693494051049941&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/1912693494051049941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/1912693494051049941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2010/07/no-recreio-colorido-versus-sertanejo.html' title='No Recreio: Colorido versus Sertanejo Universitário'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-6904813191365697188</id><published>2010-07-20T08:15:00.000-07:00</published><updated>2010-07-20T08:16:03.199-07:00</updated><title type='text'>Ronnie James Dio e o Escapismo do Heavy Metal</title><content type='html'>A morte de Ronnie James Dio revelou o tamanho do abismo que existe entre o heavy metal e o “mundo real”. E, como prevíamos, ele é imenso. Seu falecimento teve manchetes em todos os principais veículos de notícia, além de ter inspirado notas de pesar e declarações emocionadas acerca de sua pessoa e seu trabalho. Mas tudo isso, claro, pela grata posição que ocupou durante anos de sua vida: a de membro do Black Sabbath.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para entender Dio e as declarações do parágrafo anterior, primeiro precisamos entender as duas faces existentes do metal. A face clássica, sombria, iconoclasta, que surgiu do descontentamento hippie, e a face meio constrangedora, dos moleques pré-adolescentes e suas camisas puídas do Nightwish.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O heavy metal viu a luz do dia no final dos anos 60, com a sonoridade selvagem do Blue Cheer e seu primeiro álbum, Vincebus Eruptum. Um pouco depois, Ozzy Osbourne, Tony Iommi, Geezer Butler e Bill Ward formatariam a temática e o humor do estilo com seu Black Sabbath. A idéia era simples: se as pessoas pagam ingressos para se assustar com filmes de terror, por que não tentar um conjunto musical de terror? Aliado a isso, havia o desgosto de quatro jovens da cinzenta Birmingham, sem muitas perspectivas para o futuro nem identificação com os hippies coloridos e despreocupados. Ou seja, o metal nasceu dentro de quatro caipiras entediados e com vontade de assustar um bom número de incautos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que um povo meio burro entendeu errado toda essa mensagem e apareceu com o começo do fim, também conhecido por New Wave of British Heavy Metal. Dentro do movimento, Iron Maiden e Saxon, que levaram a premissa da banda de terror a lugares risíveis. Até hoje, tenho Bruce Dickinson e seu shots de lycra como referência de música ruim. Pior mesmo foi o movimento que desencadearam: o power metal, ou metal melódico. A referência primal dessas bandas, com seus cabelos cheios de laquê e letras sobre elfos e duendes não é aquele Sabbath de 1969, que fazia as criancinhas molharem as calças. É outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ozzy foi demitido do Black Sabbath e substituído pelo vocalista do Rainbow, Ronald James Padavona, o Dio, em 1979. A interpretação de Dio destoava demais do que fazia seu predecessor, porque era forte, épica, expansiva. Claro, Padavona sempre foi melhor cantor do que Osbourne. A partir disso e dos peitos cabeludos – mutcho machos – que inundavam o heavy metal do começo dos anos 80, o Black Sabbath se tornou outra banda, mais teatral, mais óbvia. Dio, junto com outros metalíferos de sua época, tornou-se exemplo de integridade e postural “metal”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que, na “vida real”, o mundo estava em outra. O punk e o pós-punk seguiam muito mais pelo caminho niilista do Black Sabbath do que o próprio Black Sabbath. Os embriões do hip hop, a disco music, o revival do country, nada disso apontava para elfos, castelos, morte, bicho-papão. Durante a guerra fria, o escapismo deu lugar ao conformismo e ao combate, por isso guerreiros vestidos com calças de couro em palcos de 12 metros de altura pareciam arcaicos e constrangedores. Daí, o metal institucionalizado por Dio deixou o Planeta Terra para sempre. Hoje em dia, ele reside nessas camisetas de banda e na molecada perseguida na escola. Costuma, inclusive, ficar por lá quando esses adolescentes crescem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nefasto da obra de Ronnie Dio não são suas bandas e LPs, e sim seu legado. O respaldo que deu a múmias, castelos, cavalos e espadas forçou a entrada do escapismo num estilo bastante lúcido, ainda que pessimista. Assim, trouxe também o ostracismo para si mesmo (o que, para certos fãs de metal, é um símbolo de honestidade).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engraçado que, nos últimos tempos, o metal tem ressurgido entre as pessoas “normais”, apesar do desvio de percurso que foi a NWOBHM e a fase de Dio no Black Sabbath. Por causa dessa clausura forçada, alguns metaleiros realmente extremos, influenciados por Thrash Metal e Stoner Rock (por sua vez influenciados diretamente pelo Sabbath do começo – acompanhou?) surgem como a verdadeira opção do underground frente um mainstream cada vez mais afetado, mais ou menos como era em 69. Ainda bem, porque se não fosse a música pesada, talvez minha vida não tivesse mudado quando escutei Queens of the Stone Age e System of a Down aos 12 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-6904813191365697188?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/6904813191365697188/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=6904813191365697188&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/6904813191365697188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/6904813191365697188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2010/07/ronnie-james-dio-e-o-escapismo-do-heavy.html' title='Ronnie James Dio e o Escapismo do Heavy Metal'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-7231315676623108427</id><published>2010-06-20T21:06:00.000-07:00</published><updated>2010-06-20T21:08:37.884-07:00</updated><title type='text'>Umbabarauma</title><content type='html'>Desta vez, uma coluna recente. Saiu neste sábado (19/06). Melhor postar agora pra aproveitar o clima de Copa. Fiz uma pequena mudança ali no meio, mas sussa. Nos próximos dias, volto a postar as colunas mais antigas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Gosto de ler livros e assistir a filmes, mas confesso que não entendo muito de literatura e cinema. Sei o que me faz a cabeça, mas não me peça uma análise de cinema ou literatura com muito embasamento histórico e propriedade. Dança, teatro e artes plásticas me empolgam de vez em quando, ficam restritas a seu momento. Sendo assim, as duas artes que mais me agradam são a música e o futebol (e não me venha dizer que futebol não é arte – nem vou levar a sério nenhum argumento seu!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em época de Copa do Mundo, fica difícil não se concentrar na segunda paixão. Festival badalado nos Estados Unidos ou a estreia complicada do Brasil? Show surpresa dos Strokes ou a pipocada fenomenal da Espanha? Woodstock meio genérico aqui no Brasil ou a chance de ver Messi virando o grande jogador da nossa geração? Nesse caso, melhor tentar conciliar os dois amores. E nem é tão difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, Jorge Ben tratou de regravar “Umbabarauma” com alguns dos atuais queridinhos da cena – Mano Brown, Céu, Anelis Assumpção, Thalma de Freitas, Ganjaman, Zegon e outros – para um novo comercial da Nike. Se Dunga relutou em chamar Ganso e Neymar para sua seleção, no futebol-moleque da música brasileira, saravá, a sintonia é boa. Tendo o futebol como parte integrante e importante da nossa cultura – onde Garrincha é tão ícone quanto Carlos Gomes ou Glauber Rocha –, não é surpreendente que a união do velho com o novo se dê em época de Copa, numa interpretação de um clássico sobre o esporte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorge, aliás, é mestre nisso: desde os primórdios de sua carreira, não esconde sua paixão pelo futebol e, especialmente, pelo Flamengo. São tantas referências ao rubro-negro que me pergunto se isso não é a causa da mítica que ronda o clube. Vá lá: metade pro Galinho de Quintino e metade para Ben Jor. Claro que o interesse pelo esporte bretão (bretão?!) não é exclusividade do rei do samba-rock. De “Um a Zero” a “Partida de Futebol”, passando pelas homenagens do headbanger Andreas Kisser ao meu Tricolor, o futebol faz parte da nossa música assim como, sei lá, chocolates devem fazer parte da música suiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O motivo é simples: são duas artes que vivem do ritmo e refletem a cultura onde estão inseridas. É só analisar a música não-efusiva de Stockhausen e Kraftwerk e o estilo pragmático do fussball alemão; a ironia do rock inglês e a ironia de os inventores do football quase sempre falharem em Copas do Mundo e Eurocopas; a ópera e o calcio italiano, tidos como chatos e antiquados, mas de grandeza e alcance inegáveis... A malemolência do nosso estilo futebolístico acaba se fundindo perfeitamente com a malemolência da nossa música. Um não vive sem o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a paixão pelo futebol, como não poderia deixar de ser, não se restringe aos músicos brasileiros. Existem vários exemplos estrangeiros do encontro entre música e futebol. Nosso eterno rival Diego Maradona, por exemplo, encantou tanta gente que já recebeu uma homenagem do francês Manu Chao. Também podemos ver, frequentemente, as torcidas gringas adotando rocks populares como hinos. “Seven Nation Army”, do White Stripes e “Chelsea Dagger”, do Fratellis são exemplos recentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo os americanos, antes tão resistentes ao “soccer”, vão se rendendo. Minha camiseta mais legal é uma da turnê de verão de 2008 do Queens of The Stone Age, durante a Eurocopa. Ela traz um escudo da banda, com o nome do vocalista Josh Homme e o número 5 atrás, como se fosse um uniforme retrô. Sua banda-irmã, Eagles of Death Metal, também já foi trilha sonora de uma das propagandas mais incríveis da Nike, Take it To The Next Level, que mostra a carreira de um jogador numa câmera em primeira pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nietzsche disse que a vida sem a música é um erro. Eu completo dizendo que sem o futebol também. Por isso, vamos agradecer aos céus o fato de ambas as artes se completarem tão bem. Salve Jorge e todos que já sacaram essa verdade. E boa Copa do Mundo para todos nós.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-7231315676623108427?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/7231315676623108427/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=7231315676623108427&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/7231315676623108427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/7231315676623108427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2010/06/umbabarauma.html' title='Umbabarauma'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-3374937346857786387</id><published>2010-06-16T19:27:00.000-07:00</published><updated>2010-06-16T19:30:31.557-07:00</updated><title type='text'>Pearl Jam: Crescendo em Público</title><content type='html'>Quando estava sem assunto para a coluna, o Pearl Jam me salvou de novo. Amo essa banda. Esse artigo saiu no dia 15/5.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O grunge morreu, de ressaca, em 1996. Mesmo que o suicídio de Kurt Cobain em 1994 tenha sido o porre, a cabeça só foi doer dois anos depois. Foi quando Soundgarden e Screaming Trees lançaram seus últimos discos, o brit pop surgiu e Dave Grohl se desvinculou do Nirvana. Como uma triste nota final, o acústico MTV do Alice in Chains – último registro do grupo, que definharia por seis longos anos até a morte do vocalista Layne Staley – ainda figura como uma das manifestações artísticas mais fúnebres de todos os tempos. Mais emblemático que tudo isso, no entanto, é No Code.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar do impacto do Nirvana, era o Pearl Jam a banda que mais vendia nos anos da calça rasgada e da camisa de flanela, e No Code, seu quarto LP, escancarou o fim do grunge. Porque é um álbum onde o desespero expansivo e grandiloqüente do movimento é substituído por resignação íntima e reflexiva. Basicamente, não havia mais bandeiras a levantar, nem inimigos a combater – o hair metal estava acabado, as drogas pesadas não tinham mais glamour nenhum e todos estavam milionários. Restaram apenas os demônios interiores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí a Eddie Vedder cantar sobre abrigos em árvores, onde jornais não importam (“In My Tree”) foi um pulo. Ainda tem canções sobre autoconhecimento, distância e até uma supostamente dedicada a Kurt Cobain. Porém Sometimes, mais do que todas, numa combinação incrível de música e letra, escancara o que era o momento confuso e introspectivo da banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez tenha sido a experiência de Neil Young, com quem trabalharam no ano anterior, que trouxe essa serenidade aos músicos, ou o fim iminente do grunge, por todos os motivos já citados. Seja como for, o conjunto ficou muito mais legal, adultamente falando. Se os primeiros álbuns eram epolgantes, cheios de vitalidade e rock and roll, como é a adolescência, a partir de No Code, os temas ficaram bem mais complexos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dali para frente, mais do que famoso, o Pearl Jam tornou-se uma banda de massa – no sentido de que fala sobre os sentimentos mais íntimos da massa oprimida do rock, seja lá o que isso for. E como costuma acontecer com os “messias”, em algum ponto dos anos 2000, Eddie Vedder começou a perder a linha. Seu discurso anti-republicano e sua militância exagerada, em cada música e entrevista, transformaram-no em um vocalista mala de uma banda chatonilda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja por isso que muita gente apenas enxergue valor no Pearl Jam exasperado e eloqüente do começo dos anos 90. Mas, tanto na vida quanto na trajetória de emancipação da banda, uma crise dos 40 anos é aceitável. Depois de lançar seu pior disco em 2006, a banda teve um breve hiato em que cada um dos integrantes se dedicou a seus projetos particulares. Eddie Vedder, em especial, conseguiu renovar sua imagem com a trilha-sonora do filme Na Natureza Selvagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente assumindo a posição de trovador solitário que teimava em impor na banda, Vedder foi bem sucedido. Talvez por causa desse ato de bravura (inconseqüência até, se pensarmos que é mais conveniente ficar ao lado de um conjunto mundialmente conhecido), ele foi capaz de se transformar mais uma vez. A volta ao Pearl Jam não poderia ser melhor. Backspacer, do ano passado, mostra cada um dos integrantes na sua melhor forma e sem muita preocupação em passar mensagens paternalistas ou em mudar o mundo (a eleição do democrata Barack Obama contribuiu muito nesse aspecto).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim das contas, a beleza do Pearl Jam, para mim, reside tanto nas suas melodias e letras quanto na sua coragem para expor seus erros e acertos. Não tinha idade para acompanhar seu desenvolvimento em tempo real, mas, na época mais importante da minha formação – ali pelos dezesseis anos – eles eram minha banda favorita, mostrando como crescer é doloroso e instigante. Por isso, não julgo seus maus momentos, só tenho a agradecer. Obrigado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-3374937346857786387?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/3374937346857786387/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=3374937346857786387&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/3374937346857786387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/3374937346857786387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2010/06/pearl-jam-crescendo-em-publico.html' title='Pearl Jam: Crescendo em Público'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-4004762128160571014</id><published>2010-06-10T23:02:00.000-07:00</published><updated>2010-06-10T23:04:56.774-07:00</updated><title type='text'>Salve a Gente da Antiga!</title><content type='html'>Arriba!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;A coluna de hoje se trata de uma fábula cuja moral reside na importância de redescobrir nossos velhos ídolos. Começa assim: a indústria fonográfica brasileira demorou a deslanchar na primeira metade do século XX, deixando muita gente boa para trás, mas registros tardios como os de Cartola nos anos 70 e Gente da Antiga cumprem bem o papel de resgatar essa fase rica da música tupiniquim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1968, Pixinguinha, João da Bahiana e Clementina de Jesus eram “gente das antigas” na nossa cultura. A bossa nova já havia conquistado o mundo e mudado a lógica da arte brasileira e a tropicália se firmava como o que havia de mais moderno e desafiador. Mesmo assim, começava nas altas rodas intelectuais um movimento de valorização dos grandes compositores que pavimentaram a estrada da música pop nacional. Hermínio Bello de Carvalho, à época o grande incentivador da velha guarda do samba, tratou de juntar os três músicos, já idosos, para viabilizar o disco Gente da Antiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pixinguinha, hoje uma Entidade da mitologia brasileira, tanto quanto Zumbi dos Palmares, D. Pedro II e o Preto Velho, estava sem gravar desde os ano 50, já havia enfrentado o alcoolismo e trocado a flauta pelo sax tenor. Vivia de aparições no rádio e na TV. A fase não era exatamente ruim, mas ele andava sumido. João da Bahiana também tem seu nome garantido na história por ter sido, segundo ele próprio, o primeiro a colocar o pandeiro no samba. Compositor calcado na tradição africana, ele já colaborava com Pixinguinha desde os anos 20 e foi o primeiro a deixar um depoimento para a posteridade no Museu da Imagem e Som no Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clementina de Jesus, por sua vez, não teve uma bela história nos primórdios da música nacional. Sua carreira profissional, na verdade, começou aos 60 e tantos anos, após ser descoberta pelo próprio Hermínio de Carvalho. Antes, trabalhara como empregada doméstica e sua experiência artística se limitava a entoar cantos de escravos, sambas e lundus antigos durante o serviço. Cantou ainda ao lado de Paulinho da Viola, Elton Medeiros e Milton Nascimento. Além da história em si, o interessante nisso tudo é que a voz de Clementina era simplesmente terrível!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terrível, pavorosa. Anasalada, gutural, desafinada. Ainda assim, nenhuma outra cantora merece mais o status que Clementina conquistou (além-vida, é verdade). E nenhuma outra pessoa teria encaixado tão bem com Pixinguinha e João da Bahiana em Gente da Antiga. Porque, se a cantora tinha pouca instrução, possuía um conhecimento empírico do Brasil urbano e pobre que poucos sequer imaginariam. Sua sabedoria era baseada em sua humildade, amabilidade (era chamada de mãe por todos que a rodeavam) e nas raízes que mantinha, em forma de canção, na ponta da língua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juntos, os três músicos “da antiga” trouxeram de volta aos olhos do público a lógica de um povo e época simples, porém alegres. Músicas como Yaô, Quê Quê Rê Quê Quê e Mironga de Moça Branca apresentam palavras e ritmos de origem africana praticamente esquecidos pela sociedade de então. Já Cabide de Molambo (o melhor título de música de todos os tempos!) e Batuque na Cozinha falam a língua da malandragem sambista, tão exaltada pelos malandros modernos da bossa nova. Há ainda o saxofone de Pixinguinha serpenteando pelos choros Os Oito Batutas, Elizete no Chorinho e – lá vem outro belo título – Aí seu Pinguça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Difícil não apreciar a competência dos três. Técnica, no caso do saxofonista; histórica, no caso do pandeirista e cantor; e afetiva no caso da cantora. Gente da Antiga daria um filme. Dos bons. Poucos anos depois, os três envolvidos foram chegando ao final de suas vidas, um a um. Não fosse pelo grande trabalho pregresso, o álbum de 1968 já valeria para tatuar seus nomes na música popular brasileira. Acabou servindo como última homenagem – a eles próprios e a um momento que nunca mais será repetido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Póslúdio: Se Gente da Antiga fez parte de um movimento de resgate de nossas origens e, consequentemente, enriqueceu nossa música, talvez seja essa a solução para o amontoado de lixo que esmaga a arte pretensamente “séria” no Brasil. O caminho pode ser enclausurar essa molecada de Cine, Restart, junto com Anas Carolinas e Marias Gadú, num calabouço e obrigá-los a escutar samba antigo ininterruptamente. Não sei. É só uma sugestão...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-4004762128160571014?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/4004762128160571014/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=4004762128160571014&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/4004762128160571014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/4004762128160571014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2010/06/salve-gente-da-antiga.html' title='Salve a Gente da Antiga!'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-1233385654597941612</id><published>2010-06-09T09:18:00.000-07:00</published><updated>2010-06-09T09:21:34.124-07:00</updated><title type='text'>Gorillaz - Plastic Beach</title><content type='html'>Da Tribunation-tion. Engraçado que, apesar das críticas, que mantenho, tô considerando o plastic Beach o grande disco do ano até o momento. Recomendadíssimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Quando morreu o rapper Guru, dia 19 de abril deste ano, foi com ele parte da história do hip hop. O alterego de Keith Elam foi um dos primeiros a incluir ritmos além do soul, do funk e da música eletrônica na mistura do estilo. Jazzmatazz Vol. 1, de 1993, como o nome sugere, coloca uma banda de jazz e alguns MCs no mesmo ambiente sonoro. O resultado é experimental, não se trata do melhor álbum de hip hop de todos os tempos, mas com ele, Guru mostrou o caminho do futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A década passada foi para o hip hop o que foram os anos 70 para o rock. Depois de uma origem tímida na era de aquário, o movimento passou pela consolidação nos anos 80, pela sofisticação nos dez anos seguintes e pelo grande sucesso comercial nos 2000. Por conta desse êxito, apareceu muito lixo megalomaníaco, inflado pelo dinheiro inesgotável. Porém, com ele também veio respaldo artístico, a posibilidade de experimentar, procurar o som perfeito. Hoje em dia, o melhor tipo de hip hop existente é fruto dessas experiências, da mistura que DJs e MCs de gosto eclético injetam na sua música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É aí que você entende a importância de Guru e é aí que entra o Gorillaz. Damon Albarn era o vocalista do Blur até que um dia se cansou de britpop e resolveu tentar algo novo. Se uniu ao cartunista Jamie Hewlett e, juntos, criaram uma banda-desenho-animado, com intergantes/personagens e tudo. Basicamente, o Gorillaz foi o primeiro conjunto musical “virtual” (ou digital, se preferir) e trouxe para a grande mídia o trabalho esquizofrênico e multifacetado do underground. Sendo o estúdio o principal instrumento do hip hop e da música eletrônica hoje em dia, é natural que num trabalho desse tipo apareçam símbolos dos ritmos favoritos do produtor em questão. Albarn gostou da idéia e cada disco do Gorillaz parece refletir sua coleção de LPs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A banda é recheada de referências pop: desenho animado, grafitti, consumismo, multiculturalismo e, como não poderia deixar de ser, variadas linguagens musicais. Por cima de batidas sincopadas, tem rock, rap, soul, IDM (t.c.p. intelligent dance music, um tipo de música eletrônica calma e introspectiva) e até ritmos latinos. Entretanto, alguma coisa me parece errada com o mais recente disco da banda, aclamado pela crítica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://minasdeouro.com.br/wp-content/uploads/2010/03/gorillaz-plastic-beach.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 270px; height: 270px;" src="http://minasdeouro.com.br/wp-content/uploads/2010/03/gorillaz-plastic-beach.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Plastic Beach tem seus bons momentos, mas não dá pra acreditar que são os quatro macacos de desenho animado que estão tocando aquele som. São instrumentos demais, participações demais... Você precisa de uma grande imaginação para conceber Lou Reed e Snoop Dogg no mesmo espaço que quatro personagens de desenho animado. Afinal de contas, qual a proposta do Gorillaz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora você deve estar me chamando de conservador, de falso moralista. Com certeza você sabe que, uma vez que o Gorillaz é uma banda 100% virtual – os integrantes não existem fisicamente, numa fantasia de lã tipo Mickey Mouse, por exemplo –, eles podem absolutamente tudo, nada é inverossímil. O vocalista 2-D pode virar um pteranodonte mestre de kung-fu com um sintetizador acoplado ao peito, se Albarn e Hewlett assim decidirem. Mais ainda: e daí que as músicas não parecem de fácil execução ao vivo? Os Beatles um dia também resolveram levar a experiência do estúdio a níveis nunca cogitados antes, parando até de fazer shows. E eles nem eram cartuns!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que o Gorillaz já tem turnê marcada para promover Plastic Beach. E uma apresentação do grupo é um voto de confiança em Albarn, já que consiste num telão exibindo imagens dos personagens enquanto músicos fazem o trabalho sujo atrás dele. E aí? Esperar transparência de um conjunto fictício em plena era digital talvez seja forçar a barra demais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim das contas, não é uma coisa que incomode tanto assim. Sei que os responsáveis têm tudo sob controle e vão dar um jeito. E Plastic Beach já é um sucesso. Mas sua verdadeira vocação é trazer à tona um debate que até agora não parecia muito importante: como lidar com tantas possibilidades na música atual e ainda assim se manter coerente? Pena o Guru ter morrido. Talvez ele tivesse uma dica ou duas para nós.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-1233385654597941612?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/1233385654597941612/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=1233385654597941612&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/1233385654597941612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/1233385654597941612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2010/06/gorillaz-plastic-beach.html' title='Gorillaz - Plastic Beach'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-1308547514597546640</id><published>2010-05-24T21:06:00.000-07:00</published><updated>2010-05-24T21:07:42.453-07:00</updated><title type='text'>Música é Devoção</title><content type='html'>Meu melhor texto pra Tribuna até agora. Enjoy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O que me fez ter esperança no futuro da poesia foi o concerto dos Rolling Stones que vi no Madison Square Garden [Nova York]. Mick Jagger estava cansado e todo detonado. Era uma terça-feira, ele tinha feito dois shows e estava de fato à beira de um colapso – mas o tipo de colapso que transcende para a mágica. Jagger estava tão cansado que precisou da energia da plateia. (...) Adoro a música dos Rolling Stones, mas o principal não foi a música, mas a performance, a performance visceral.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A citação acima foi tirada do livro sobre a história do punk, Mate-me Por Favor, num depoimento da maior enganadora da época, Patti Smith. Num movimento musical cheio de charlatões e enganadores, ser o maior deles é um feito. Patti, até montar sua banda e gravar seu primeiro disco, não passava de uma fã de rock and roll e Rimbaud que circulava pelo meio “descolado” dos pré-punks de Nova York. Ela se importava mais em saber se seu cabelo estava parecido com o de Keith Richards e em quem eram seus amigos do que em aprender a tocar um instrumento. Uma poseuse de primeira linha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, Patti foi capaz de transformar toda a sua adoração pelos símbolos da contracultura em catarse. O fenômeno observado por ela no show dos Rolling Stones está para sempre representado em seu disco de estreia, Horses, de 1975. Você pode ouvir a voz ofegante de Smith soletrando, pedindo clemência, amaldiçoando e conseguindo a redenção. Naquele ano, os hippies estavam acabados, a guerra do Vietnã também e toda essa necessidade de redenção era reflexo de um mundo megalomaníaco e de ideais esvaziados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta nesse cenário desolador, como não poderia deixar de ser (e vem sendo desde a alvorada dos tempos), foi a fé. No caso de Patti Smith, no rock. No caso de Tim Maia, numa seita esquisita, que “não é doutrina nem religião”. O panorama sociocultural no Brasil do mesmo ano de 1975 era diferente dos Estados Unidos nas particularidades, mas não na essência. A ditadura militar começava a abrandar, mas o estrago já estava feito. O brasileiro vivia num país atrasado e as feridas abertas pelos militares ainda não haviam cicatrizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tim Maia costumava dizer que praticava triatlo: bebia, fumava e cheirava. Vivia uma vida hedonista, de festas e excessos. Até que, em algum momento no início dos anos 70, encontrou respostas na Cultura Racional, uma espécie de doutrina fundada por Manoel Jacintho Coelho. Ficou claro para todo mundo que a seita era pura picaretagem, mas Tim, finalmente sóbrio e iluminado pelo que acreditava ser a sabedoria suprema do Universo, cunhou dois de seus melhores álbuns entre 1975 e 76. Depois, percebeu que tudo aquilo era uma grande bobagem e voltou para o “triatlo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre pessoas que gostam de música pop, por alguma razão, o número de ateus, agnósticos e gente que simplesmente não dá bola pra religião ou Deus é altíssimo. Ainda assim, Horses e os dois volumes da Fase Racional são considerados clássicos até hoje. Por que relevamos a pose de Patti Smith? Por que fazemos vista grossa para a religião bizarra pela qual Tim Maia se embrenhou? Por que não nos constrange nem um pouco uma música como Grande Deus, de Cartola, ou os velhos spirituals entoados por Elvis Presley, Johnny Cash e tantos outros pioneiros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A explicação está no fato de que música é devoção. Quando empregamos toda a nossa energia numa escala pentatônica, ou quando somos levados a outro mundo por uma melodia, estamos vivenciando uma experiência de fé. No momento em que deixamos uma pessoa em cima de um palco ditar como será nossa próxima hora e meia, entregamos nossa alma a ela da mesma forma que um fiel se entrega ao pastor, ao padre, ao rabino. É uma comparação meio assustadora, ainda que inevitável. Mas deixa pra lá. Enquanto a música não te pedir dízimo, está tudo certo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-1308547514597546640?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/1308547514597546640/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=1308547514597546640&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/1308547514597546640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/1308547514597546640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2010/05/musica-e-devocao.html' title='Música é Devoção'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-7011385114747922496</id><published>2010-05-24T13:22:00.000-07:00</published><updated>2010-05-24T13:24:57.934-07:00</updated><title type='text'>Rock e Política</title><content type='html'>Fiz esta matéria/entrevista com o Macaco Bong, que tocou em Indaiatuba no último sábado, durante a Virada Cultural. A conversa foi mais sobre política e música independente do que sobre o grupo em si. Saiu na Tribuna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Numa casa/estúdio em Perdizes, zona oeste de São Paulo, está acontecendo uma festa. Luzes coloridas, caixas de som genialmente feitas com recipientes plásticos, cerveja na geladeira. Não param de chegar músicos jovens e barbados com suas bandas, carregando instrumentos. Uma jam session e a exibição de um curta-metragem engrossam o caldo. Pode não parecer, tudo isso faz parte do lançamento do escritório do Fora do Eixo em São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Circuito Fora do Eixo começou como uma idéia dentro de uma produtora, mas cresceu a ponto de se tornar uma organização com escritórios por todos os estados do Brasil, exceto Maranhão e Piauí. Não há uma razão em especial para esses estados estarem de fora, só “não surgiram pessoas interessadas em montar escritórios por lá ainda. Mas em pouco tempo isso deve mudar”, pondera Ney Hugo, baixista do Macaco Bong. O Circuito tem como principal objetivo viabilizar a auto-gestão da música independente brasileira e conta com uma disposição linear, onde não há hierarquia e pouca burocracia. Cada escritório é tocado por qualquer pessoa interessada em trazer música independente para sua região e só existem algumas obrigações, como montar um festival independente por ano, para não virar bagunça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois dias antes da festa, o Macaco Bong tocava na Virada Cultural em São Paulo, substituindo a Música do Mato. “Substituição” talvez não seja a palavra mais adequada, já que o projeto consiste no próprio Macaco e outros grupos do Mato Grosso mostrando um pouco do que vem sendo feito na música por lá. “A gente só estendeu a nossa parte porque os outros músicos não puderam vir”, explica o baterista Ynaiã Benthroldo. Por outro lado, existe sim uma vontade dos integrantes em fortalecer a cena independente no Brasil e não deixar espaços em branco nos festivais. Já que estão por lá e alguém faltou, por que não arrumar os instrumentos e mandar ver?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse comportamento voluntarioso não reside em pensamentos envaidecidos. Pelo contrário, a garra com a qual o grupo defende os ideais do Fora do Eixo vem de seu nascimento. “O Macaco Bong surgiu dentro do Espaço Cubo, como parte de todo o projeto. Sem o Fora do Eixo, a banda não existiria, mas o Circuito existe fácil sem a banda”, conta Ney.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Espaço Cubo é uma produtora multicultural que organiza o festival Calango desde 2001 (à época, ainda se chamava Cubo Mágico). Em 2005, após a união do gestor Pablo Capilé com outros produtores do ramo independente, surgiu o Circuito Fora do Eixo, que leva as idéias surgidas em Cuiabá para o resto do Brasil, por meio dos escritórios. Mais ou menos à mesma época, surgiu a Associação Brasileira de Festivais Independentes (Abrafin), que deu um ar de “legitimidade” aos festivais, principalmente por se tornar uma ferramenta facilitadora no diálogo com órgãos estatais e empresas. De duas uma: ou é um plano de dominação mundial sem precedentes ou é a música independente se organizando como “nunca antes na história deste país”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cenário favorável para esse fortalecimento da cena independente vem de dois aspectos principais. O primeiro é a alta do marketing cultural, que bebe na fonte dos incentivos fiscais (como o ProAC e a Lei Rouanet) e do interesse das empresas em se comunicar com seu público de forma mais direta. Assim, projetos como os festivais são viabilizados por meio da iniciativa privada. Já o interesse do público, que motiva essas ações, parte do maior acesso à arte alternativa, viabilizado pela internet. Basicamente, tudo isso que está acontecendo vem da possibilidade do consumidor escutar o que quiser, onde quer que esteja. Se uma banda do Fora do Eixo tem algum público em Indaiatuba hoje, isso se deve quase que exclusivamente à internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A inovação mais revolucionária (e insólita) do Espaço Cubo é o Cubo Card, espécie de moeda alternativa aceita nos pontos do Fora do Eixo pelo Brasil. Bandas, produtores e outros envolvidos nos projetos organizados pelo Espaço recebem Cubo Cards que podem ser trocados por produtos e serviços – igualzinho dinheiro normal. As críticas à moeda partem de um princípio básico: ela não é aceita em muitos lugares. Ney Hugo rebate as críticas argumentando que os Cubo Cards podem servir como complemento ao Real, uma vez que eles já são aceitos em alguns estabelecimentos de Cuiabá e podem começar a surgir em outros lugares. “Em 2004, se você dissesse que seria possível comer num restaurante com os Cards, ninguém acreditaria. Hoje em dia, as lanchonetes que funcionam no Calango nem trocam mais os Cards que recebem durante o festival, porque o dono sabe que, por exemplo, pode comprar material escolar para o filho com eles, numa papelaria parceira nossa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do Fora do Eixo, a Abrafin também recebe críticas. Muita gente torce o nariz para a impossibilidade dos festivais em pagar cachê e traslado a todas as bandas. Na visão de Ney, os detratores se encaixam em dois grupos principais: os que não conhecem os projetos de perto e os artistas que se consideram talentosos demais para batalhar. O argumento tem conexão com a filosofia do Macaco Bong. O título do primeiro disco da banda é Artista Igual Pedreiro, enfatizando a visão de que um músico tem que ralar da mesma maneira que qualquer outro trabalhador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nossa gestão é totalmente aberta, está tudo relatado, as planilhas estão no site (www.foradoeixo.org.br/tec)... Nós estamos abertos e nos sentimos seguros nesse debate porque nosso embasamento é muito forte. Se um artista acha que sua arte é importante demais para que ele tenha trabalho com ela, essa pessoa não nos interessa. Preferimos nos envolver com o garoto que, se não fosse pelo Fora do Eixo, estaria vivendo uma rotina frustrante de trabalho.” O baixista lembra que esse investimento dos conjuntos iniciantes – tanto neles mesmos quanto na cena musical que pretendem formar – é um antídoto importante contra o monopólio das grandes gravadoras, que durante muito tempo limitaram as atenções musicais no país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí me pergunto: e quando o projeto finalmente der certo e as bandas, mesmo no âmbito independente, começarem a firmar parcerias com a iniciativa privada, como fez Mallu Magalhães em seu primeiro CD? Será que elas não estarão presas a um novo “chefe”, com contas a prestar a pessoas que não dizem respeito à sua arte? Um dos grandes trunfos desse circuito alternativo, que engloba o Fora do Eixo, a Abrafin e tantos outros coletivos, é libertar os artistas das exigências comerciais das gravadoras multinacionais, permitindo-lhes fazer música de todo tipo. É daí que vem a preocupação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ney Hugo, no entanto, minimiza: “O Fora do Eixo não é contra parcerias com a iniciativa privada, muito pelo contrário. Se houver algum tipo de controle por parte das empresas, somos contra, mas no caso de uma parceria boa para ambas as partes, apoiamos.” A preocupação dos envolvidos em viabilizar opções e em não desprezar nenhum lado do debate está enraizada na constatação óbvia de que ninguém consegue triunfar sozinho. Pelo menos quando o desafio é unificar e fortificar a cena independente brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se nada disso lhe parece interessante e se você só quer curtir um som, não faz mal. O engajamento político do Macaco Bong não interfere negativamente na sua música, da mesma forma que sua mensagem pode acabar abrindo seus olhos. Você gosta de guitarra, baixo e bateria? Curte ver performers ensandecidos em cima de um palco? Então aparece no Parque Ecológico hoje, às 19h30. Periga ser o show do ano.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-7011385114747922496?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/7011385114747922496/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=7011385114747922496&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/7011385114747922496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/7011385114747922496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2010/05/rock-e-politica.html' title='Rock e Política'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-5363223203855852214</id><published>2010-05-18T06:02:00.000-07:00</published><updated>2010-05-18T06:06:10.726-07:00</updated><title type='text'>John Frusciante</title><content type='html'>Mais um da Tribuna, já fazia tempo. Tchangas afuniladas são isso aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://revistatrip.uol.com.br/_imagens/blogs/redacao/files/2008/05/al_1500.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 304px;" src="http://revistatrip.uol.com.br/_imagens/blogs/redacao/files/2008/05/al_1500.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;No comecinho de abril, os ouvintes da rádio BBC 6 Music elegeram John Frusciante o melhor guitarrista dos últimos 30 anos. Sem dúvida, o ex- Red Hot Chili Peppers fez parte de uma das minhas bandas de rock favoritas e ele próprio, com seu trabalho solo, teve as manhas de fazer um dos 10 discos da minha vida. Mesmo assim, não acho que seja o mais importante desde 1980.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basicamente porque Frusciante nunca foi especialmente imprescindível como guitarrista na sua própria banda. Antes dele, veio o finado Hillel Slovak, que praticamente criou a guitarra do funk rock e viria a inspirar seu sucessor, um fã antes mesmo de entrar para a banda. Mesmo quando largou os Chili Peppers no meio dos anos 90, Frusciante foi substituído com bastante maestria por Dave Navarro (e arrenego de quem afirma que One Hot Minute é o pior disco do conjunto).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que bróder: quem disse que um bom guitarrista só sabe tocar bem seu instrumento? Se no rock a figura do tocador de guitarra acabou associada a uma espécie de camisa 10, esperto é o músico que assume a tarefa com a cabeça erguida, olhando para o gol. Um exemplo legal é Jonny Greenwood, do Radiohead. Sem se limitar às seis cordas, Greenwood programa samples e batidas, arranja músicas, toca piano, sintetizadores e até uma espécie de rádio de pilha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já Frusciante é um artista mais, digamos, analógico. Se os Chili Peppers estouraram no mundo todo com Blood Sugar Sex Magik e depois tomaram conta dele com Californication, muito se deve à capacidade do guitarrista em criar melodias, backing vocals e adaptar seus maneirismos ao estilo pulsante e suingado da banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fã de Jimi Hendrix, Frank Zappa, Marc Bolan, além de bandas punk, o nova-iorquino radicado na Califórnia chegou a estudar guitarra por um tempo numa das escolas mais renomadas dos Estados Unidos, mas largou o curso rapidamente. Aos quinze anos, Frusciante assistiu a um show de sua futura banda pela primeira vez e instantaneamente tornou-se fã. Pouco tempo depois aprendeu todas as músicas do grupo e impressionou os veteranos Anthony Kiedis e Flea, que o elegeram para substituir Hillel Slovak, morto em 1988 numa overdose de heroína.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos anos seguintes, John gravou Mother’s Milk e Blood Sugar Sex Magik com o Red Hot Chili Peppers, e o segundo foi um enorme sucesso. Cansado das turnês e do que a banda estava virando, ele resolveu jogar tudo para o alto e se demitiu. Essa fase coincidiu com o princípio de seu vício em heroína e nos anos seguintes, enquanto seus antigos companheiros gravavam One Hot Minute com Dave Navarro, Frusciante passou em casa, consumindo heroína e gravando discos terríveis. A nóia era tanta que ele perdeu todos os dentes e Smile From The Streets You Hold, seu segundo álbum solo, é um retrato fiel do que é o fundo do poço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1998, depois da saída de Navarro, John finalmente estava sóbrio e quis voltar para o Red Hot Chili Peppers. Do casamento renovado, veio Californication, seu maior sucesso comercial até o momento. É o trabalho mais “autoral” do guitarista com a banda, e é possível encontrar a primeira grande ruptura com o funk que vinham tocando havia 15 anos. Em 2002, lançaram By The Way e logo depois, Frusciante produziria sua obra-prima solo (e, como destacado anteriormente, um dos dez discos da vida deste colunista): Shadows Collide With People.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O álbum de 2004 soa como um suspiro aliviado, resignado de um ex-viciado com feridas ainda cicatrizando. Nosso “melhor guitarrista dos últimos 30 anos” mostra que é um cantor de primeiríssima linha – na realidade, muito melhor do que Anthony Kiedis – e ainda exibe habilidades como produtor musical, com umas pirações muito doidas entre as 17 faixas do disco. Ele ainda voltou para gravar Stadium Arcadium com os Chili Peppers, mas no fim do ano passado, deixou o conjunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito isso tudo, ainda tenho coragem de manter minha posição: John Frusciante não é o maior guitarrista dos últimos 30 anos. Mas isso não exclui o valor de um cara que desceu ao inferno e voltou, foi pivotal na confecção de dois dos trabalhos musicais de maior sucesso dos anos 90 e ainda fez um dos meus LPs favoritos. Tá bom ou quer mais?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-5363223203855852214?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/5363223203855852214/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=5363223203855852214&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/5363223203855852214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/5363223203855852214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2010/05/john-frusciante.html' title='John Frusciante'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-474555381122408314</id><published>2010-04-30T07:42:00.000-07:00</published><updated>2010-04-30T07:49:51.175-07:00</updated><title type='text'>A Culpa é Toda Sua</title><content type='html'>Só no cavaco, rapazeadinha. Coluna do dia 10/04.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Numa primeira olhada, parece que tudo vai bem na música brasileira e quase toda semana somos agraciados com lançamentos incríveis e desafiadores. Até o fato de a gravadora Deckdisc ter comprado uma fábrica de vinis e lançado edições lindas e luxuosas de bolachas de bandas como Nação Zumbi e Pitty, parece sugerir uma retomada do consumo da música como bem de valor. A produção independente se mostra acessível a qualquer um com um modem e começamos a acreditar na consolidação do que os punks idealizaram nos anos 70: faça você mesmo (e obtenha sucesso).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do outro lado, Rômulo Fróes deu uma entrevista na semana passada para o site Scream &amp;amp; Yell (http://www.screamyell.com.br) afirmando que as coisas não são tão bonitas assim, na prática, para o artista. Entre outras declarações, ele destaca que, apesar dos esforços em levar a nova música brasileira (não a do slogan do rádio, veja bem) para todo o Brasil, ela continua centralizada no Rio e em São Paulo. Ele ainda lembra que mesmo os artistas mais talentosos e de alto potencial comercial, como o Curumin, seguem tendo que fazer das tripas coração para viver de música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rômulo também é parte dessa tal nova música brasileira. Como vem sendo regra, ele mostra coragem ao misturar estilos e ritmos díspares em seu trabalho e, principalmente, ao expor suas opiniões sem rabo preso. Não é só o Rômulo que é assim: de Macaco Bong a Emicida, passando por Cidadão Instigado e Lulina, todos têm sua carga de fibra e engajamento. Sem dúvida, é o que precisávamos ante os músicos pasteurizados que dominavam a cena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, por que é tudo tão difícil para essas pessoas certas no lugar certo? Por que, numa cidade como Indaiatuba (e dá até pra colocar Campinas nesse bolo), as únicas chances que temos para ver essas novidades são em eventos tipo a Virada Cultural? Será que é justo que artistas tão bons – e, em algum grau, desbravadores – se limitem a tocar apenas nas baladas da região da rua Augusta, em São Paulo? De quem é a culpa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, a culpa é toda sua. E minha. E das pessoas que nós conhecemos. Você tem acesso à internet, mas continua baixando só aquelas bandas que você escuta desde os 10 anos de idade. Ou você conhece o Curumin, o Wado e a Tiê, mas não se faz ouvir, não faz questão que eles venham tocar no seu quintal. Eu mesmo, até ler a entrevista, nunca tinha ouvido um disco do Rômulo Fróes. Um tremendo erro. Quem se interessa por música, quem torce por ela, deve conhecê-la e prestigiá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na entrevista, Fróes reclama que ninguém “da cena” vai ver seus shows. Nem os outros músicos, mesmo os que trabalharam com ele. Não é uma pena? Esses dias, encontrei um modo muito louco de explicar a sociedade brasileira, através da cerveja. Na maior parte do mundo, a cerveja é vendida em embalagens individuais, como long necks e latas. Aqui, o jeito mais comum de tomar um suco de cevada é partilhando garrafas de 600ml em torno da mesa, onde se joga truco, purrinha e se toca samba. Faz algum sentido que músicos tão 600ml ajam de uma forma tão long neck?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim, é difícil crucificá-los. Se por um lado deveriam dar o exemplo, por outro, quando se vêem na condição de platéia, percebem como é cansativo assistir a um show às duas da manhã de uma terça-feira – o que ocorre bastante. Mais uma vez, a culpa é nossa, que não fazemos parte de um público que demanda apresentações em lugares diversos, a horários razoáveis e com estrutura decente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engajamento não é útil apenas para divulgar o que eu e você gostamos. Uma música popular forte estimula a geração de música popular ainda mais forte no futuro e desdobramentos criativos que nós nem imaginamos. Só lembrar que depois do samba veio a bossa nova e dela surgiu a tropicália. Estamos numa época com recursos e acesso rápido à informação e disso decorre uma criatividade artística sem precedentes. Só falta descobrir como usar esse poder que temos em mãos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-474555381122408314?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/474555381122408314/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=474555381122408314&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/474555381122408314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/474555381122408314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2010/04/culpa-e-toda-sua.html' title='A Culpa é Toda Sua'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-4184085070806891308</id><published>2010-04-20T11:31:00.000-07:00</published><updated>2010-04-20T11:38:21.457-07:00</updated><title type='text'>Nick Drake e Noel Rosa</title><content type='html'>Mais um texto da Tribuna de Indaiá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Há muitas diferenças óbvias entre Noel Rosa e Nick Drake. Um possuia a malemolência do brasileiro, estava sempre rodeado de amigos e, irreverente, parecia se virar muito bem. O outro representava o inglês tímido, introspectivo e tragicamente frágil. Entretanto, identificar e entender suas semelhanças é encontrar afinidades entre o samba e o folk inglês. Desafio proposto, desafio aceito.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Noel de Medeiros Rosa nasceu no bairro de Vila Isabel, no Rio de Janeiro em 11 de dezembro de 1910 e lá permaneceu até sua morte, em 37. Logo cedo aprendeu a tocar violão, depois bandolim e aos 19 anos já integrava o Bando dos Tangarás, que contava, entre outros, com João de Barro, mais tarde conhecido como Braguinha. Foi a primeira de muitas parcerias ilustres do músico que, dois anos mais tarde, emplacou seu primeiro grande êxito, que até hoje permanece como um dos maiores hinos do carnaval: Com que Roupa? O sucesso da canção, no entanto, não garantiu fama nem fortuna ao cantor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já Nicholas Rodney Drake veio ao mundo em 19 de junho de 1948, 11 anos após Noel partir. Apesar de inglês, nasceu na antiga Burma, hoje conhecida como Mianmar, por conta do trabalho do pai. Pouco depois, a rica família Drake voltou à Inglaterra, onde se instalou no pequeno vilarejo de Tanworth-In-Arden. Solitário, Nick via na música, exaltada pelos pais – principalmente pela mãe, Molly – uma válvula de escape. Foi apenas depois de entrar para a Universidade de Cambridge e passar por experiências, humm, psicodélicas (como provar maconha e LSD) que Drake gravou seu primeiro disco, Five Leaves Left.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://soulzmusic.files.wordpress.com/2009/08/nick-drake1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 275px; height: 266px;" src="http://soulzmusic.files.wordpress.com/2009/08/nick-drake1.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Se Noel teve parceiros importantes como Braguinha, Cartola, Ismael Silva e Lamartine Babo, Drake também contou com colaborações edificantes. Richard Thompson, do Fairport Convention, até hoje o maior expoente do folk inglês, Joe Boyd, produtor de bandas como The Incredible String Band e Pink Floyd, e até mesmo John Cale, do Velvet Underground – e um dos músicos mais doidos do planeta – ajudaram a moldar o som do cantor de 1,90 metro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De certa forma, tanto Rosa quanto Drake tiveram vidas boêmias, sem muito apreço por convenções sociais. O segundo era fumador inveterado de maconha (e em homenagem à erva, escreveu a belíssima The Thoughts of Mary Jane) e mantinha-se acordado pela noite compondo canções, muitas vezes isolado em um apartamento. Noel, mais social, era como um líder dos sambistas nos botecos da Vila Isabel (e dessa rotina vêm duas de suas melhores: Feitiço da Vila e Conversa de Botequim) e estava sempre a subir o morro para conhecer novos compositores das favelas, como Angenor de Oliveira, o Cartola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noel é responsável por trazer o samba dos morros para o asfalto (a clássica divisão da cidade do Rio de Janeiro) e acabar por, se não criar, fomentar o que viria a ser o samba dali para frente. Drake também foi capaz de transpor o clima pastoral dos vilarejos britânicos para o asfalto das ruas de Londres e lá aconteceram seus poucos shows. Interessante notar que, enquanto o samba precisou de um especialista do batuque que unisse os conservadores do asfalto aos talentosos do morro, metáfora clara da formação do Brasil, o folk apareceu para os ingleses após ser formulado em universidades e exposto por moleques corajosos, como Drake e Boyd. Quem aí ainda tem coragem de dizer que música não é influenciada diretamente por aspectos sociais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://consciarte.files.wordpress.com/2008/12/noelrosa98anos11dez2008-731477.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 323px; height: 356px;" src="http://consciarte.files.wordpress.com/2008/12/noelrosa98anos11dez2008-731477.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Suas mortes, aos 26 anos, de certa forma foram causadas por eles próprios: Drake num estranho suicídio com pílulas (ao som de Bach, dizem!) e Rosa por negligenciar cuidados à sua tuberculose descoberta anos antes. Foram finais de vida melancólicos, com inúmeras desilusões. O sambista chorava por Ceci, a dama do cabaré que o trocou pelo ator Mário Lago, e estava consternado por causa das limitações físicas causadas pela doença, ao passo que o trovador também se resignava pelo fim do relacionamento – que não chegou nem a ser namoro – com Sophie Ryde, além da enorme frustração por nunca ter chegado ao estrelato com seus três LPs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morreram quase que no esquecimento, mas a história lhes fez justiça. Hoje todo mundo que toca samba deve os dois braços e as quatro cordas do cavaquinho ao prodígio da Vila Isabel. Da mesma forma, não existiriam Elliott Smith, Rufus Wainwright, REM e The Cure sem a melancolia de Nicholas Rodney. Por mais demorado que tenha vindo o reconhecimento para ambos, o Universo tratou de colocar o pingo nos is, no fim das contas. Ainda bem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-4184085070806891308?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/4184085070806891308/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=4184085070806891308&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/4184085070806891308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/4184085070806891308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2010/04/nick-drake-e-noel-rosa.html' title='Nick Drake e Noel Rosa'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-4380954652633022384</id><published>2010-04-15T17:26:00.000-07:00</published><updated>2010-04-15T18:17:46.255-07:00</updated><title type='text'>Gorfo Western</title><content type='html'>Olha só, um texto completo pro blog. Se alguém ainda acompanha isto aqui, pode ser que fique feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Como toda pessoa que aprecia e procura entender alguma coisa (música, no caso), me reservo ao direito de ter minhas idiossincrasias. No caso, a "verdade absoluta" de hoje se refere ao fato de achar rock em português uma merda. Em geral, as boas bandas de rock que cantam em português, tipo Mutantes e Los Hermanos, são legais justamente porque não são rock direto ao ponto. Sempre tem uma mistura ali que torna menos improvável a improbabilidade semântica de um ritmo feito para ser cantado em inglês não estar sendo executado na sua língua-mãe. Todavia, eu achava que as letras do Matanza até que caíam bem com o som que eles fazem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer dizer, até, hã, dois anos atrás, provavelmente a última vez que parei para escutar um disco da banda supracitada. Na verdade, você até pode achar aqui pelo blog várias menções favoráveis ao conjunto de Jimmy London e seus amigos. Eu achava Matanza o máximo até mais ou menos os 17 anos. Fui a alguns shows e me diverti para caramba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí hoje, pelos velhos tempos, resolvi colocar A Arte do Insulto, último disco de estúdio do quarteto, pra rodar. Soaram os primeiros segundos da primeira música e eu enrubesci. Tipo "era isso que eu ouvia com 16 anos! Que vergonha". Não existem palavras para descrever a ruindade d'A Arte do Insulto. O Matanza não sabe se é country, hardcore ou metal. Se o intuito era fazer uma mistura MUTCHO LOKA, o resultado é insultante. Ainda é verdade que as letras encaixam direitinho com os instrumentos e melodia, mas os grunhidos de Jimmy London são tão ofensivamente guturais e sem técnica que estragam essa única qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://blig.ig.com.br/marcios77/files/2009/05/matanza_-_2006_a_arte_do_insulto.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 271px; height: 268px;" src="http://blig.ig.com.br/marcios77/files/2009/05/matanza_-_2006_a_arte_do_insulto.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Não são só as cordas vocais do frontman que são forçadas; Cada letra, cada tema e cada atitude do Matanza é feita em torno de um meme, de uma imagem que a banda algum dia deve ter julgado ser LEGALPRACARALHO. Mais uma vez, o resultado é sofrível. Misturam-se saloons com carros em fuga e encontros com o caramunhão em pessoa. Hank Williams pede clemência, Johnny Cash enrubesce. De minha parte, acho quezZzZZzzZZzZZZzzZzZ.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas confesso que parar para escutar o álbum teve seus prós. Por exemplo, recentemente, andava conversando com um amigo sobre a possibilidade de ir a um show do grupo só pra relembrar os 16 anos. Nesse âmbito, A Arte do Insulto me foi muito útil: economizarei uns bons 15 contos, que provavelmente seriam gastos na entrada desse hipotético concerto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moral da história: assim é a vida, perdemos e ganhamos todos os dias. Hoje mesmo, eu perdi uma referência de banda bacana, mas ganhei um frisbee novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://wikimusic.virgula.uol.com.br/imagens/artistas/artista_2052.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 376px; height: 376px;" src="http://wikimusic.virgula.uol.com.br/imagens/artistas/artista_2052.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 102);"&gt;Nada mau prum boçal. Nada bom, também&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-4380954652633022384?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/4380954652633022384/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=4380954652633022384&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/4380954652633022384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/4380954652633022384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2010/04/gorfo-western.html' title='Gorfo Western'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-7118122420507271244</id><published>2010-04-13T08:36:00.001-07:00</published><updated>2010-04-13T08:44:56.772-07:00</updated><title type='text'>Isso Está Acontecendo</title><content type='html'>É uma manhã ensolarada, ainda que fria. Estou vestido com um pijama improvisado que aguentou bem a noite gelada do outono. Ou quase. A garganta está um pouco congestionada. Mas aí assumo a culpa: é muito cigarro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os maravilhosos tentáculos de seda e movimentos serpenteantes da Rede mais uma vez anteciparam em um mês o que, provavelmente, eu não aguentaria esperar nem mais um dia. Me processa aí, RIAA filha da puta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não importa. 146MB depois, começo a ouvir o novo LCD Soundsystem e um sorriso involuntário brota na minha face. Deus abençoe James Murphy.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.oesquema.com.br/trabalhosujo/wp-content/uploads/2010/03/lcd-soundsystem-this-is-happening.jpeg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 409px; height: 409px;" src="http://www.oesquema.com.br/trabalhosujo/wp-content/uploads/2010/03/lcd-soundsystem-this-is-happening.jpeg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-7118122420507271244?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/7118122420507271244/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=7118122420507271244&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/7118122420507271244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/7118122420507271244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2010/04/isso-esta-acontecendo.html' title='Isso Está Acontecendo'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-4698694840216880922</id><published>2010-04-12T21:03:00.000-07:00</published><updated>2010-04-12T21:14:17.836-07:00</updated><title type='text'>Greg Dulli: A Vitória do Coração</title><content type='html'>É, mulambada: agora só coloco texto da coluna por aqui. Quem sabe em breve alguma outra coisa exclusiva pro blog. Mas por ora, vê se este te apetece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(De quebra, tem um comentário sobre o show histórico que o Dulli fez com o Mark Lanegan aqui em São Paulo no ano passado, que eu pecaminosamente não resenhei no blog na época.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://userserve-ak.last.fm/serve/_/114584/Greg+Dulli.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 495px;" src="http://userserve-ak.last.fm/serve/_/114584/Greg+Dulli.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;O que me impeliu a escrever este texto foi um dia ruim, de uma tristeza meio atípica e assustadoramente cíclica. Não. Na verdade, o que me impeliu a escrever este texto foi o álbum que serviu como escape nesse dia ruim. Porque uma das muitas belezas da música é que se ela não cura, pelo menos alivia. E o que eu precisava naquele momento para aliviar a dor era a mistura de rock, trip hop, soul e folk de Twilight as Played by The Twilight Singers. É o primeiro trabalho do grande Greg Dulli como líder e dono do Twilight Singers.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bem capaz que você nunca tenha ouvido falar nele. Normal. O cara jamais emplacou um hit significativo e suas bandas são sempre inconstantes demais, dando lugar a infinitos projetos. Além disso, Dulli desafina pra burro. Só que não existe outro que desafine com tanta sinceridade e emoção e é aí que ele faz bonito. Se você está mal, pode encontrar companhia na amargura do rapaz. Se estiver feliz, irá louvar suas melodias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vestido como Johnny Cash, por vezes esganiçado como Bob Dylan e bêbado como um gambá, Dulli faz música do fundo do coração há quase 20 anos. Seu primeiro conjunto, The Afghan Whigs – e eu podia parar o texto aqui: quem nomeia uma banda como “as perucas afegãs” é gênio e acabou – misturava o clima árido e agressivo do começo do grunge com a sensualidade do soul. As letras traduzem, com palavras chulas e berros doloridos, os desastres das relações adultas. Acurado pra caramba. O resultado disso é uma espécie de efeito Chico Buarque: em seu grupo restrito (porém fiel) de fãs, as mulheres babam pelo cara, que sorri com sua camisa preta semiaberta e um copo na mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1994, fez parte da banda que recriou, para o filme Backbeat (Os Cinco Rapazes de Liverpool), o som dos Beatles quando eles ainda tocavam para platéias de turistas em Hamburgo. Junto a ele, estavam Mike Mills do REM, Dave Grohl do Nirvana, Thurston Moore do Sonic Youth e outros músicos-símbolo dos anos 90. Não seria a última participação de Dulli, que no ano seguinte figuraria como a única pessoa na gravação do primeiro álbum do Foo Fighters, além do próprio Dave Grohl. Sua parceria mais notável, no entanto, só foi acontecer em 2008, quando se juntou a Mark Lanegan (Screaming Trees e Queens of the Stone Age) e juntos criaram The Gutter Twins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes disso, em 2000, Dulli lançou Twilight..., inaugurando o que se tornaria sua banda principal, Twilight Singers. E eu não sei porque o disco veio a aliviar minha fossa, tenho apenas hipóteses: pode ser a força das letras – a primeira frase é desoladora, “rock steady, baby, your man is dead” e a última é reconfortante, “everything is gonna be all right”; podem ser as batidas suingadas e remixadas pelo produtores Fila Brazillia; podem ser os arranjos constantemente belos; pode ser Clyde, uma das melhores músicas para fazer sexo já gravadas. Na verdade, é tudo isso, mais um fator importantíssimo: Twilight... mostra que há beleza e melodia mesmo na escuridão e te faz companhia até você sair dessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.rockscope.com/picture.php?id=81&amp;amp;width=600"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 409px; height: 272px;" src="http://www.rockscope.com/picture.php?id=81&amp;amp;width=600" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Anos depois, a voz enfumaçada, curtida no tabaco, de Lanegan caiu como uma luva tanto nos trabalhos prévios de Dulli quanto nos discos do Gutter Twins, Saturnalia e Adorata. Pode parecer pesado, e também irônico que eles se auto-intitulem os “irmãos da sarjeta”, mas também faz todo o sentido: a honestidade bêbada e sombria dos dois os faz tiozinhos manguaçados com muito a falar e pouco a explicar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano passado, a dupla veio ao Brasil apresentar “Uma noite com Mark Lanegan e Greg Dulli”, onde tocaram versões acústicas de suas bandas e alguns covers. Consegui trocar uma idéia com ambos e agradeci Dulli pela corda de seu violão, que havia estourado durante a passagem de som (e um funcionário da casa de shows pegou e me deu). Tipo “você nem deve saber, mas valeu aí pela corda”. Ele não foi lá muito gentil, mas mesmo assim guardei a corda. Porque a sinceridade de Greg Dulli é comovente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://lalai.net/wp-content/uploads/2008/03/saturnalia.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 294px; height: 295px;" src="http://lalai.net/wp-content/uploads/2008/03/saturnalia.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-4698694840216880922?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/4698694840216880922/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=4698694840216880922&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/4698694840216880922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/4698694840216880922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2010/04/greg-dulli-vitoria-do-coracao.html' title='Greg Dulli: A Vitória do Coração'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-1367838643829532367</id><published>2010-04-07T16:30:00.000-07:00</published><updated>2010-04-07T16:35:34.395-07:00</updated><title type='text'>Rebola!</title><content type='html'>Do dia 20/3, também para a Tribuna. Se pá ficou legal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Laura Fontana cobra R$ 500,00 de cachê para cantar e dançar em programas de televisão. Li num desses blogs de fofocas que ela até já faria exigências em quartos de hotel. Laura tem oito anos e até que manda bem no inglês, considerando sua idade. Você deve conhecer ela como a mini Lady Gaga do programa Qual É o Seu Talento, do SBT. No entanto, a questão aqui não é a aptidão ou o estrelismo da menina, e sim qual o motivo de um cover fazer (relativo) sucesso na televisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.alienado.net/fotos/2010/03/laura-fontana-a-mini-lady-gaga.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 193px; height: 186px;" src="http://www.alienado.net/fotos/2010/03/laura-fontana-a-mini-lady-gaga.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Tirante o fato de que qualquer inocuidade feita por uma criança tende a parecer a coisa mais bonitinha do mundo, o mérito do sucesso da própria Lady Gaga, frequentemente apontada como uma nova Madonna, não deve ser ignorado. Por que ela tem tanto alcance? O que faz cada nova personalidade pop americana ser encarada como arrasa-quarteirão e eterna enquanto dura?&lt;br /&gt;Numa época em que é fácil se desviar dos grandes sucessos do rádio com a internet – você baixa as músicas que quiser e faz sua playlist –, é notável como os grandes sucessos americanos ainda persistem. Você pode argumentar com a injeção de dinheiro absurda do showbusiness ianque e com a questão da língua inglesa, que se tornou, extra-oficialmente, o idioma oficial do planeta. Mas contar só com isso é complicado. E Lady Gaga está ciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, ela polemiza, e ataca nos mais diversos âmbitos. Moda, videoclipe, declarações polêmicas, parcerias... Gaga, assim como Beyoncée, Rihanna e tantas outras, aprendeu que a música é meio que secundária hoje em dia. Estamos na era da hipermídia, em que imagem, som e divulgação formam um todo homogêneo. Por isso, é jogo fazer um clipe megalomaníaco como Telephone, que começa a ser visto como o novo Thriller, mesmo numa época em que não se vende mais CDs e não se assiste mais MTV. Porque o Youtube é a nova MTV e Lady Gaga vai muito bem nessa nova plataforma, obrigado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, não se pode dizer que nos faltam sucessos pop aqui no Brasil. Ivete Sangalo é a maior, uma espécie de Beyoncée tupiniquim, mas encontramos nas Stefanys Cross Fox, Claudias Leitte e Alexandres Pires os respectivos para Katy Perrys, Rihannas e Justin Timberlakes. O ponto, porém, não é a qualidade de Rebolation versus Single Ladies. Nossos cantores e cantoras pop têm seus méritos e defeitos tanto quanto os estrangeiros, tendo como diferença básica o histórico de cada um, as influências sócio-culturais e, principalmente, a demanda do público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_n1G9wSRbtxI/SgDtN0lXv7I/AAAAAAAAAgo/_SuDZ6hLK4c/s320/parangole2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px; height: 250px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_n1G9wSRbtxI/SgDtN0lXv7I/AAAAAAAAAgo/_SuDZ6hLK4c/s320/parangole2.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O que me incomoda no atual pop radiofônico brazuca é a preguiça dos envolvidos em desenvolver um lance realmente bacana, bem pensado e abrangente, como fazem os gringos. Ivete, Claudia, Parangolé e todos esses hits continuam batendo na tecla da indigência cultural do brasileiro. Então, as letras são de constranger uma criança, os clipes são manjadíssimos, a divulgação se restringe a Faustão, Fantástico e Carnaval... É uma espécie de coronelismo cultural que parece perdurar há uns 300 anos por aqui (e olha que o vinil só apareceu há uns oitenta). Assim, nossa música mainstream, de massa, fica estagnada e não somos capazes de construir um fenômeno como Lady Gaga – que está em todas e é capaz de dominar as atenções em diferentes âmbitos do imaginário popular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é a minha bronca com as cantoras e cantores “que cantam com a bunda” – como define meu editor Kimura – aqui no Brasil: a total falta de ousadia. Posso até não gostar da música, mas se percebesse uma vontade de inovar, de deixar o povo brasileiro um pouco menos burro, aplaudiria de pé. Já que não vejo isso, por enquanto, prefiro continuar vaiando sentado, pra não correr o risco de seguir o Rebolation.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-1367838643829532367?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/1367838643829532367/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=1367838643829532367&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/1367838643829532367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/1367838643829532367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2010/04/rebola.html' title='Rebola!'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_n1G9wSRbtxI/SgDtN0lXv7I/AAAAAAAAAgo/_SuDZ6hLK4c/s72-c/parangole2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-5844449446754016271</id><published>2010-03-29T03:16:00.000-07:00</published><updated>2010-03-29T04:32:37.773-07:00</updated><title type='text'>Nossa Fama de Bambi</title><content type='html'>Fazia tempo que não dava uma cornetada no meu time aqui no blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://colunas.globoesporte.com/files/158/2010/03/23.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 285px;" src="http://colunas.globoesporte.com/files/158/2010/03/23.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Que mundo zicado. Ontem, o &lt;a href="http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/Campeonato_Paulista/0,,MUL1547593-9839,00-TIMAO+BATE+TRICOLOR+POR+A+COM+GOL+NO+FIM+E+JOGA+CRISE+PARA+O+MORUMBI.html"&gt;São Paulo perdeu o terceiro clássico da temporada&lt;/a&gt; (quarto, se considerarmos o jogo contra a Lusa). Incrível que mesmo ramelando em toda partida decisiva e moralmente importante, continuamos no tal G4, na frente de Corinthians e Palmeiras. Típico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande problema está ali, no "moralmente". O São Paulo é que nem aquele marido machão que bota banca no trabalho, no boteco, mas que no seu quintal, é desmoralizado pela mulher, pelo cunhado e pelos vizinhos. O pior não é perder um jogo que, no frigir dos ovos, acabou sendo emocionante e igual (além de, argh, justo). O que dói, e dói demais, é perder o terceiro clássico do ano. Não podia. Contra o Corinthians, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;tínhamos&lt;/span&gt; de vencer. Nem que fosse com gol roubado, nem que precisasse quebrar a perna dos melhores jogadores adversários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não digo isso pelo fato de ser o nosso adversário mais desprezível, e sim porque, em tese, eles tiveram o azar de nos pegar depois de dois reveses contra rivais importantes. Mais uma vez, o problema está no termo: "tese". O Tricolor vem, sistematicamente, ressucitando cachorros mortos em clássicos. Jogar contra o São Paulo em um momento de crise é quase motivo de comemoração. Os adversários sabem que lá vem um time competente, mas sem um pingo de sangue na veia. Nos "zóio", então... Nunca vi uma equipe com o branco dos olhos tão branco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É essa falta de garra, de raça, de entrega em campo que confere aos são-paulinos a ingrata pecha de bambi. Não é pela torcida e nem por causa de jogadores ou atitudes extra-campo desses jogadores (a perseguição ao Richarlyson é mais uma consequência do que uma causa). Ser "o bambi" me ofende. Me ofenderia mesmo que eu fosse gay. Porque ser gay é uma questão de opção sexual. Ser "bambi" é uma decorrência da falta de honra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe um movimento que as pessoas chamam de "pussificação" (ou, sem apelar pro estrangeirismo, "embucetamento") do futebol, que consiste em joguinho de bastidores, ações de marketing frescurentas, as absurdas punições extracampo do STJD, jogadores com discurso pronto, politicamente correto. Enfim, um futebol cada vez mais profissional e menos empolgante. Os rumos do São Paulo parecem se enquadrar totalmente nisso. Somos o clube mais rico, o mais competente. E também o mais inócuo. Nossas ações de marketing são risíveis (toda semana recebo um email do restaurante que fica no Morumbi, mas qual foi a última camisa comemorativa que o Tricolor lançou?), nossos jogadores jogam com o dólar na ponta da chuteira, o presidente se concentra em cada picuinha... Até o nosso &lt;a href="http://colunas.globoesporte.com/danielperrone/"&gt;blog do torcedor&lt;/a&gt; no Globo Esporte tem um cronista insosso, adepto do bom mocismo e das piadinhas de firma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se parece exagero reclamar desse tipo de coisa, rebato com o óbvio: são essas pequenas nuances que formam a imagem de qualquer coisa. Não somos os bambis porque flagaram uma orgia gay com 50 mil são-paulinos na Praia Grande. Somos os bambis porque repetimos os slogans enganosos da diretoria e aceitamos, passivamente, a rola no rabo que é o joguinho fraco do São Paulo Futebol Clube desde, sei lá, 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me importo em ser o bambi, a bicharada, o Elton John que seja. O que enfurece é dar motivo para ser chamado assim. Meu maior sonho, neste momento, é ver o São Paulo entrando em campo de rosa-choque e meter 7x0 na fuça da gambazada indigente. Isso sim é atitude de macho (um tipo de macheza que a maioria dos boleiros-machistas não entenderia, mas não dá pra exigir muito dessa massa ignóbil). Entretanto, enquanto não reunirmos bolas para tanto, aguentaremos os fedorentos cantando que o freguês voltou. Contra fatos, infelizmente, não há argumentos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-5844449446754016271?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/5844449446754016271/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=5844449446754016271&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/5844449446754016271'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/5844449446754016271'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2010/03/nossa-fama-de-bambi.html' title='Nossa Fama de Bambi'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-5275574333862707755</id><published>2010-03-25T12:20:00.000-07:00</published><updated>2010-03-25T12:22:53.954-07:00</updated><title type='text'>Show do Coldplay: Não Vi e Gostei.</title><content type='html'>Mais um texto da Tribuna de Indaiá. Ando meio ocupado, minha produção de textos acabase restringindo aos textos da coluna. Aqui vai o do dia 6/03.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;Na última terça-feira (02/03), foi com algum pesar que perdi a apresentação do Coldplay no Morumbi. Não sou o maior fã da banda que você vai encontrar, mas acho o último álbum, Viva La Vida, honestamente bom e a faixa-título sensacionalmente catártica. E mais do que isso, observo no Coldplay sintomas do que é o mundo hoje (que eventualmente podem se tornar tendências do que será o mundo amanhã).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro que é uma banda cuja fama surgiu de dentro para fora, de um miolo indie para a grande mídia (mainstream). Se parece lógico que as coisas funcionem assim, é bom lembrar que durante anos o público foi forçado a aceitar astros pré-fabricados, entuchados goela abaixo diante da falta de opções e de acesso a alternativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, a coisa mudou, e me parece que não só na música, mas na cultura como um todo. O caso do Coldplay, a banda que começou tímida, com clipe intimista na praia chuvosa e que neste momento é a maior banda do planeta, com cancha de “guia das multidões”, é bastante característico. Hoje em dia, para um grande empresário, vale mais apostar em um ícone consagrado em determinado nicho, tribo e/ou gueto cultural do que lançar o próximo “grande sucesso” sem nenhuma base de amostragem. Você vê isso até no Big Brother Brasil, onde alguns dos integrantes desta última edição foram selecionados a partir de uma fama prévia na internet (infelizmente, a web ainda é nicho, pois não é acessível para um monte de gente).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Coldplay surgiu em 1997 em Londres, como Starfish. Depois de shows em clubes locais e alguns EPs independentes, assinaram com a Parlophone, selo da EMI famoso por lançar os Beatles no começo dos anos 60. Em 1999, o primeiro disco, Parachutes, soava como Travis e Radiohead e teve dois grandes sucessos, Trouble e Yellow. No entanto, esses hits serviram mais como cartão de visita do que como catapulta para o sucesso. Nos anos e trabalhos seguintes, a banda foi consolidando sua fama e crescendo sem parar com In My Place, The Scientist, Clocks, Fix You, etc. Cada vez mais, as canções do vocalista Chris Martin alcançavam o grande público, que gostava e queria mais. Foi mais ou menos nessa época de afirmação que minha mãe virou fã da banda, o que me fez imaginar que, talvez, eles não fizessem mais parte do universo independente “faça-você-mesmo”. Nesse meio tempo, Chris Martin ainda se casou com a mega atriz Gwyneth Paltrow, defendeu causas nobres e tornou-se alvo de paparazzi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com tudo (até a perseguição dos tablóides!) conspirando para um sucesso estrondoso, seria estranho que um disco de vocação tão grandiosa como Viva La Vida não desse certo. Coincidência ou não, Chris Martin acabou virando uma espécie de messias justo quando seu álbum mais com cara de U2 viu a luz do dia. O que ele estaria se tornando? Uma versão atualizada de Bono Vox? E o Coldplay? É o novo U2?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz todo sentido. Se hoje em dia Bono tem, para os mais jovens (e pode me colocar nesse bolo), mais cara de líder político pentelho do que de músico, Martin ainda apresenta a vitalidade e até certa sofreguidão necessária para ser respeitado como rockstar altruísta. E não dá pra negar que o guitarrista Jonny Buckland bebe na mesma fonte que o escudeiro de Bono, The Edge.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está criado o cenário. Numa época em que praticamente não existem mais conjuntos musicais com cara de arrasa-quarteirão, o Coldplay é a exceção que confirma a regra. Você que foi ao show, pode ter certeza de uma coisa: assistiu à banda que está a um passo de representar a geração atual durante muitas décadas. Se os membros do Coldplay são as pessoas certas para isso, eu não sei. Mas você não sente um friozinho na barriga vendo a História acontecendo na sua frente?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-5275574333862707755?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/5275574333862707755/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=5275574333862707755&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/5275574333862707755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/5275574333862707755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2010/03/show-do-coldplay-nao-vi-e-gostei.html' title='Show do Coldplay: Não Vi e Gostei.'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-8933720891340949742</id><published>2010-03-10T08:20:00.000-08:00</published><updated>2010-03-11T08:06:39.158-08:00</updated><title type='text'>Não Há Cova Que Segure Johnny Cash</title><content type='html'>Escrevi este pra Tribuna, saiu há duas semanas. Meu preferido até agora. Dei uma leve chupinhada no Lester Bangs no finalzinho do texto, vê se saca aonde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://blog.kexp.org/blog/wp-content/uploads/2006/06/Johnny%20Cash.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 443px; height: 300px;" src="http://blog.kexp.org/blog/wp-content/uploads/2006/06/Johnny%20Cash.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O lançamento mais importante a sair nesta semana &lt;span style="font-style: italic;"&gt;[Nota: 22 a 27 de fevereiro]&lt;/span&gt; foi um disco póstumo. American VI: Ain’t no Grave não é nem o primeiro álbum a sair depois da morte de Johnny Cash e nem o melhor da série American – que consistiu na “redescoberta” do artista pelo superprodutor Rick Rubin. Mas a importância do disco está descrita ali no meio da frase anterior: “Johnny Cash”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você não conhece Cash pela sua música, é possível que tenha assistido à sua cinebiografia, erroneamente intitulada Johnny &amp;amp; June no Brasil (como se a vida do maior nome do country americano fosse uma comédia romântica bem bobinha). Mas Joaquin Phoenix é muito mais bem apessoado do que o personagem que interpreta e pode ser que você se confunda: Johnny Cash tinha cara e voz de velho desde sempre, e foi assim que apareceu para o mundo, com With His Hot and Blue Guitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo nesse primeiro álbum, sua música mais famosa e emblemática apareceria. Folsom Prision Blues foi provavelmente a primeira canção composta pelo cantor, quando mal sabia segurar uma guitarra, e fala sobre as agruras de estar preso. Mesmo sem nunca ter pisado numa carceragem, Cash conseguiu captar o espírito da coisa e tornou-se uma espécie de padroeiro dos presidiários americanos. Esse tipo de atitude, somada à sua voz honesta e música cascuda, garantiu moral e “credibilidade de rua” para o músico entre os fãs machões de country nos anos 50.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ele nunca se limitou à música caipira. Surgido na gravadora Sun, casa de Elvis Presley, Carl Perkins e Jerry Lee Lewis (além de outros pioneiros do rock), chegou a gravar alguns rocks com os três, numa sessão lendária nos estúdios da gravadora. O nome é sugestivo: The Million-Dollar Quartet. Além disso, durante sua carreira, Johnny gravou cerca de 10 álbuns de hinos religiosos, em homenagem à sua formação musical, nos campos de algodão do Arkansas, quando ainda era J. R. Cash (seus pais não conseguiram pensar num nome e o batizaram apenas com as iniciais).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://debbiekaufman.files.wordpress.com/2009/04/music_johnny_cash_1_400.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 183px; height: 244px;" src="http://debbiekaufman.files.wordpress.com/2009/04/music_johnny_cash_1_400.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A partir do final dos anos 50, sua carreira decolou e seus discos vendiam cada vez mais. Mas ele se afundou na anfetamina, o que tornou a maior parte dos anos 60 um inferno para o cantor. Em 1967 ele se divorciou de sua primeira esposa, Vivian e no ano seguinte conseguiu largar as drogas. Então, no palco, pediu sua companheira de duetos (e eterna musa) June Carter em casamento. Logo depois, os dois se casaram e mais tarde cantaram para uma audiência de detentos da prisão de Folsom, cujo registro acabou se tornando um dos mais importantes álbuns ao vivo e certamente o mais famoso de Cash.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os anos 70 foram melhores para J. R., que se tornou “o homem de preto”, por causa de sua vestimenta, que ele justificou quase como uma tarefa: “Quando nos lembramos dos que ficam para trás/Na sua frente deve haver um homem de preto” (Man in Black, 1971). Cash ainda teve um programa de TV, pediu reforma prisional para o presidente Nixon e montou o supergrupo de country The Highwaymen com Willie Nelson, Kris Kristofferson e Waylon Jennings. Nos anos 80, porém, sua fama começou a minguar e é aí que entra Rick Rubin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O produtor e dono da gravadora American Recordings assinou com o homem de preto e investiu na sua carreira. Os discos de Cash pela American mostram um senhor maduro, mas ainda vital. Sua faceta de intérprete capaz de subverter a lógica de uma canção aparece mais do que nunca, com menos composições próprias do que seus álbuns anteriores. Cabeça aberta que sempre foi, ele regravou músicas de artistas como U2, Soundgarden, Beatles e Depeche Mode como se fossem suas. E o resultado é emocionante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme a série avança, sua voz vai enfraquecendo, mas sem perder coragem e integridade que sempre possuiu. Johnny Cash morreria em 2003. Sete anos depois, Ain’t No Grave ainda é importante porque, como diz o refrão da primeira música do trabalho, não há cova que segure seu corpo. Amém.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://c2.api.ning.com/files/8S7WSfHm9sTz*87q0jFHY818STCGhce8r6-OvvfQi4E8cTmgfPs4TWCSy052CWWuWsUJwlEcBKUfVo0LCMtmzCuuXlQ2R4*y/johnnycash964tt0.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 357px; height: 358px;" src="http://c2.api.ning.com/files/8S7WSfHm9sTz*87q0jFHY818STCGhce8r6-OvvfQi4E8cTmgfPs4TWCSy052CWWuWsUJwlEcBKUfVo0LCMtmzCuuXlQ2R4*y/johnnycash964tt0.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-8933720891340949742?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/8933720891340949742/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=8933720891340949742&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/8933720891340949742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/8933720891340949742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2010/03/nao-ha-cova-que-segure-johnny-cash.html' title='Não Há Cova Que Segure Johnny Cash'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-6919413499527504665</id><published>2010-03-08T10:10:00.000-08:00</published><updated>2010-03-08T20:21:33.752-08:00</updated><title type='text'>Descanse Em Paz, Sparklehorse</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.turnituporturnitoff.com/Photos/2007/20070315/Sparklehorse_1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 333px; height: 500px;" src="http://www.turnituporturnitoff.com/Photos/2007/20070315/Sparklehorse_1.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quando escrevi meu top 10 de discos do ano passado neste blog, destaquei a importância e a relevância de Brian 'Danger Mouse' Burton na produção do quarto lugar, Dark Night of the Soul, um disco bonito pra burro. Então, no sábado, seu parceiro na produção do álbum, Mark Linkous  se matou dramaticamente com um tiro no coração e, na onda mórbida que sempre segue esse tipo de morte, resolvi escutar um de seus álbuns como Sparklehorse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com parcos dois dias de audição, começo a entender por onde se move o espectro musical de Linkous - e até onde se estende sua participação e influência em Dark Night of the Soul. It's a Wonderful Life, terceiro LP do Sparklehorse, é uma ode melancólica à beleza da vida (na Wikipédia esse comentário é feito sobre a música-título, mas eu percebo esse clima durante todo o registro). Linkous se revela como uma espécie de Elliott Smith mais interessado na produção de um álbum. Por isso, mais do que o outro trovador suicidado em 2003, ele consegue trabalhar com influências e sonoridades, chegando a soar até como Radiohead às vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com essa maior possibilidade de brincar com estilos, vêm as participações de Tom Waits, Nina Persson, Vic Chesnutt, PJ Harvey e John Parish no disco. Anos depois, Persson e Chesnutt apareceriam no supracitado Dark Night of The Soul. Se a atuação de Linkous no projeto tivesse se limitado a conseguir participações incríveis para as músicas, sua importência já seria imensurável. Mas It's a Wonderful Life (e me perdoe por só conhecer esse até o momento) mostra direções musicais - melodias bonitas e, ao mesmo tempo, sujas - que permeiam o todo do trabalho com Danger Mouse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.chromewaves.net/images/interface/20070226sparklehorse.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 235px; height: 176px;" src="http://www.chromewaves.net/images/interface/20070226sparklehorse.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O bonito dos dois discos de Mark Linkous que ouvi até hoje é notar como as músicas podem ser modificadas e adequadas às inúmeras parcerias e influências sem que percam sua identidade, sua espinha dorsal. Em outras palavras, quando Linkous imprime sua digital numa canção, é foda de apagar. E, na minha humilde visão, é isso que faz um grande artista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que este texto sirva para prestar a homenagem devida ao músico e para que ele me perdoe por ignorar sua importância por tanto tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-6919413499527504665?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/6919413499527504665/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=6919413499527504665&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/6919413499527504665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/6919413499527504665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2010/03/descanse-em-paz-sparklehorse.html' title='Descanse Em Paz, Sparklehorse'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-2690863792611638910</id><published>2010-02-22T10:09:00.000-08:00</published><updated>2010-02-22T10:16:14.093-08:00</updated><title type='text'>Céu 2010</title><content type='html'>Comecei a escrever uma coluna num jornal de Indaiatuba, a Tribuna de Indaiá. Aí que tinha escrito este texto sobre a Maria do Céu, mas acabou não vingando. Publico aqui porque achei que ficou legal e merece ver a luz do dia. Mas como quem lê a coluna a princípio não lê o blog, tem muita coisa que eu já falei aqui, alguns conceitos e tal. Quem leu a coluna e veio parar no blog provavelmente vai notar semelhanças com o texto do último sábado, porque era uma adaptação mesmo, com foco maior na Céu. Era um dos dois que sairia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Divirtam-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://jornale.com.br/horasonora/wp-content/uploads/2009/12/ceu.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 255px;" src="http://jornale.com.br/horasonora/wp-content/uploads/2009/12/ceu.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Dizem que o ano no Brasil só começa depois do Carnaval. Com o fim dele, é hora de olhar pra frente e decidir o que será feito de 2010. Se parece uma tarefa difícil e cansativa planejar um ano inteiro, e se você anseia por uma definição do seu futuro, pode invejar a cantora paulistana Céu. Seus próximos doze meses já estão bem definidos. E vão ser legais pra chuchu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano passado, ela plantou a semente: seu segundo álbum, Vagarosa, foi aclamado pela crítica (foi o melhor disco nacional segundo a Rolling Stone) e teve vendas impressionantes no mundo todo (por exemplo, alcançou o primeiro lugar na parada européia de World Music). Agora, colhe os frutos. Por enquanto, já está confirmada em dois dos maiores festivais do hemisfério norte (Coachella, na Califórnia e Roskilde, na Dinamarca) e teve o maior público do festival Rec Beat, em pleno Carnaval recifense, além de frequentemente lotar suas apresentações no eixo Rio-São Paulo. Obviamente, presumimos que muito mais está por vir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sucesso extraordinário de uma cantora independente brasileira pode parecer um acontecimento isolado que dificilmente se repetirá, mas há dois fatores determinantes em que o sucesso da Céu se baseia – e que podem significar o caminho das pedras para futuros êxitos da nossa música independente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro fator: Vagarosa é um disco primoroso, daqueles que acontecem apenas uma ou duas vezes na vida do artista, em que todo elemento se encaixa magistralmente, num registro pop perfeito. Céu é a antítese da cantora turrona de MPB, daquelas que sentam num banco alto de bar e mandam uma “Detalhes” boladona. Na verdade, ela representa a menina que escuta reggae, dub, samba e gosta de caçar vinis numa feira hippie. E tudo isso é representado no seu som, malemolente, esperto e muitas vezes sexy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo fator: A valorização de Céu é apenas a ponta de um iceberg muito maior do que se imagina. Ela faz parte de uma rede de colaborações e parcerias que envolve músicos incríveis, como Curumin, Wado, Emicida, Orquestra Imperial, Cidadão Instigado, Guizado e muitos outros. Juntos, formam uma cena que tem tudo para revolucionar a nossa música, há tanto tempo estacionada, burocrática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito piamente que teremos um ano crucial para essa revolução da música nacional. Por isso, brindo à Céu, que começa a abrir o caminho. A garrafa, no entanto, espero que seja dividida com muito mais gente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-2690863792611638910?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/2690863792611638910/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=2690863792611638910&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/2690863792611638910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/2690863792611638910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2010/02/ceu-2010.html' title='Céu 2010'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-8415998529715000353</id><published>2010-02-09T14:32:00.000-08:00</published><updated>2010-02-09T15:34:25.892-08:00</updated><title type='text'>Nesta semana, o Hotel Fasano é o Studio 54</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://cheerbear.webs.com/studio54.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 375px; height: 352px;" src="http://cheerbear.webs.com/studio54.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O Studio 54 foi um clube em Nova York frequentado por celebridades do nível de David Bowie e Mick Jagger (aliás, você pode vê-los batendo um papo super agradável com Ozymandias, na realidade alternativa do &lt;a href="http://io9.com/5167732/easter-eggs-and-missing-parts-in-watchmens-titles"&gt;filme dos Watchmen&lt;/a&gt;). A danceteria foi aberta em 1977 e tinha um estilo que atraía celebridades tão diversas quanto o tenista sueco Björn Borg e a cantora country Dolly Parton. Você podia assistir a shows de James Brown e Grace Jones. Tem uma lista interessante com os frequentadores na página do clube &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Studio_54"&gt;na Wikipédia&lt;/a&gt;. Se você quiser saber mais, sugiro ler tanto a página em questão quanto mais ocorrências registradas pelo Google. Era tanta influência que ainda existem alguns filmes que tratam sobre o Studio 54.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://correio24horas.globo.com/recursos/BancoImagens/%7B66229F87-2803-4B1B-AFE4-27C11758107F%7D_0,,35946760-EXH,00.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 291px; height: 224px;" src="http://correio24horas.globo.com/recursos/BancoImagens/%7B66229F87-2803-4B1B-AFE4-27C11758107F%7D_0,,35946760-EXH,00.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O Hotel Fasano, em Ipanema, não tem a mesma badalação (até porque é uma porra de um hotel!), mas certamente oferece a seus hóspedes mimos dignos de Studio 54. Tanto é que costuma hospedar as celebridades que passam pelo Rio de Janeiro - eu mesmo confesso que fiquei tomando uma cervejinha na frente do prédio numa manhã livre quando o Radiohead estava hospedado por lá no ano passado (e não me orgulho disso).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta semana, o Hotel Fasano é o Studio 54 porque abriga, coincidência ou não, Madonna, Beyoncée e Alicia Keys ao mesmo tempo. Isso, no entanto, é mais triste do que parece. Metade pelo fato de um hotel é meio que a sua casa durante o tempo que você passa nele e não deve ser agradável ter fãs de três estrelas diferentes se esgoelando dia e noite atrás de uma foto ou simples aceno seu. Metade pelo fato de as três estarem singelamente no mesmo ponto durante certo tempo causar tanta comoção. Evidencia o tal lado triste da celebridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a ordem do século XXI é transformar cada mortal numa marca, num personagem de si mesmo, único, sendo todo mundo igualmente interessante, então não deveriam existir mais Studios 54 e Hotéis Fasanos. Moças talentosas como a Beyoncée e a Alicia Keys e uma senhora que fez por merecer o que já conquistou na vida como a Madonna deveriam poder tomar um sol sossegado em Ipanema sem nenhuma &lt;a href="http://celebridades.uol.com.br/album/20100208_album.jhtm?abrefoto=3"&gt;fotografia de cofrinho&lt;/a&gt; caindo na internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chegar o dia e a ficha cair, nem mais posts assim existirão. E o mundo será um lugar melhor, eu tenho certeza. Quem sabe em 2012?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-8415998529715000353?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/8415998529715000353/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=8415998529715000353&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/8415998529715000353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/8415998529715000353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2010/02/nesta-semana-o-hotel-fasano-e-o-studio.html' title='Nesta semana, o Hotel Fasano é o Studio 54'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-7216073182399457496</id><published>2010-02-05T08:26:00.000-08:00</published><updated>2010-02-05T08:33:07.968-08:00</updated><title type='text'>Apocalipse</title><content type='html'>&lt;a href="http://mtv.uol.com.br/trashblog/blog/geisy-arruda-transformada-em-lady-gaga"&gt;Geisy Arruda transformada em Lady Gaga&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saca a alegria da moça:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://mtv.uol.com.br/sites/all/files/6785/2010/02/01/geisy_gaga_post_1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 455px; height: 400px;" src="http://mtv.uol.com.br/sites/all/files/6785/2010/02/01/geisy_gaga_post_1.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-7216073182399457496?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/7216073182399457496/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=7216073182399457496&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/7216073182399457496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/7216073182399457496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2010/02/apocalipse.html' title='Apocalipse'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-3357266687104732873</id><published>2010-02-04T05:12:00.000-08:00</published><updated>2010-02-04T16:41:27.283-08:00</updated><title type='text'>Em Busca do Post Perdido</title><content type='html'>A falta de assunto e inspiração me fez sair por aí, desesperado, vestindo só cueca, chinelos e óculos escuros, atrás de novidades que eu pudesse comentar aqui no Schprreading Leisz (como eles falam na Polônia). Eu disse que atualizaria todo dia, não importa como. A seguir, você acompanha meu esforço claudicante em conseguir algo minimamente interessante para colocar no blog, sem apelar para a metalinguagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira notícia mais ou menos pop que eu achei foi que a Angélica, a lésbica gatinha do Big Brother, &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u689137.shtml"&gt;está apaixonada por uma mulher da casa&lt;/a&gt;. Achei melhor passar. Mas o pior estava por vir: logo depois, me deparei com uma foto do Sr. Orgastic fazendo um &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u688585.shtml"&gt;bolagato numa banana&lt;/a&gt;. Minha manhã não poderia ter começado pior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dez e quarenta e seis. Um mendigo ficou com pena dos meus trajes e me doou um sobretudo. Está frio, e a correria continua. Acesso os sites de música através de meu iPad 3g 967 Gb. A safra não é boa. Uma manchete, no entanto, chama minha atenção: &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://guia.uol.com.br/shows/ult10052u688362.shtml"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Ainda há ingressos para Beyoncé; Iced Earth se apresenta na mesma noite"&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;. Levando em conta que o público da maior diva da América nos últimos anos é o mesmo do Iced Earth, essa notícia deve ter esfarelado cérebros a granel. A dor da dúvida deve ser lancinante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não dói mais, porém, do que descobrir que, além de acabar com o AC/DC há quase 30 anos, Brian Johnson é tão complexado que acha que &lt;a href="http://musica.uol.com.br/ultnot/reuters/2010/02/03/vocalista-do-acdc-manda-roqueiros-pararem-com-sermoes-de-caridade.jhtm"&gt;artistas não devem conscientizar seu público&lt;/a&gt;. Como eu suspeitava, o mundo está mesmo dominado por cavalheiros e doutores, além de roqueiros super aptos para falar em público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onze e treze. Desisti. 04/02/2010 não vem sendo um dia bom para blogs. Melhor parar. Se não, o próximo passo é &lt;a href="http://www.decimobbb.blogspot.com/"&gt;analisar o BBB como um troço muito sério&lt;/a&gt;. Aí, como diria Caco Antibes, não há mais degraus a descer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-3357266687104732873?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/3357266687104732873/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=3357266687104732873&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/3357266687104732873'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/3357266687104732873'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2010/02/em-busca-do-post-perdido.html' title='Em Busca do Post Perdido'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-3250598044667606569</id><published>2010-02-02T12:57:00.000-08:00</published><updated>2010-02-02T13:05:28.075-08:00</updated><title type='text'>Grama Praiana</title><content type='html'>A idéia agora é atualizar o blog todo dia. Com isso, não só textos e análises rocambólicas serão postadas por aqui. O que eu quero mesmo é que você escute um monte de música, por isso inauguro hoje a sessão de playlist, aproveitando que conheci o tal do &lt;a href="http://grooveshark.com/"&gt;Grooveshark&lt;/a&gt; (grazie, &lt;a href="http://sinewave.com.br/"&gt;Elson&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O critério para a lista temática de hoje é um monte de som brisante que você gostaria de escutar na praia, chapado de cerveja, camarão e &lt;a href="http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/player.aspx?uf=2&amp;amp;contentID=96049&amp;amp;channel=47"&gt;queijinho&lt;/a&gt; com os amigos. Divirta-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="250" height="400"&gt; &lt;param name="movie" value="http://listen.grooveshark.com/widget.swf"&gt; &lt;param name="wmode" value="window"&gt; &lt;param name="allowScriptAccess" value="always"&gt; &lt;param name="flashvars" value="hostname=cowbell.grooveshark.com&amp;amp;widgetID=19912288&amp;amp;style=metal&amp;amp;bbg=20a124&amp;amp;bt=7da6b3&amp;amp;bfg=2c3d32&amp;amp;p=0"&gt; &lt;embed src="http://listen.grooveshark.com/widget.swf" type="application/x-shockwave-flash" flashvars="hostname=cowbell.grooveshark.com&amp;amp;widgetID=19912288&amp;amp;style=metal&amp;amp;bbg=20a124&amp;amp;bt=7da6b3&amp;amp;bfg=2c3d32&amp;amp;p=0" allowscriptaccess="always" wmode="window" width="250" height="400"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://listen.grooveshark.com/#/playlist/Grama+Praiana/24530000"&gt;Link direto.&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-3250598044667606569?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/3250598044667606569/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=3250598044667606569&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/3250598044667606569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/3250598044667606569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2010/02/grama-praiana.html' title='Grama Praiana'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-1411962808375805176</id><published>2010-02-01T05:48:00.000-08:00</published><updated>2010-02-01T19:02:37.842-08:00</updated><title type='text'>A cigarra Kashmir e a formiga Mew</title><content type='html'>Mesmo que eu tente ser o mais racional possível, a música ainda é capaz de me impor certas sensações que, tivesse eu um pouco mais de juízo, seriam evitadas a todo custo, combatidas até. Mas a gente não foge, aceita, gosta até.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplo claro, para mim: gostar da banda dinamarquesa &lt;a href="http://www.myspace.com/kashmiryeah"&gt;Kashmir&lt;/a&gt;. Que justo eu, o arrogante e auto-intitulado arauto do bom gosto, da sinceridade musical, da identidade, goste tanto de uma banda tão sem personalidade é um mistério daqueles. Ainda mais porque desta vez eles foram longe demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.rune-it.dk/images/more%20music/kashmir.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 425px; height: 374px;" src="http://www.rune-it.dk/images/more%20music/kashmir.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);"&gt;Kashmir&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;Veja se isso não te causa indignação: são quatro músicos; um deles é o maior poeta vivo  e um dos maiores guitarristas da Dinamarca, outro fez belas linhas de baixo e backing vocals ao longo dos 18 anos de banda, o terceiro é um baterista conceituado de funk e jazz e possui um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;molejo&lt;/span&gt; de dar inveja, enquanto o último entende o suficiente de música e produção musical para alavancar qualquer banda. Eles gravaram seu disco novo no Electric Lady, o estúdio do Jimi Hendrix. Além disso, foram produzidos por Andy Wallace (Nevermind, Reign in Blood, Grace) e tiveram um hiato de quatro anos e meio para preparar seu novo trabalho. Mesmo assim, pela quinta vez em suas carreiras, lançam um registro chupado de algum lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trespassers soa estranho para quem esperou de outubro de 2005 até hoje, porque justamente em outubro de 2005 o Kashmir mostrava ao mundo seu álbum com mais personalidade, No Balance Palace. Meia década mais experientes, era de se esperar que Kasper Eistrup e seus comparsas amplificassem a aventura do último disco em direção à perfeição, salpicada de novas influências e idéias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://userserve-ak.last.fm/serve/174s/40336271.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 174px; height: 174px;" src="http://userserve-ak.last.fm/serve/174s/40336271.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;As novas influências até estão ali, mas a (já exaustivamente repetida por aqui) personalidade não. Trespassers, na verdade, é um exercício de síntese/amálgama de tudo que tem influenciado as bandas indie que estouraram justamente nos últimos cinco anos. Algumas delas até chegaram ao estrelato total, como o Coldplay. Você ouve um pouco de pós punk, de shoegazer, de U2 no novo disco do Kashmir, coexistindo da mesma forma como coexistem nos inúmeros discos hypes que você escutou nos últimos tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como não me interesso nem um pouco por esses estilos, tudo isso poderia ter passado despercebido por mim. Só que o destino é traiçoeiro e, alguns dias atrás, ao chegar de volta a São Paulo, recebi uma encomenda da Dinamarca com o mais recente lançamento do Mew. No More Stories... é competentíssimo em reunir todas essas influências supracitadas e em fundi-las com um som próprio que consagrou a banda desde o sucesso Frengers, de 2003.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns maneirismos deles chegam a irritar (como disse um crítico da Slant Magazine, a banda não é reflexiva e inventiva como pensa, mas sua convicção é inspiradora), mas é absolutamente inegável que Mew soa sempre como Mew.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://playgroundboston.com/wp-content/uploads/2009/11/MEW.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 486px; height: 501px;" src="http://playgroundboston.com/wp-content/uploads/2009/11/MEW.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);font-size:78%;" &gt;Mew&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Apelando para a analogia com a fábula, é como se o Mew fosse a formiga e o Kashmir a cigarra. Os primeiros, infinitamente menos talentosos - o que não é nenhum demérito, uma vez que a maioria dos seres humanos me parece menos talentosa do que os integrantes do Kashmir - seguem com sua fervorosidade quase religiosa, lançando álbuns a cada dois anos, procurando refinar seu som e torná-lo uma marca registrada sem descambar para o lugar comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bigpondmusic.com/images/AlbumCoverArt/50/XXL/No-More-Stories-Are-Told-Today-Im-Sorry-They-Washed-Away-No-More-Stories-The-World-Is-Grey-Im-Tired-Lets-Wash-Away.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 255px; height: 255px;" src="http://bigpondmusic.com/images/AlbumCoverArt/50/XXL/No-More-Stories-Are-Told-Today-Im-Sorry-They-Washed-Away-No-More-Stories-The-World-Is-Grey-Im-Tired-Lets-Wash-Away.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Já a cigarra deita apoiada em seu talento e parece escolher a dedo, depois de intervalos preguiçosos de três ou quatro anos, o som mais apropriado para tornar grande seu próximo disco - no passado, elegeram o Pearl Jam e o Radiohead e desta vez, o Coldplay e o próprio Mew, que é, atualmente, a banda dinamarquesa de maior sucesso internacional. Longe de mim afirmar qualquer coisa (me identifico melhor com a especulação desleal!), mas a obsessão pelo sucesso do Kashmir mira alvos tão óbvios que parece totalmente deliberada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, numa dessas peculiaridades pessoais impostas a nós pela música, tão irascível e teimosa, cometi o crime de preferir o álbum da cigarra. Trespassers possui um clima de desolação árida que toca meu coração de uma forma engraçada. Mais que isso, seja como for, minha história com o Kashmir irá me perseguir para sempre, a identificação com a banda nunca vai deixar de existir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que o mundo não é regido pelas minhas preferências e um questionamento muito pertinente que você pode fazer é: quem é mais conhecido fora dos limites da pequena Dinamarca? Quem estará no festival de Coachella junto de Faith No More, Sly and The Family Stones, Thom Yorke, LCD Soundsystem e Them Crooked Vultures?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é. Como não poderia deixar de ser, a fábula estava certa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-1411962808375805176?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/1411962808375805176/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=1411962808375805176&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/1411962808375805176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/1411962808375805176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2010/02/cigarra-kashmir-e-formiga-mew.html' title='A cigarra Kashmir e a formiga Mew'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-494229794313878053</id><published>2010-01-29T14:50:00.000-08:00</published><updated>2010-01-30T17:59:06.796-08:00</updated><title type='text'>As 21 Melhores Músicas da Década (Passada)</title><content type='html'>21 músicas fundamentais dos anos 2000 para mim. Algumas foram hit, outras não, mas todas têm seu significado. Levei em conta sua representatividade pro mundo, também, e sua força como hit, como música capaz de falar com mais pessoas. Lógico que as idiossincrasias estão aí, mas você me perdoa, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu poderia ficar horas explicando cada uma, mas é complicado. Recomendo procurar as que você não conhece, de qualquer forma. É tudo puro amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, prometo que não volto a falar na década passada. Pra frente, Brasil!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21. No Need to Worry - Yeasayer (2008)&lt;br /&gt;20. Cordão da Insônia - Céu (2009)&lt;br /&gt;19. Fluorescent Adolescent - Arctic Monkeys (2007)&lt;br /&gt;18. The Fallen - Franz Ferdinand (2005)&lt;br /&gt;17. Turn the Page - The Streets (2002)&lt;br /&gt;16. Stillness is the Move - Dirty Projectors (2009)&lt;br /&gt;15. Steady, As She Goes - The Raconteurs (2006)&lt;br /&gt;14. I'm Your Torpedo - Eagles of Death Metal (2008)&lt;br /&gt;13. Dance, Dance - Fall out Boy (2005)&lt;br /&gt;12. Pavão Macaco - Wado (2009)&lt;br /&gt;11. There, There - Radiohead (2003)&lt;br /&gt;10. Everyone Nose (&lt;em&gt;All The Girls Standing In The Line For The Bathroom&lt;/em&gt;) - N.E.R.D. (2008)&lt;br /&gt;9. Umbrella - Rihanna (2007)&lt;br /&gt;8. Magrela Fever - Curumin (2008)&lt;br /&gt;7. Toxic - Britney Spears (2007)&lt;br /&gt;6. Viva La Vida - Coldplay (2008)&lt;br /&gt;5. Sentimental - Los Hermanos (2001)&lt;br /&gt;4. No One Knows - Queens of the Stone Age (2002)&lt;br /&gt;3. Sexyback - Justin Timberlake (2006)&lt;br /&gt;2. All My Friends - LCD Soundsystem (2007)&lt;br /&gt;1. Crazy - Gnarls Barkley (2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edição: O &lt;a href="http://sinewave.com.br/"&gt;Elson&lt;/a&gt; me mostrou o grooveshark.com, onde você pode fazer umas playlists, então fiz &lt;a href="http://listen.grooveshark.com/#/playlist/Rapadura+2000/23853661"&gt;esta aqui&lt;/a&gt; com as músicas do post. A única que não tinha no site era Pavão Macaco do Wado, então você pode dar uma olhada (e não só uma orelhada) nela aqui, no clipe que ele fez pra música.&lt;br /&gt;&lt;object width="380" height="200"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/fyMNekcjl6s&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/fyMNekcjl6s&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="295"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-494229794313878053?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/494229794313878053/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=494229794313878053&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/494229794313878053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/494229794313878053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2010/01/as-21-melhores-musicas-da-decada.html' title='As 21 Melhores Músicas da Década (Passada)'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-4187114666814427145</id><published>2010-01-24T15:03:00.000-08:00</published><updated>2010-01-25T06:30:31.782-08:00</updated><title type='text'>Eureka</title><content type='html'>Finalmente entendi: a principal influência do Gnarls Barkley não é musica negra, nem pirações eletrônicas/de produção. É o Black Sabbath.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Os instrumentais nóia e as letras sarcáticas, auto depreciativas, formam o mesmo clima sombrio, potencialmente austero, da primeira banda a colocar intenção macabra na música pop. Comprove no bruto exercício de repetição instrumental em Open Book e no clima de desilusão quase apática, a la Solitude, de Who's Gonna Save My Soul. Mesmo as melodias mais animadas, como Smiley Faces e Blind Mary ganham letras de ironia e desconsolo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="font-style: italic;" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://img.listal.com/image/425216/500full-gnarls-barkley.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 500px; height: 404px;" src="http://img.listal.com/image/425216/500full-gnarls-barkley.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0); font-style: italic;font-size:78%;" &gt;Os  Caras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta vez tenho certeza: a junção de Cee Lo com Danger Mouse não significa algo simples. Significa que o Universo venceu. Já estamos salvos, vai ficar tudo bem. Vamos dormir em segurança.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-4187114666814427145?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/4187114666814427145/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=4187114666814427145&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/4187114666814427145'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/4187114666814427145'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2010/01/eureka.html' title='Eureka'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-316766215483164057</id><published>2010-01-20T09:27:00.000-08:00</published><updated>2010-01-20T11:03:38.531-08:00</updated><title type='text'>E a Céu, Hein?</title><content type='html'>Se você é uma daquelas pessoas antenadas (e sonhadoras), que lembram de cor a escalação dos festivais gringos mesmo sem ter a mínima possibilidade de ir até um deles, já deve saber que a atração brasileira do Coachella é a Céu. Pra deixar tudo ainda mais bonito, hoje foi anunciado mais um show dela fora do país, desta vez no festival de Roskilde na Dinamarca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se nos Estados Unidos a Maria do Céu já tem uma moral alta, na Europa ela deve se dar ainda melhor. Muito porque europeu paga um pau pra música brasileira, ao mesmo tempo que gosta de novidades e misturas. E a Céu tem tudo isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, o processo já começou. Há algum tempo, o festival dinamarquês vem valorizando e incentivando as apresentações de world music nos seus domínios, mas confesso que não imaginava que colocariam a nossa nova diva num pedestal tão alto. Saca só como eles apresentam sua nova atração no site do festival:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Astrud Gilberto, Erykah Badu and Lauryn Hill, make room for Céu.  &lt;/span&gt;&lt;p style="font-style: italic;" class="bodytext"&gt;The beautiful, 30-year-old singer with the velvety voice has taken an international audience by storm. In fact, no Brazilian artist has gotten as far as Céu on the US Billboard chart since Astrud Gilberto and the by-now worn-out "The Girl from Ipanema". &lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic;" class="bodytext"&gt;Céu stands ready with a range of more modern signature tunes for the big country. Her pop music draws on both salsa, bossa nova and hip hop in a hot and sophisticated mix. &lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic;" class="bodytext"&gt;Welcome a crown princess of sunny pop music to the far North. The next time she visits these latitudes, she may very well have joined list of queens. &lt;/p&gt;Achei engraçado falarem de salsa ali no meio, mas a gente releva. Colocaram ela junto da Lauryn Hill, olha que preza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tudo der certo, a Céu vai abrir caminho para esse monte de gente que está fazendo musica boa por aqui, e pode até ser que a nossa cena finalmente role. Não faz sentido um som tão nosso, no entanto com um potencial tão pop e global, ficar escondido do resto do planeta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-316766215483164057?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/316766215483164057/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=316766215483164057&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/316766215483164057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/316766215483164057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2010/01/e-ceu-hein.html' title='E a Céu, Hein?'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-4882627917909294300</id><published>2010-01-14T12:40:00.000-08:00</published><updated>2010-01-19T21:10:35.405-08:00</updated><title type='text'>Os Anos 00 e Seus 15 Discos</title><content type='html'>Enfim acabaram os anos doismil. Foram dez anos importantes demais para a maioria das pessoas que lê isto aqui (na maioria, meus amigos, que não passam dos 30 e poucos anos). Claro, qualquer conjunto de dez anos são decisivos na vida de uma pessoa, a não ser que ela tenha estado em coma. Mas esta década em especial marcou a transição para a vida adulta para essas pessoas com quem eu convivo. Junto com isso houve discos que serviram como trilha sonora (é brega falar assim, eu sei) para todas as descobertas, conquistas e incontáveis decepções que passamos. Com isso, seria no mínimo pusilânime da minha parte, que tenho um blog musical, não enumerar meus 15 álbuns favoritos entre 2000 e 2009. Mesmo que com um certo atraso atraso, (a maioria das pessoas descoladas fez suas listas da década antes de 2009 acabar!) consegui juntar algumas coisas legais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de tudo, pensei em escrever uma pequena resenha para cada álbum listado aqui, mas seria uma perda de tempo daquelas. Além de ser inexplicável e injustificável o quanto os três primeiros lugares, por exemplo, significam para mim e o quanto eu gosto deles, meu ranking é, acima de tudo, irrelevante. Nunca terei o alcance da NME, da Rolling Stone, do Pitchfork com um blog desses. Por isso, optei por uma lista pessoal, idiossincrática, egoísta. E sem distinguir a música brasileira da música internacional, como é feito por aí. Metade por acreditar que música não tem barreiras de nacionalidade e metade por ainda me considerar imperdoavelmente ignorante em relação à música do nosso país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas listas maiores, por conta de seus inúmeros votantes, acabaram, de certa forma, no lugar comum, resumindo bem o que foi a década (e esse clichê tem sua óbvia importância): uma frente indie, metida a eclética, que podia misturar Kraftwerk com Erkin Koray e uma ascenção do Hip Hop semelhante à do rock nos anos 70, que resultou em experimentações e junções pouco óbvias, além de uma cena underground cada vez mais forte. O quadro Hip Hop x Indie já aparecia lá pela década de 80, quando os primeiros raps políticos eram a alternativa ao post punk afetado. Se é verdade que a moda gira num ciclo de 20 anos, tudo se encaixa direitinho aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoalmente, foi o período em que tudo começou. Dos dez aos vinte anos, descobri muita coisa e aceitei que não sou nenhum universo particular, nenhuma Entidade Especial, como a gente tende a pensar em algum ponto da puberdade. Dito isso, observe como a minha lista pessoal é calcada em poucos estilos musicais, como estou sujeito ao que é popular, como meu primeiro lugar é especialmente óbvio para quem me conhece ou acompanha este blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, foi possível me enredar por muitos caminhos, movimentos, épocas. Tudo isso por causa da ação fundamental da internet, particularmente a tal web 2.0. As infinitas ferramentas possibilitaram que nos livrássemos das últimas amarras de uma era em que ouvir mais de uma coisa era feio. Em suma, se musicalmente houve pouca novidade nos anos 2000, com as novas mídias, pudemos assimilar definitivamente o legado do nosso passado. O CD (e as mídias em geral) morreu, mas cada vez mais música é disponibilizada, a cada semana eu fico sabendo de um artista obscuro que foi fundamental para que tal banda ou movimento existisse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois exemplos fáceis para te convencer que acabamos de passar pela "Década da Síntese": nenhuma cantora pop trouxe uma revolução como a Madonna nos anos 80 e na verdade, todas elas seguiram à risca os paradigmas estabelecidos pela mãe da Lourdinha. Só que, mesmo assim, com suas curvas, sensualidade e até mesmo por causa das maiores facilidades para produzir música pop, a Beyoncée dá UM PAU na Madonna. Ela foi capaz de absorver os ensinamentos da predecessora, juntar com sua sexualidade gritante, uma estética Hip Hop pré-estabelecida e fez mágica. Alguém acha o clipe de Erotica mais sexy do que Naughty Girl? Eu não, hein.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo exemplo trata dos "comebacks" de bandas que não param de ser anunciados desde 2007, mais ou menos. Algumas delas ainda não estavam separadas por seis anos completos (Blink 182). Isso significa que, agora, mais gente escuta e entende coisas tipo bandas de Shoegaze (eu, por sorte, sou ignorante o suficiente para continuar detestando) e que, sem gastar dinheiro com CDs e LPs, as pessoas vão a mais shows, tornando a turnê de uma banda já quase esquecida algo rentável. Significa também que royalties não sustentam mais nenhum marmanjo e que voltar com sua banda antiga pode garantir uns trocados. Por isso também que os anos 2000 foram os anos dos workaholics, a década do trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha visão é essa. Não tenho muitas referências para trabalhar, uma vez que sou só um moleque de 1989. De qualquer jeito, só descobriremos o que valeu a pena e o que vingou daqui mais dez anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem mais delongas, a lista:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;15. Silverchair - Diorama (2002)&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.duckykuek.com/DKMA/images/2002/Diorama.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 230px; height: 230px;" src="http://www.duckykuek.com/DKMA/images/2002/Diorama.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;14. Yeasayer - All Hour Cymbals (2008)&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://nextplateau.files.wordpress.com/2007/12/all-hour-cymbals.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 230px; height: 230px;" src="http://nextplateau.files.wordpress.com/2007/12/all-hour-cymbals.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;13. Twilight as Played by The Twilight Singers (2000)&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_v1i2zndq4-c/RmCeVaZ-mXI/AAAAAAAAAL8/hp_GrwAbgcY/s320/51HnHWu1xmL._SS500_.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 230px; height: 230px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_v1i2zndq4-c/RmCeVaZ-mXI/AAAAAAAAAL8/hp_GrwAbgcY/s320/51HnHWu1xmL._SS500_.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;12. Mark Lanegan Band - Bubblegum (2004)&lt;/span&gt; &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://dkpresents.files.wordpress.com/2008/09/bubblegum3-savvas.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 230px; height: 230px;" src="http://dkpresents.files.wordpress.com/2008/09/bubblegum3-savvas.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;11. Elliott Smith - Figure 8 (2000)&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_zkokSwhXOGg/RpPj7Ty38EI/AAAAAAAAAD8/ms9OLRjDoWw/s320/ElliottFigure8.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 230px; height: 230px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_zkokSwhXOGg/RpPj7Ty38EI/AAAAAAAAAD8/ms9OLRjDoWw/s320/ElliottFigure8.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;10. LCD Soundsystem - Sound of Silver (2007)&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://cunm.net/mp3locker/LCDSoundsystemSoundofSilver_1F3/LCD_Soundsystem__Sound_of_Silver.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 230px; height: 230px;" src="http://cunm.net/mp3locker/LCDSoundsystemSoundofSilver_1F3/LCD_Soundsystem__Sound_of_Silver.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;9. Curumin - Japan Pop Show (2008)&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.thisblogisamovie.com/blog/wp-content/uploads/2009/01/curumin-japan-pop-show.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 231px; height: 229px;" src="http://www.thisblogisamovie.com/blog/wp-content/uploads/2009/01/curumin-japan-pop-show.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;8. The Streets - Original Pirate Material (2002)&lt;/span&gt; &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://ghostradio.files.wordpress.com/2009/08/originalpiratematerial.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 230px; height: 230px;" src="http://ghostradio.files.wordpress.com/2009/08/originalpiratematerial.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;7. Death From Above 1979 - You're a Woman, I'm a Machine (2004)&lt;/span&gt; &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.thisisfakediy.co.uk/images/uploads/yourea300.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 230px; height: 230px;" src="http://www.thisisfakediy.co.uk/images/uploads/yourea300.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;6. Los Hermanos - Ventura (2003)&lt;/span&gt; &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.oesquema.com.br/trabalhosujo/wp-content/uploads/gardenal/ventura-loshermanos.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 230px; height: 230px;" src="http://www.oesquema.com.br/trabalhosujo/wp-content/uploads/gardenal/ventura-loshermanos.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;5. Gnarls Barkley - The Odd Couple (2008)&lt;/span&gt; &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://klap4music.com/images/theoddcouple.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 230px; height: 230px;" src="http://klap4music.com/images/theoddcouple.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;4. Kashmir - Zitilites (2003)&lt;/span&gt; &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_y5Ht8LUez9Y/SfzSmdAJPBI/AAAAAAAAAIY/WihyuLG8hCI/s320/33-image.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 230px; height: 230px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_y5Ht8LUez9Y/SfzSmdAJPBI/AAAAAAAAAIY/WihyuLG8hCI/s320/33-image.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3. Radiohead - Kid A (2000)&lt;/span&gt; &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ta08ZcZzX-k/Syd_xWv1YZI/AAAAAAAABaM/QOr9Zo1o3vE/s320/Kid-A.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 230px; height: 230px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ta08ZcZzX-k/Syd_xWv1YZI/AAAAAAAABaM/QOr9Zo1o3vE/s320/Kid-A.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2. John Frusciante - Shadows Collide With People (2004)&lt;/span&gt; &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://cdmallimage.bugs.co.kr/shop/upload/mall/j1335_l.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 230px; height: 230px;" src="http://cdmallimage.bugs.co.kr/shop/upload/mall/j1335_l.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1. Queens of the Stone Age - Songs for the Deaf (2002)&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.lyricblender.com/album_art/43169_songs-for-the-deaf.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 300px;" src="http://www.lyricblender.com/album_art/43169_songs-for-the-deaf.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-4882627917909294300?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/4882627917909294300/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=4882627917909294300&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/4882627917909294300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/4882627917909294300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2010/01/os-anos-00-e-seus-15-discos.html' title='Os Anos 00 e Seus 15 Discos'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_v1i2zndq4-c/RmCeVaZ-mXI/AAAAAAAAAL8/hp_GrwAbgcY/s72-c/51HnHWu1xmL._SS500_.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-2551472504225702312</id><published>2010-01-10T07:00:00.001-08:00</published><updated>2010-01-10T19:26:32.883-08:00</updated><title type='text'>12 Horas</title><content type='html'>4 anos escrevendo aqui. Que merda de desocupado eu sou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, aniversário e quem ganha o presente é você. Escrevi esse continho dia desses. Não está lá muito bom, eu não tenho lá muito estilo, mas é o que tem. Beijo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Nove e trinta e três. Ela me perguntou onde estava o escorredor de macarrão. Pro inferno, eu disse, nem sabia que nós tínhamos um! Foi a gota d’água para mim, peguei o carro e fui embora. Parece pouca bosta, mas nós estávamos brigando e toda vez que ela decidia fingir uma personalidade passiva-agressiva, eu estourava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;E eu estava errado. Na maioria das vezes estou errado, demora menos de 5 minutos para eu perceber que estou falando asneira e que não poderia estar mais equivocado. Só que, uma vez engajado na discussão, agarrado pela necessidade de sair por cima, não posso desistir. Ela sabe disso e desiste primeiro, pergunta sobre escorredores de macarrão, revistas e se vai chover, deliberadamente, como se nada estivesse acontecendo.  Maldita, me tira do sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Normalmente, demoro os mesmos 5 minutos para deixar para lá. A esta altura, o normal era já ter voltado pra casa, olhar sereno, quase achando graça. Já teve até vez que voltei com flores, que me renderam uma trepada de reconciliação bastante proveitosa. Dessa vez, no entanto, um rancor esquisito tomou conta de mim. Sempre tive medo de rancor, não queria ficar como meus pais, que faziam uma briga durar um mês, que estavam sempre remoendo suas raivas e arrependimentos. Mesmo assim, continuei dirigindo até o outro lado da cidade. Parei numa loja de conveniência e comprei o diário de esportes. Pouco mais de um real por notícias que eu já tinha lido mais cedo. É a força do hábito ou é burrice?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto faz, parei no bar e pedi uma Brahma. Podia com Bohemia, Original, mas algo me dizia que era dia de Brahma. Depois dessa primeira, vieram a segunda, a terceira e a quarta, todas de 600ml. Meia noite e dezessete ela me ligou. Não discuti, disse que estava bem e que não sabia que horas ia voltar. Disse também que não tinha ido pro puteiro (achei um absurdo que desconfiasse disso, não fazia meu estilo ir pro puteiro de birrinha - ainda que já tivesse dado minhas escapadas antes), mas que se ela continuasse a encher o saco, eu pegava e ia pra zona. Monte de bravatas, ainda sou imaturo o suficiente para esse tipo de coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei por que brigamos tanto. Quando a conheci, me pareceu a mulher mais bonita que eu já tinha visto e falávamos e queríamos e queríamos falar das mesmas coisas. Depois deu tudo meio errado, era compatibilidade demais, talvez. Ou talvez tenham sido as barrigas. Deus – nós éramos tão mais bonitos antes! No caso dela, pode ter sido a bebê. As mulheres ficam lindas depois de virarem mães... mas ela nunca emagreceu. Acho que é um tipo de futilidade da alma, mas todo mundo quer uma miss mundo ou um mister universo.  A verdade definitiva sobre a humanidade? Nós sempre nos achamos grande coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que não foi só isso. Foi o emprego dela, e o meu também, as discordâncias em relação à bebê, meus amigos grosseiros. Enfim. Depois cansei de beber. Não vejo graça em beber sozinho, nem acho bonito ser alcoólatra. Paguei a conta, saí, duas e cinqüenta. Hora de voltar para casa. Elas já estariam dormindo. Mas não parecia certo. Andei pela rua, voltei para o carro, bêbado, mas consciente, em totais condições de guiar. No final, dirigi até o porto e parei. Acabei dormindo e acordei com a buzina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nove e quinze. Ninguém veio encher meu saco. Também, era domingo e o porto estava vazio. Morar “perto do mar” foi idéia dela. Maldita. Nove e trinta e três. Trinta e dois anos. Cada vez menos cabelo. Ainda dentro do carro, lesado, um dos meus amigos grosseiros liga. Nove e meia não é hora de gente direita ligar, mas o bom senso inexiste. Me chamou para jogar bola. “Jogar bola”! Nesta idade! Sou muito moleque mesmo. Aceitei, porque a ressaca hoje é piedosa (e parece que sempre foi assim). Voltei para casa, ela fingiria que não aconteceu nada. Almoçaríamos. Mais tarde, cerveja e futebol; a vida não estava ganha, mas quase.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-2551472504225702312?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/2551472504225702312/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=2551472504225702312&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/2551472504225702312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/2551472504225702312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2010/01/12-horas.html' title='12 Horas'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-3174839780184193307</id><published>2010-01-07T00:02:00.000-08:00</published><updated>2010-01-07T07:05:37.389-08:00</updated><title type='text'>Top 10 2009 - Os Discos (parte 3)</title><content type='html'>Esqueci da última parte e fui viajar. Perdão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faltaram resenhas mais legais pros três primeiros lugares, mas escrevi isso na pressa, às seis da manhã. Por outro lado, quanto melhor um álbum, menos você precisa explicar porque ele é bom. Ruim mesmo só foi descobrir tarde demais que For Long Tomorrow, da banda japonesa &lt;a href="http://www.myspace.com/toemusic"&gt;Toe&lt;/a&gt;, merecia estar neste top 10.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3. Dirty Projectors - Bitte Orca&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://stereogum.com/img/dirty_projectors-bitte_orca-art.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 285px; height: 285px;" src="http://stereogum.com/img/dirty_projectors-bitte_orca-art.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Loucura as vozes das vocalistas Amber Coffman e Angel Deradoorian. Mais loucura ainda as composições de Dave Longstreth, também vocalista e líder da banda. Maluquice total, um negócio até meio desconfortável, inadeqüado, misturado com as melodias mais bonitas do ano. Dirty Projectors representa uma face mais "orgânica" da cena do Brooklyn, mas com as mesmas inovações dos "eletrônicos" Animal Collective e Apes &amp;amp; Androids, mais belas vozes, mais títulos estranhos e duas minas lindas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me parece o bastante. A trinca Stillness is the Move, Two Doves e Useful Chamber vale a orelhada atenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2. Wado - Atlântico Negro&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://farpas.files.wordpress.com/2009/08/capa-atlantico_negro.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 285px; height: 285px;" src="http://farpas.files.wordpress.com/2009/08/capa-atlantico_negro.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Além de ter escrito a música do ano - Pavão Macaco - o &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Barriga-verde"&gt;barriga verde&lt;/a&gt;/alagoano Wado me cativou por não se valer daquela coisa de usar "música regional" para ser respeitado. Pode até ter carimbó, afoxé, whattafuck, mas o mais legal em Atlântico Negro (e em todo o trabalho do Wado, em geral) é que essas coisas são apenas parte da diversão. As melodias, estruturas e roupagem pop falam por si, transcendendo a dinâmica "regional", "brasileira".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outras palavras, Wado é genuinamente brasileiro sem apelar para a demagogia ufanista "vamos valorizar a música nacional". Porque legal mesmo é fazer um troço universal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Some isso ao português hilário do começo do disco que me faz rir e uma das capas mais bonitas do ano e você tem o segundo lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1. Them Crooked Vultures - Them Crooked Vultures&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_3-zZ01SPIuk/Swi9sN8b-ZI/AAAAAAAAERE/k_5OqKVhIpA/s320/Them+Crooked+Vultures+-+Them+Crooked+Vultures.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 285px; height: 282px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_3-zZ01SPIuk/Swi9sN8b-ZI/AAAAAAAAERE/k_5OqKVhIpA/s320/Them+Crooked+Vultures+-+Them+Crooked+Vultures.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;David Eric Grohl. John Paul Jones. Joshua Michael Homme. Tá bom, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficou abaixo do que a gente esperava? Ficou. Mas melhora a cada audição. E num ano sem nenhum grande destaque, não tem como virar as costas pra eles (não sem levar um pescotapa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra finalizar, a melhor frase de 2009 está no disco: "if sex is a weapon, then smash! boom! pow!"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-3174839780184193307?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/3174839780184193307/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=3174839780184193307&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/3174839780184193307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/3174839780184193307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2010/01/top-10-2009-os-discos-parte-3.html' title='Top 10 2009 - Os Discos (parte 3)'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_3-zZ01SPIuk/Swi9sN8b-ZI/AAAAAAAAERE/k_5OqKVhIpA/s72-c/Them+Crooked+Vultures+-+Them+Crooked+Vultures.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-7068143182484075760</id><published>2009-12-27T17:56:00.000-08:00</published><updated>2009-12-27T19:18:22.358-08:00</updated><title type='text'>Top 10 2009 - Os Discos (parte 2)</title><content type='html'>&lt;span&gt;E &lt;/span&gt;&lt;span&gt;aí? VAMOS LÁ, RAPAZEADA??&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;A segunda parte ficou mais indie. Mas hoje em dia, quem é que consegue fugir disso?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;7. Animal Collective - Merriweather Post Pavilion&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://cdn.pitchfork.com/images/original/146944.146724.merriweather_0.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 285px; height: 285px;" src="http://cdn.pitchfork.com/images/original/146944.146724.merriweather_0.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O que eu mais gosto no Animal Collective é sua habilidade com os barulhinhos. Como uma banda só com alguns sintetizadores e outros brinquedos eletônicos e uma guitarra (pelo menos foi isso que eu vi ao vivo) pode fazer um som tão completo e popular continua sendo um mistério para mim. Mas mais do que isso, evidencia uma genialidade que está mais baseada em usar os aparatos eletrônicos da forma certa do que num feeling musical "puro", como acontecia antigamente. Resumindo, o Animal Collective faz a música do futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não bastasse isso, Merriweather Post Pavilion é o disco de 2009 da maior banda da geração &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Hipster_%28contemporary_subculture%29"&gt;hipster&lt;/a&gt; americana, que tornou-se mais conhecida neste ano e tem tudo para crescer ainda mais em 2010. Mesmo deixando tudo isso de lado, My Girls destrói tudo e sozinha já meio que garantiria um lugar aqui para a banda. Agora que o &lt;a href="http://kurtylovesyou.blogspot.com/2009/12/o-disco-novo-do-yeasayer-e-um-belo.html"&gt;Yeasayer foi pro saco&lt;/a&gt;, é minha aposta no meio indie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;6. Arctic Monkeys - Humbug&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://colunistas.ig.com.br/tiagoagostini/files/2009/07/humbug.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 285px; height: 285px;" src="http://colunistas.ig.com.br/tiagoagostini/files/2009/07/humbug.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Andam responsabilizando o - opa! - produtor Joshua Homme pela mudança drástica no som do Arctic Monkeys, mas desde 2008, com o disco de estréia do Last Shadow Puppets, Alex Turner já apontava para onde queria seguir. Desde o título, Humbug, o novo trabalho da banda de Sheffield é diferente. Um amigo meu chegou a dizer que esperava alguma coisa como 'The Rocambolic King of the Cobra Slaves From Kuala Lumpur', ou algo tão &lt;span style="font-style: italic;"&gt;estrogonófico&lt;/span&gt; quanto. Porém, com uma palavra antiga que significa farsa, a banda nomeia um disco tão discreto e oblíquo quanto possam querer sugerir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Humbug, portanto, a tarefa de Josh Homme foi canalizar toda a vontade de mudar e emprestar alguns timbres classudos ao Arctic Monkeys. O resultado é uma mistura de Last Shadow Puppets com o clima meio sinistro dos últimos trabalhos de Homme, mais a piscadela insolente dos macacos ingleses. My Propeller, Dangerous Animals, Dance Little Liar e Pretty Visitors são os melhores expoentes dessa brisa toda. &lt;a href="http://kurtylovesyou.blogspot.com/2009/06/como-imitar-lester-bangs.html"&gt;Não se acanhe&lt;/a&gt;, hoje em dia já é chique ceder ao hype.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;5. Pearl Jam - Backspacer&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bloodypop.com/wp-content/uploads/2009/09/backspacer-cover11.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 278px; height: 286px;" src="http://bloodypop.com/wp-content/uploads/2009/09/backspacer-cover11.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eu bem que achava que um hiato faria bem ao Pearl Jam, mas não imaginava que o resultado chegaria ao nível de Backspacer. O nono disco da minha ex-banda-favorita-de-todos-os-tempos é basicamente o que eles estavam meio que tentando fazer há quase 10 anos. Se a inspiração para experimentações introspectivas - como Sometimes e Sleight of Hand - e épicos tipo Rearviewmirror parece ter acabado (ou foi uma escolha deliberada? É minha maior dúvida em relação ao Pearl Jam), que pelo menos eles fizessem bons trabalhos com os punks mezzo pop mezzo anos 80 que vinham tentando fazer. Porque o "Abacate" (o auto-intitulado "Pearl Jam"), de 2006 trazia alguns belos fiascos, tipo "tio, pare de passar vergonha". Como é que se diz hoje em dia? "Fail", não é? Desta vez, no entanto, deu certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira metade do álbum traz músicas rápidas e vigorosas que podem até se equiparar a clássicos da banda como MFC e Hail, Hail. Minhas favoritas são Got Some e Johnny Guitar. Depois, há uma sequência de experiências bem-sucedidas, como a valsinha Speed of Sound e o crescendo emocionado de Untought Known. Ainda arrumaram espaço para um marketing pessoal de Eddie Vedder: as duas baladas do disco são cópia exata do estilo musical (folk? ukulele-rock?) de seu disco solo, mas isso não atrapalha. Pelo contrário, são belas melodias que completam o disco direitinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim, o principal mérito de Backspacer foi me fazer voltar a respeitar o Pearl Jam. E tomara que continue assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;4. Danger Mouse and Sparklehorse Present: Dark Night of The Soul&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://youcringe.files.wordpress.com/2009/08/albumthumb_3838_danger-mouse-sparklehorse-dark-night-of-the-soul-2009.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 285px; height: 285px;" src="http://youcringe.files.wordpress.com/2009/08/albumthumb_3838_danger-mouse-sparklehorse-dark-night-of-the-soul-2009.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Deus abençoe Brian Joseph Burton. Se no ano passado ele conseguiu soltar o melhor álbum de 2008 e um dos melhores da década com o Gnarls Barkley, em 2009 não fez nem um pouco feio. Desta vez, junto com Sparklehorse (e perdoem eu não saber nada sobre o cara e nem até onde vai sua participação no projeto) e com projeto gráfico de David Lynch, Danger Mouse se embrenhou por caminhos diferentes do mundialmente famoso Gnarls Barkley. Dark Night of The Soul é mais maluco, mais nóia, mais sombrio, mas também é mais Beatles pós-67, as sensações de amor, angústia e sensualidade alternando e misturando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para viabilizar essa piração, algumas pessoas foram chamadas: Iggy Pop (cantando, oportunamente, que é uma mistura de deus e macaco), Flaming Lips, Nina Persson, Julian Casblancas, e mais um monte de gente diferente que contribui para essas oscilações esquizofrênicas de humor ao longo do álbum. Inclusive, com seu suicídio recente, a participação de Vic Chesnutt, a mais desconfortável e misantropa de todas,  fica parecendo um tipo de despedida macabra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas antes de tudo, o que mais chama atenção é o bom gosto do trabalho e a sua coerência. Não surpreende. Há pouco tempo, Danger Mouse foi considerado o melhor produtor da década pela Paste Magazine e agora prepara Broken Bells, com o carinha do The Shins (que canta uma das melhores em Dark Night of the Soul). Já temos um candidato a melhor álbum de 2010.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-7068143182484075760?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/7068143182484075760/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=7068143182484075760&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/7068143182484075760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/7068143182484075760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2009/12/top-10-2009-os-discos-parte-2.html' title='Top 10 2009 - Os Discos (parte 2)'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-2203088010053680363</id><published>2009-12-26T10:50:00.000-08:00</published><updated>2009-12-26T11:29:40.254-08:00</updated><title type='text'>Top 10 2009 - Os Discos (parte 1)</title><content type='html'>Neste ano, além de demorar para elaborar minha lista final de melhores do ano, resolvi dedicar uma resenha mais caprichada para cada um dos eleitos. Por isso, dividi a postagem em 3 partes e espero que a segunda já seja publicada amanhã. Depende da minha capacidade de escrever as coisas. Complicado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não achei 2009 um bom ano, nem de longe. Pode ser porque ouvi pouca coisa (sendo que no final acabei correndo para ouvir alguns lançamentos e quatro discos listados aqui eu só fui ouvir no último mês).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que precisava ter escutado mais hip hop e música brasileira, mas a vida continua. Flaming Lips, Pelican e Dizzee Rascal provavelmente teriam entrado se eu tivesse ouvido seus lançamentos. Black Drawing Chalks e Cidadão Instigados não me enganaram (muito por causa dos seus vocalistas;  já vi os instrumentistas de ambas as bandas ao vivo e é coisa fina). Emicida lançou uma mixtape, que hoje em dia já é disco, longa demais e só por isso não entrou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mãos à obra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;10. Céu - Vagarosa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_z87UHgd3g40/Sopt86t2BAI/AAAAAAAABQ8/oIGSlLwc7Y4/s400/Ceu-Vagarosa.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 290px; height: 258px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_z87UHgd3g40/Sopt86t2BAI/AAAAAAAABQ8/oIGSlLwc7Y4/s400/Ceu-Vagarosa.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Ainda que uma menina como a Céu cantando "cumadji", como se alguma vez na vida já tivesse proferido essa palavra, me incomode de leve, e essa "brasileiridade" resgatada pela turminha mpb da Vila Madalena/Lapa me pareça ligeiramente falsa, nada disso é capaz de macular a qualidade de um disco como Vagarosa. Cangote, Bubuia e Cordão da Insônia, num mundo justo, teriam cada uma um clipe maravilhoso que passaria o dia inteiro na MTV (se bem que não tem lá muito sentido reclamar disso, a Céu é conhecidíssima hoje em dia).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que o álbum não fosse bom desse jeito, ousado instrumental e estilisticamente como é, dois motivos ainda me deixariam inclinado a arrumar um lugar para a cantora nesta lista. O primeiro é puramente temporal, quase técnico: não incluir algum representante dessa cena em que ela se encontra (a mesma em que estão Curumin, Kassin, Thalma e até rappers como Emicida e Kamau) seria virar as costas para o inegável: a música brasileira está renascendo - e com criatividade. O outro motivo é meramente masculino. Como disseram por aí (acho que foi o &lt;a href="http://www.oesquema.com.br/trabalhosujo/"&gt;Alexandre Matias&lt;/a&gt;), a Céu não se identifica com o estereótipo da cantora de mpb durona e sapatão. Ela está mais para a irmã gatinha do seu amigo que fuma maconha e escuta os CDs de reggae do irmão mais velho. Aí meu coração amolece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;9. Slayer - World Painted Blood&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://zuriz.files.wordpress.com/2009/11/slayer-world.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 285px; height: 285px;" src="http://zuriz.files.wordpress.com/2009/11/slayer-world.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Como achei 2009 um ano ligeiramente fraco, nada mais natural que um som familiar figurar numa lista de melhores do ano. É meio que uma salvaguarda, para garantir que o ano não seja um fiasco total, na retrospectiva. Vejo o Slayer como mais uma daquelas bandas que fazem sempre o mesmo disco, mas com a vantagem de não terem tido substituições de músicos equivocadas tipo o AC/DC e de suas tentativas de variação sempre acabarem sendo muito classe (diferente de um Kiss da vida). Quer dizer, Dead Skin Mask não é um troço do caralho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa linha de pensamento, World Painted Blood encaixou direitinho em 2009. É Slayer puro, pesado e com Tom Araya cantando como nunca, mesmo beirando os 50 anos. E eu valorizo demais uns tiozões tocando thrash metal sem parecerem ridículos (o Kerry King meio que é ridículo, mas a gente finge que não vê).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;8. Mastodon - Crack The Skye&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://jerkmag.files.wordpress.com/2009/03/crack-the-skye-cover.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 285px; height: 285px;" src="http://jerkmag.files.wordpress.com/2009/03/crack-the-skye-cover.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Quando ouvi Mastodon pela primeira vez, achei que era a salvação do heavy metal, ou pelo menos a prova de que havia massa cinzenta em algum lugar dele. O crítico Simon Reynolds, pelo visto, concordava comigo e chegou a comparar a vertente em que o Mastodon se encontrava como o equivalente ao post punk nos anos 80. Faz todo o sentido, uma vez que o metal hoje em dia é desprezado por sua característica exageradamente solipsista, ou seja, por se fechar em guetos intransponíveis (e raramente o interesse de penetrar esses guetos é despertado numa pessoa "de fora"). Essa exclusão causa sentimentos pessimistas quase idênticos aos dos punks sentimentais do início dos 80. Em suma, o chamado "metal progressivo" tem o papel que o indie tinha antes de se tornar produto de massa via as piores bandas da história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O último do Mastodon, Crack The Skye, parte de onde seu antecessor, Blood Mountain, parou. Explico: o álbum de 2006 começa impiedosamente bruto, pesado, os 12 braços do baterista judiando a bateria. Conforme vai avançando, vai ficando mais etéreo, cada vez mais viajandão. Até as participações especiais mostram isso. Scott Kelly, do Neurosis, Josh Homme, do QotSA, Cédric Bixler-Zavala e Ikey Owens, do Mars Volta, na ordem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crack The Skye é exatamente a mistura perfeita do começo e do final de Blood Mountain e é tão bem resolvido que chega a ser claramente pop (tão pop quanto o metal pode ser). Atente para Oblivion, Divinations e o épico dividido em quatro partes The Czar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-2203088010053680363?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/2203088010053680363/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=2203088010053680363&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/2203088010053680363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/2203088010053680363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2009/12/top-10-2009-os-discos-parte-1.html' title='Top 10 2009 - Os Discos (parte 1)'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_z87UHgd3g40/Sopt86t2BAI/AAAAAAAABQ8/oIGSlLwc7Y4/s72-c/Ceu-Vagarosa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-5604158763504741657</id><published>2009-12-11T18:05:00.000-08:00</published><updated>2009-12-11T19:15:44.183-08:00</updated><title type='text'>O Novo Trabalho do Yeasayer é um Belo Cocozão.</title><content type='html'>Falando sério: estou de luto pelo Yeasayer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque parece que eles não assimilaram esse hype todo em cima das bandas do Brooklyn e quiseram fazer alguma coisa estranha que no fim é só ruim. Essa coisa se chama Odd Blood, seu segundo disco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gosto de Apes &amp;amp; Androids, de MGMT, Dirty Projectors e Animal Collective (que, se não é da cena hipster do Brooklyn geograficamente, está lá com o coração) assim como gostava do Yeasayer de All Hour Cymbals, justamente pelo fato de cada uma ser diferente da outra! Todas com o mesmo jaco colorido e o Nike Dunk de cadarço fluorescente, mas cada uma com uma contribuição diferente, numa mistura doida e improvável, do eletropop-lucio-ribeiro (MGMT) à freakagem sensível (Dirty Projectors).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Triste que o caminho que o Yeasayer escolheu pra capitalizar na visibilidade dessa cena hipster tenha sido misturar um pastiche oitentista/pós punk nas suas camadas de sintetizadores. As mesmas que casavam tão bem com aquela doideira world music cheia de ecos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega a me ofender que uma música ridícula como Love Me Girl seja da banda que eu tinha certeza absoluta que seria a melhor banda dos anos 10 (anos 10 é muito classudo, né?). Daquelas que ninguém dá bola, mas que quem escuta sabe que é fodida. Tipo, em outras palavras, o Yeasayer tinha tudo pra ser a "minha" banda. Sem nenhuma síndrome de underground aqui, só estou externando aquele egoísmo que todo ser humano sente o tempo todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de Love Me Girl, temos ainda Madder Red como música muito ruim. Fora isso, quase todo o resto é simplesmente plástico descartável (mas lembre-se, as pessoas boas reciclam). Boas mesmo, só Ambling Alp e O.N.E. Mesmo assim, não representam o que a unhinha do dedinho carcomido de Wait for the Wintertime (ou No Need to Worry) respresenta. E, numa comparação ainda mais direta, é uma afronta que Griselda seja a faixa de encerramento, quando a banda já teve uma música-epifania do nível de Red Cave fechando um álbum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez o problema seja a comparação com All Hour Cymbals, a estréia do grupo. Tudo daquele disco parece superior a Odd Blood, e isso é sempre um problema gravíssimo. Talvez a produção desse segundo disco seja melhor, mas até aí, era o Bob Dylan que dizia que uma canção boa não dependia de produção ou algo parecido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja como for, é besteira ficar chorando as pitangas, se martirizando. "Olhem pra mim, a minha principal aposta mandou mal pra dedéu, olhem como sou azarado!". Não. O caminho é escutar All Hour Cymbals esperando que o terceiro disco seja legal. Se não der certo, aí sim é hora de desistir e seguir em frente. A próxima cena sinishhhtra pode ser aquela dos subúrbios de Kiev.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E essa é uma lição valiosíssima, crianças!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-5604158763504741657?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/5604158763504741657/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=5604158763504741657&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/5604158763504741657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/5604158763504741657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2009/12/o-disco-novo-do-yeasayer-e-um-belo.html' title='O Novo Trabalho do Yeasayer é um Belo Cocozão.'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-6307446021073726226</id><published>2009-11-16T10:18:00.000-08:00</published><updated>2009-11-16T13:29:45.496-08:00</updated><title type='text'>Só Iggy Pop Importou no Planeta Terra</title><content type='html'>Já perdi o timing, obviamente, mas é de bom tom registrar a primeira - e provavelmente última - vez que eu vi James "his Igness" Osterberg ao vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Pensando bem, o lineup do Planeta Terra costuma ser uma merda. É direcionado pros indies mais babões e inadequados, daqueles que você evita encarar nos olhos quando cruza na Augusta para não virar pedra. Em 2008, eu fui porque ganhei um ingresso de graça do doce &lt;a href="http://twitter.com/Shepones"&gt;Shepa&lt;/a&gt; e tinha Curumin. Sério, de todos aqueles nomes, eu fui pra ver o Luciano Albuquerque, que toca toda semana na esquina de casa. Tive a sorte de fazer um &lt;a href="http://guerrainletto.blogspot.com/"&gt;puta amigo&lt;/a&gt;, ver um puta show do Curumin e descobrir uma puta banda (o Animal Collective). E a organização do PT é realmente exemplar. Mas organização exemplar a gente precisa mesmo em restaurante, hospital, hotel. Em festival, a gente procura por música e Mallu Magalhães, Vanguart, Jesus &amp;amp; Mary Chain, que formavam o lineup, são piadas de mau gosto. Offspring também, mas as 5 ou 6 músicas que eu vi foram legais pra lembrar os 12 anos. Lógico que nem fiquei pra ver Kaiser Chiefs, Breeders e Bloc Party. Deusolivre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou 2009 e nem cogitava ir ao festival, apesar da boa organização e das lembranças legais de 2008. Maxïmo Park? Primal Scream? Copacabana Club? Ting Tings?? (essa até me ofende) Eu não acho que tenho cara de palhaço. Você acha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é que eu amo o Iggy Pop. Costumo dizer que se eu tenho um dilema moral, eu saio dele perguntando "o que Iggy faria?". Quando fecharam a volta dos Stooges com o Williamson para a edição 2009, tive que desmarcar meus planos de ver Faith No More no Maquinária (o festival concorrente, com atrações bem mais legais, mas sem Ele) e engolir o lineup anêmico do PT.  Tudo bem, colocaram o Playcenter como o local da farra indie e deixaram o público andar nos brinquedos do parque. Além disso, Macaco Bong e N.A.S.A. completariam o dia com um bom nível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faltou combinar com os russos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um problema de saúde me fez chegar bem meia bomba no festival, sem condições de brincar no Evolution ou no Chapéu Mexicano e tarde demais para ver o show que dizem ter sido sensacional do Macaco Bong. Esse problema (até hoje não me curei e não sei exatamente o que é) me faz ver duplo e eu tinha que ficar fechando um olho para o mundo fazer algum sentido pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse estado pouco confortável, a primeira banda que acompanhei, Maxïmo Park, me pareceu uma pegadinha das menos inspiradas. Daquelas forjadas, tipo João Kléber. De forma bem insistente, perguntava pras pessoas: Isso aí é sério? Aposto numa pegadinha mesmo, só que de Deus: era um cover muito mal feito do Kaiser Chiefs, que eu conseguira fugir um ano antes. Realmente, não dá pra engambelar o destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, Primal Scream e Sonic Youth são dois lixos tão superestimados que fizeram shows tão qualquer-nota que não tem lá muito o que dizer. Primal Scream me animou de leve só quando tocou Deep Hit of Morning Sun, e eu fiquei imaginando que tesão seria se, ao invés deles, fossem os Gutter Twins tocando a sua versão. Do Sonic Youth, só me perturbou muito ver uma mulher que parece a minha mãe segurando uma Fender Jaguar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que aí entrou o Iguana e sua gangue. Numa pegada meio masoquista, eu tinha pagado 95 reais já prevendo que tudo poderia ser um desastre até ali e me conformava, desde sempre, que Stooges é Raw Power, então não pedia qualidade musical da performance de qualquer forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedrinho é sensato pra chuchu, mesmo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A banda estava obviamente desentrosada e meio fora de forma, mas o grande O fazia uma performance digna dele mesmo. Pulou na platéia - muito bem seguro por uma corda, mas minha sensatez envolvia não esperar um Metallic K.O. - , chamou uns 50 sortudos pra cima do palco durante Shake Appeal, jogou o microfone no chão, arremessou uma muleta pro alto e mostrou sua bela bunda enrugada e decrépita. Todo aquele teatro delicioso que tem que acontecer enquanto o Iggy fizer shows, até os 173 anos, se for preciso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O setlist foi curto e eficiente. Foi aquilo que eu e você queríamos, sem The Weirdness, Préliminaires, Candy, ou qualquer outro acidente de percurso. Tivemos I Wanna Be Your Dog, Raw Power, Loose, Gimme Danger e metade de Raw Power e Fun House. Iggy e Williamson, patifes, ainda conseguiram encaixar algo do seu antigo projeto, nunca lançado, chamado Kill City. Confesso que boiei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os quase 70 anos pesaram. Depois de uma hora e uns dez minutos, a banda pediu arrego e anunciou a última, num esforço bem voluntarioso e espontâneo. Lust For Life não parecia ter sido ensaiada, mas teve energia e diversão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saí do show satisfeito, mas com a certeza de que Iggy and the Stooges não foi a redenção do Planeta Terra, nem a banda gigante que o provedor nos deve (deve só porque se propôs a isso) desde que trouxe o Pearl Jam. Mas provaram para todos os shoegazers e neoravers e chupadores de pinto que poluíram meu 7/11 o quanto ainda são mirins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final, conferi um trecho de N.A.S.A. e tive que cair fora. O cansaço era tanto que achei mais negócio colar nos meus amigos que iam me dar carona. Foi nessa hora que descobri o quanto é nocivo um lineup cocô. Se o que você quer ver é só no final, as apresentações inúteis te deixam bichado para o que realmente vale a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhando pra trás, conquistei meu objetivo, que era ver o porra louca mais idiota da face da Terra. Mas se for fazer um balanço geral, assim, tipo numa frase... Sei lá, viu? Sei lá mesmo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-6307446021073726226?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/6307446021073726226/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=6307446021073726226&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/6307446021073726226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/6307446021073726226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2009/11/so-iggy-pop-importou-no-planeta-terra.html' title='Só Iggy Pop Importou no Planeta Terra'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-7250571394518828731</id><published>2009-09-28T19:44:00.000-07:00</published><updated>2009-09-28T19:47:28.058-07:00</updated><title type='text'>Futebol 2010 em Caps Lock</title><content type='html'>Mais uma conversa genial no MSN entre eu e meu amigo &lt;a href="http://guerrainletto.blogspot.com/"&gt;Lipe&lt;/a&gt;. Cuidado com o Gambá FC, galera!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;pedro diz:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;fiz um time forjado no fifa&lt;br /&gt;solid gold fc&lt;br /&gt;time: palop, dani alves, miranda, lugano, ashley cole, frings, fabregas, lampard, diego, zlatan e amauri&lt;br /&gt;INVENCIVEL&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;felipe diz:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;HUA olha isso&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;pedro diz:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;APELAUM? RS&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;felipe diz:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;é o são paulo pra libertadores 2010&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;pedro diz:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;NADA&lt;br /&gt;É O CORINTHIANS&lt;br /&gt;DO CENTENÁRIO, CARA&lt;br /&gt;HAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHA&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;felipe diz:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK&lt;br /&gt;ESQUECEU DO DENTINHO, VACILAO&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;pedro diz:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;E DO JORGE HENRIQUE&lt;br /&gt;VOU TIRAR ZLATAN E LAMPARD RS&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;felipe diz:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;ISSO RSKKSKSKSK&lt;br /&gt;NADA MAIS JUSTO&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;pedro diz:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;E AINDA RESCINDIR O CONTRATO DO VAN PERSIE E DO FORLÁN, QUE TAO NA RESERVA, PRA COLOCAR DEFEDERICO E BILL!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;felipe diz:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;E DESISTIR DE GAROTOS BADALADOS COMO MESSI E AGUERO PARA INVESTIR EM TALENTOS MIRINS COMO BOQUITA E JUCILEI&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;pedro diz:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;RSRSRS&lt;br /&gt;NAO CURTO ARGENTINOS, PAU NO CU DELES&lt;br /&gt;SOU MAIS SOUZA E MORADEI DO QUE ESSA DUPLA DE ARGENTINOS&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;felipe diz:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;E FALTOU RIQUELME HEIN MANO&lt;br /&gt;CAMISA 10 DO CENTENARIO&lt;br /&gt;KKKK&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;pedro diz:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;JA DISSE QUE NAO CURTO ARGENTINOS, SE FOSSE O ANDRÉS SANCHEZ, CONTRATAVA O MICHAEL JORDAN&lt;br /&gt;OU O ZIDANE&lt;br /&gt;RS&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;felipe diz:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;OU O EUSÉBIO&lt;br /&gt;CRAQUES PORTUGUESES ESTAO SUPER NA MODA&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;pedro diz:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;EUSÉBIO MATOSO RS&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;felipe diz:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;VIDE LUIS FIGO E CRISTIANO RONALDO&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-7250571394518828731?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/7250571394518828731/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=7250571394518828731&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/7250571394518828731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/7250571394518828731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2009/09/futebol-2010-em-caps-lock.html' title='Futebol 2010 em Caps Lock'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-5411178007970064417</id><published>2009-09-21T09:11:00.000-07:00</published><updated>2009-09-21T09:23:26.618-07:00</updated><title type='text'>Curumin e os Caminhos da Música</title><content type='html'>Fizemos esse trampo pra faculdade há quase um ano. A proposta era fazer um vídeo com um músico que misturasse música eletrônica e samples ao seu som. Escolhemos o genial Luciano Albuquerque, mais conhecido como Curumin, pra mim o melhor de todos da música brasileira atual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As imagens e entrevistas foram gravadas durante um dos shows em série que o Curuma fez toda quarta-feira de outubro de 2008 na Galeria Olido, aqui no centro de SP. O som do cara é tão urbano e, ao mesmo tempo, tão melódico e miscigenado, que o Largo do Paissandu, Galeria do Rock, AV. São João, Rua 24 de Maio e etc. formaram o cenário perfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas apresentações na Olido tinham cara de reunião de amigos, com umas incursões de scratch e discotecagem ENTRE as músicas. Sensacional, vi duas vezes. No dia que gravamos o "programa", ainda tivemos a sorte de pegar o Kamau e o Emicida improvisando umas rimas. Ainda teve o &lt;a href="http://www.screamyell.com.br/blog/"&gt;Marcelo "Mac" Costa&lt;/a&gt; dando sua opinião sobre a nova música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito doido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/scdj8VngGDo&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/scdj8VngGDo&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-5411178007970064417?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/5411178007970064417/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=5411178007970064417&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/5411178007970064417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/5411178007970064417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2009/09/curumin-e-os-caminhos-da-musica.html' title='Curumin e os Caminhos da Música'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-6911926788721357698</id><published>2009-09-09T10:01:00.000-07:00</published><updated>2009-09-09T12:16:46.639-07:00</updated><title type='text'>Dia dos Beatles</title><content type='html'>Me parece inútil tentar balbuciar algo sobre os Beatles neste 9 de setembro, quando todo mundo - vários com bem mais propriedade do que eu - está falando deles. Mas justamente por ter tanta gente dando pitaco, acho que é uma desculpa bem legítima pra tirar a poeira disso aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.tollbooth.org/2007/features/theBeatles.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 452px; height: 221px;" src="http://www.tollbooth.org/2007/features/theBeatles.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Se parece bobo que o Dia dos Beatles tenha sido "inventado" pela EMI e pela Electronic Arts, não dá pra dizer que é injusto. Aliás, levando em conta o que os Beatles representam, a ENTIDADE que são seus discos e músicas e sua onipresença na cultura pop, talvez o dia de hoje devesse ser feriado. O aniversário de Jesus Cristo é, afinal. Messias por messias, sou mais os quatro de Liverpool, que terminaram de consolidar o Rock and Roll como a música mais importante de todas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou mentindo? Então me aponte um ritmo com o alcance e, principalmente, o apelo do rock. Antes disso, tente lembrar de todos os estilos que afluíram do rock e quantos ritmos foram misturados a ele para criar "algo novo e ainda assim, pop". E qual outro movimento musical abriga, ao mesmo tempo, disparidades como Coldplay e Black Sabbath, Ramones e Mr. Bungle?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato de os Beatles, assim como o Rock and Roll, terem ido do Please Please Me ao Sargent Pepper, de Blue Jay Way a Helter Skelter, só os impulsiona ainda mais para cima, ou para "the toppermost of the poppermost", como os próprios diziam no começo, ainda em Hamburgo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://i.dailymail.co.uk/i/pix/2009/09/09/article-1212216-0653AF08000005DC-152_468x286.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 298px; height: 182px;" src="http://i.dailymail.co.uk/i/pix/2009/09/09/article-1212216-0653AF08000005DC-152_468x286.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Um game exclusivo, uma caixa remasterizada, um dia extra-oficial (por causa do numberrr niiiine?), além das incontáveis homenagens e biografias e referências através dos anos significam bem mais do que o toppermost of the poppermost. George, Paul, John e Ringo são deuses modernos, criados pela necessidade de pop, bop, rebop, poppermost, catarse, celebridade e comoção que surgiu no século XX. Deuses tateáveis, vendáveis, cujo canto do cisne não foi reaparecer dentro de uma gruta no meio do deserto, vestindo uma bata e um fraldão. Foi um show no telhado, oferecido para quem quer que estivesse passando pela rua e que, hoje em dia, pode ser visto em três partes no Youtube.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É essa a impotância dos Beatles e das suas características messiânicas. Eles subverteram tudo o que havia sido ensinado até então, vindos de uma cidade cinza que poderia muito bem ser Osasco ou Gdànsk, mudando o mundo em favor dos jovens (ou "não-obsoletos"), sem ter uma Mensagem, necessariamente. Representavam as duas frentes do século XX muito antes delas existirem: agressividade, apatia, ativismo, interesse e velocidade (punk) e preocupação, senso de interação/conectividade, hedonismo e liberdade (hippie).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você é daqueles energúmenos que têm birra com os Fab Four só por causa dessa ONIPRESENÇA, fiz um top 5 (que virou, com muita justiça, um top 17) hoje mais cedo no &lt;a href="http://twitter.com/Amendoim3"&gt;Twitter&lt;/a&gt;, que pode te ajudar a corrigir essa falha absurda no caráter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Divirta-se:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;1. I Want You (She's So Heavy)&lt;br /&gt;2. I'm Only Sleeping&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;3. Sexy Sadie&lt;br /&gt;4. Blue Jay Way&lt;br /&gt;5. Oh! Darling&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;6. Julia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;7.For You Blue&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;8. Within You Without You&lt;br /&gt;9. Strawberry Fields Forever&lt;br /&gt;10. We Can Work it Out&lt;br /&gt;11. I Saw Her Standing There&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;12. A Day in the Life&lt;br /&gt;13. Golden Slumbers&lt;br /&gt;14. Doctor Robert&lt;br /&gt;15. Happiness is a Warm Gun&lt;br /&gt;16. Good Day Sunshine&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;17. Dig a Pony&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_jwHB2xim4jc/Ry3j8DFQbHI/AAAAAAAAAKc/iJZIcuY9E1A/s400/beatles.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 280px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_jwHB2xim4jc/Ry3j8DFQbHI/AAAAAAAAAKc/iJZIcuY9E1A/s400/beatles.gif" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-6911926788721357698?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/6911926788721357698/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=6911926788721357698&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/6911926788721357698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/6911926788721357698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2009/09/dia-dos-beatles.html' title='Dia dos Beatles'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_jwHB2xim4jc/Ry3j8DFQbHI/AAAAAAAAAKc/iJZIcuY9E1A/s72-c/beatles.gif' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-6574305708518705799</id><published>2009-07-15T12:04:00.000-07:00</published><updated>2009-07-15T12:08:29.415-07:00</updated><title type='text'>Finalmente</title><content type='html'>Finalmente achei uma banda que presta na NAITE de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Culto ao Rim, ontem, no Berlin, foi sensacional. Guitarra, baixo, bateria e saxofone. É jazz, rock, malemolência e Billie Jean. Recomendo fortemente, todas as terças de julho (dá tempo, ainda tem mais duas) na casa da Barra Funda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Provavelmente a melhor banda instrumental do Brasil atualmente, junto com o Guizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/cultoaorim"&gt;http://www.myspace.com/cultoaorim&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-6574305708518705799?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/6574305708518705799/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=6574305708518705799&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/6574305708518705799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/6574305708518705799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2009/07/finalmente.html' title='Finalmente'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-5284353491228826339</id><published>2009-06-26T07:28:00.000-07:00</published><updated>2009-06-26T10:44:30.868-07:00</updated><title type='text'>Inocente e Inconseqüente.</title><content type='html'>Confesso: quando confirmaram a morte de Michael Jackson, eu chorei. Não foi um choro alto, desesperado, como se tivesse perdido algum ente querido. Mas senti aquele calafrio subindo pelas costas e as lágrimas começaram a rolar, ainda tentando compreender o que tinha ocorrido. Ninguém imaginava que isso podia acontecer e, agora, ninguém imagina o que vai acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em termos práticos, Michael Jackson ainda significava muito pra música pop até o momento de sua morte. A simples esperança de ver o "rei do pop" em cima de um palco cantando, fora de forma que fosse, ainda era um fenômeno muito maior do que qualquer disco novo de Lil Wayne, Lady Gaga e qualquer um desses whoevers da música pop, que você ouve, gosta e depois esquece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em termos metafísicos, Micheal Jackson será sempre um gigante. O jeito mais simples de provar isso pra mim mesmo é continuar sentindo aquele arrepio e o umedecimento instantâneo dos olhos ao ler as condolescências de seus amigos famosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, seus famosos trabalhos com Quincy Jones - e sem ele também - possuiam uma coisa que não se encontra mais na pop music (diferente de "música pop"): eram todos inteiramente bons. Não eram só os singles, era muito mais. Workin' Day and Night, Girlfriend, PYT, The Girl is Mine (hilária) e tudo mais. Tudo feito com esmero e vontade, uma comunhão de interesses pela boa música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da aparência de plástico, surpreendentemente, Jacko ainda era um ser humano capaz de sentir e falar e comer pizza. E enquanto há humanidade, ainda há esperança. Por isso, as 50 datas na O2 Arena (que fique registrado: a quantidade de shows foi contra a vontade do músico, e o stress é o que pode o ter matado, ironicamente) diziam muito tanto para londrinos quanto para o resto do mundo. Era a chance real de ver Micheal ao vivo, em carne-e-osso, pela última vez. Ou talvez pela primeira de muitas últimas vezes, como fazem os Stones há uns 15 anos. Se Mick e seus amigos, além de tantos outros impostores muito piores, podem, nada mais justo do que o rei do pop ter esse direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que Jackson ainda merecia uma chance para fazer o que quisesse, musicalmente falando. Como uma forma de mostrar o dedo pra todo mundo que tentou o jogar para baixo apenas por ser um filho da puta tão esquizofrênico quanto qualquer descoladinho que entope as veias de heroína. Para mostrar para aquela legião de crianças oportunistas e suas famílias aproveitadoras que o bem sempre vence.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus amigos e família eram unânimes em afirmar que Jacko se tratava de uma pessoa gentil, carinhosa e preocupada em fazer o bem. Por nem um segundo eu cheguei a acreditar que ele era um pedófilo, muito por conta desses relatos, mas também por sentir que, de longe, o entendia um pouco. Sempre foi muito óbvio que Michael era uma criança por dentro, incapaz de fazer mal a alguém, e que achava muito normal comer bolacha e ver filmes com os filhos de estranhos debaixo das cobertas, simplesmente porque crianças nunca o apunhalariam pelas costas. Quando alguém é inocente e inconseqüente a esse ponto, deve ser tão cultuado quanto o doidão que cheirava formigas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem gente que afirma que, artisticamente, Michael Jackson já estava morto há muito tempo e isso é difícil de contestar. Mas a morte do ser humano e da &lt;em&gt;chance &lt;/em&gt;de vê-lo de volta doeram muito mais. Agora é definitivo, a esperança morreu. E todo mundo sabe que ela é a última.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-5284353491228826339?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/5284353491228826339/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=5284353491228826339&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/5284353491228826339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/5284353491228826339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2009/06/inocente-e-inconsequente.html' title='Inocente e Inconseqüente.'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-935799827815342985</id><published>2009-06-10T20:52:00.000-07:00</published><updated>2009-06-11T08:16:58.713-07:00</updated><title type='text'>Como Imitar Lester Bangs</title><content type='html'>No gênese do Black Sabbath, houve uma explosão sonora grande o suficiente para ter suas consequências reverberando até hoje, nos lugares mais imprevisíveis. A última onda atingiu os impostores do Arctic Monkeys, que conseguiram engambelar boa parte do mundo descolado com música descartável de adolescente entediado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Whatever People Say I Am, That's What I'm Not", "Favourite Worst Nightmare", tem como ser mais fanfarrão? Bem, aparentemente sim. Os arruaceiros de Sheffield foram capazes de encontrar um maníaco manipulador ainda pior do que eles disposto a produzir e, o que é ainda mais grave, encorajar sua próxima farsa. Josh Homme, ele mesmo, o picareta mais traiçoeiro da história da música americana, que transforma merda em ouro apenas sendo um cuzão egocêntrico, levou os meninos pro seu rancho no deserto e encheu-os de pó, de cogumelo, de anfeta e do que mais você conseguir imaginar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mínimo, eles não escutam mais Oasis sem sentir uma pontada de vergonha. No máximo, irão fazer um grande disco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nós passamos o primeiro dia no estúdio trabalhando no riff mais complicado que você pode ouvir” disse Alex Turner, O Grande Bundão, “Nós usamos o riff no começo e na introdução. É como o Black Sabbath”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Black Sabbath".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem é que deu permissão a esses moleques que mal saíram das fraldas a tocar no Santo Nome? Quer dizer, não é que eu esteja aqui me declarando como o maior fiel do heavy metal, mas para um macaco ártico, é preciso cuidado até para mencionar Culture Club.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Provavelmente é obra de Baby Duck, consciente de que esse pode ser mais um passo para a conquista de um mundo livre de amarras, em que até mesmo um fedelho do norte da Inglaterra tem permissão para querer se igualar ao Sabbath (também fedelhos do norte da Inglaterra na sua época, o que talvez faça sentido nesse plano malévolo). E então ele, do alto de seu palco brilhante com lustres dependurados, poderá dizer: "fui eu quem deu tudo isso a vocês".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duvida? Lembre-se que foi Homme que discotecou uma música de Britney Spears munido apenas de umas tatuagens legais e uma piscadela maneira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas apenas a peculiar falta de senso de limite do líder do QotSA não seria nada se fosse ao encontro de pessoas/aprendizes com o mínimo de juízo. Exercitando mais uma vez a memória, o que foi aquela demonstração de megalomania chamada The Last Shadow Puppets? Entende onde quero chegar? Alex Turner não tem o mínimo respeito! Seu objetivo é chocar, é desafiar, nem que para isso seja necessário armar a maior peça de mau gosto do ano. E fodam-se as consequências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado dessa palhaçada vai se chamar Humbug e deve ser lançado em agosto.  Seja como for, e teorias da conspiração à parte, confesso que tenho medo. Porque sei que estou numa encruzilhada: ou sofrerei de vergonha alheia excruciante ou terei de escutar um disco sensacional e me render a mais uma banda indie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, bom, ninguém quer isso, não é mesmo?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-935799827815342985?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/935799827815342985/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=935799827815342985&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/935799827815342985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/935799827815342985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2009/06/como-imitar-lester-bangs.html' title='Como Imitar Lester Bangs'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-230978587525822113</id><published>2009-05-10T14:16:00.000-07:00</published><updated>2009-05-10T16:31:30.687-07:00</updated><title type='text'>Começou o Campeonato Brasileiro 2009</title><content type='html'>Um bocejo. É geralmente o meu comentário acerca da primeira rodada de qualquer campeonato de futebol de pontos corridos. Paulista, Brasileiro, Inglês, Italiano, Argentino e até as primeiras partidas das fases de grupo de Libertadores e Champions League costumam ser chatas e em cima do muro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas até que neste ano, conseguiram fazer um (meio) marketing legal pro nosso campeonato nacional, tornando o começo do Brasileiro algo minimamente empolgante. Faz algum sentido, se você pensar nos timaços de Corinthians, Inter, Cruzeiro, Fluminense, Palmeiras, etecétera, além do São Paulo, que ganha o mesmo campeonato jogando feio há três temporadas. Tem também Adriano, Fred, Ronaldo, Marcos, Sorín, Rogério Ceni, Ramires, Hernanes, Keirrison, comandados por Muricy Ramalho, Luxemburgo, Parreira, Wagner Mancini, Adílson Batista, Carpegianni, (em breve) Paulo Autuori e tantos outros. Quer dizer, material humano não falta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A organização também está ficando bonitinha. Se a arbitragem não é a melhor do mundo, hedionda como era antes também não é. A fórmula de pontos corridos emplacou, o pay-per-view vende cada ano mais, sem esvaziar os estádios (pelo contrário, aliás), fantasy games, blogs, podcasts, nanopops, programas de debate são sucesso e o final emocionante do Brasileirão 2008 deixou as pessoas com boa impressão e grande expectativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo com tudo isso, ainda não dá pra empolgar. Cruzeiro e Vitória, neste momento, 18:33 do dia 10 de maio, são líderes porque venceram seus jogos por 2x0. Não tem como se divertir muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também posso estar neste tédio por causa do meu time. Mais uma vez o São Paulo decepciona em uma estréia. E mais uma vez, mesmo com isso, tem todas as chances de ganhar o campeonato fácil, fácil. O Tricolor joga a mesma partida há quase 3 anos (conto a partir do jogo seguinte à final perdida da Libertadores 2006, em meados de agosto daquele ano). Depende sempre do adversário nos vencer, nos golear, perder pra nós ou, raramente, abrir as pernas totalmente e levar um chocolate acachapante (Mirassol, Paraná Clube, Náutico, estou esquecendo de algum?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como gostam de dizer, é tudo culpa do Muricy: o estilo de jogo previsível, os jogadores ruins que ele gosta, os jogadores mal escalados, as invenções táticas mirabolantes, os chuveirinhos na área... Mas what the hell. Ruim com ele, pior sem ele. Seus concorrentes não fazem melhor. O mais falado de todos, Vanderlei Luxemburgo, vem pipocando sistematicamente no campeonato nacional há uns 5 anos. Imagine os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que esperar do Brasileirão? Nada, por enquanto. Torço pra que seja um campeonato bonito, acima de tudo (e o São Paulo nem precisa ganhar, chega de levar a liga nacional como compensação para a derrota na Libertadores). Mas é claro que fica um gosto amargo quando o acontecimento futebolístico mais emocionante do domingo inaugural do Brasileiro 2009 é um pedaço de entrevista de Diego Lugano, a.k.a. O Deus da Raça, num programa da Band.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazer o quê, a vida continua.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-230978587525822113?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/230978587525822113/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=230978587525822113&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/230978587525822113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/230978587525822113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2009/05/comecou-o-campeonato-brasileiro-2009.html' title='Começou o Campeonato Brasileiro 2009'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-1681735631778662545</id><published>2009-05-09T12:13:00.000-07:00</published><updated>2009-05-09T13:40:55.547-07:00</updated><title type='text'>Devo, Não Nego</title><content type='html'>Pode ser que 5 mil pessoas leiam este blog, ou só duas. Que sejam duas (é o mais provável). Eu ainda devo explicações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E na verdade é bem simples: não tenho inspiração nenhuma pra postar aqui. Nada acontecendo que me dê vontade de escrever. Claro que tem alguma coisa acontecendo (um exemplo simples é a virada cultural), mas não é só vomitar qualquer três parágrafos e boa, um texto tem que ter estilo, inspiração, começo-meio-e-fim e tudo mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha produção criativa tem se restringido a compor e tirar músicas, já que faz nem um mês que eu descolei uma guitarra nova (Tokai ES-60, réplica de Gibson ES-335, amarela, um tesão, sustain perfeito) e ela me inspira de verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também tô com um twitter (&lt;a href="www.twitter.com/Amendoim3"&gt;www.twitter.com/Amendoim3&lt;/a&gt;), que eu já tinha faz um tempo, mas só comecei a usar mesmo mês passado (na modinha mesmo). Se quiser, é só seguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra finalizar, ainda sobre o texto anterior, se alguém tinha dúvida de que Mike Skinner é gênio, ela se dissipará ao ver o vídeo abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/K9hK45Are6w&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/K9hK45Are6w&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei bem que a cada uma dessas ausências eu perco mais e mais leitores, mas o que eu posso fazer? Minha profissão (ainda) não é a mais constrangedora do mundo, a de "blogueiro profissional".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos que continuam com o amiguinho aqui, que sobrevivam à gripe suína e fiquem ligados. Qualquer dia o Spreading Lies volta direitinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijoca.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-1681735631778662545?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/1681735631778662545/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=1681735631778662545&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/1681735631778662545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/1681735631778662545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2009/05/devo-nao-nego.html' title='Devo, Não Nego'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-3594965261207760867</id><published>2009-04-18T12:01:00.000-07:00</published><updated>2009-04-21T06:53:29.042-07:00</updated><title type='text'>Eu Gosto Porque #1 - The Streets</title><content type='html'>Foi a idéia que eu tive pra atualizar este blog quando estiver sem inspiração ou tempo ou vontade, mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, eu escrevo o porquê de gostar de determinada banda ou artista e basicamente é só isso. Justificativa, exaltação do próprio gosto musical e outros motivos mesquinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem também uma diferença: nesses determinados posts, vou colocar link de wikipédia, youtube, fotinho... Tudo pra estimular os outros a gostarem do que eu gosto. A idéia é dominar o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu queria era só pedir pros 2,32 leitores deste blog pra me questionarem, quando este estiver sem atualização. É pra provocar mesmo. Tipo "isso aí é uma merda, por que você gosta disso?". Daí eu escrevo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem me preocupar com tese, dissertação, conclusão. Pro inferno com essas merdas. Eu só gosto porque...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Original_Pirate_Material"&gt;Original Pirate Material&lt;/a&gt; é um dos meus discos preferidos de rap por causa da música, claro. Mas tem outro aspecto que faz eu me identificar com &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_Streets"&gt;Mike Skinner&lt;/a&gt; acima de outros MCs. É o seu inglesismo. Simon Reynolds disse uma vez que The Streets é o "rapper britânico que consegue ser excepcional e soar autenticamente inglês". Isso o diferencia primariamente dos outros rappers mainstream (mesmo contando o Dizzee entre eles).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://assets.mog.com/pictures/wikipedia/389664/587px-TheStreets.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 439px; height: 448px;" src="http://assets.mog.com/pictures/wikipedia/389664/587px-TheStreets.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A afetação inglesa do Streets provavelmente é o que o aproxima de um moleque de classe média de São Paulo. Não tem como fugir disso, eu sou só mais um moleque quase-white-trash do Itaim, como a maioria dos meus amigos. Que toma umas, usa umas substâncias ilícitas às vezes, chega nas minas, pega de vez em quando, toma toco na maioria das vezes, sai a pé na rua pra comer um salgado e gosta de fumar um cigarro. Nada muito empolgante at all.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Original Pirate Material, o primeiro disco do Streets, e seu subseqüente, &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/A_Grand_Don%27t_Come_for_Free"&gt;A Grand Don't Come For Free&lt;/a&gt;, falam basicamente disso. Tem a loucura chapada de cogumelos e álcool de &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=uB9mFkTepa4"&gt;Too Much Brandy&lt;/a&gt; (minha favorita até hoje), a violência bunda-mole tipo "cara, eu poderia te arregaçar na porrada se eu quisesse" de &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=L2RlqFeNgDI"&gt;Gezzers Need Excitement&lt;/a&gt; e até um toco homérico em &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=cr4TpXqlPhI"&gt;Fit But You Know It&lt;/a&gt;. Tudo aquilo que a gente vive de vez em quando num fim de semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, as bases eletrônicas, remanescentes da cultura rave britânica são das mais legais que se acha por aí. São loops toscos, sem muito requinte, de quem aprendeu a mexer no Fruity Loops na semana passada. Pura criatividade em favor da indolência, artimanha que quase todo moleque usa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mensagem, por trás de toda essa identificação com a molecada, é de positividade. Nos dois primeiros discos, a última música é otimista. Literalmente em &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Wpx40CNGaw4"&gt;Stay Positive&lt;/a&gt; ou deliberadamente estética, no caso de &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=z2i0Nw3NDBU"&gt;Empty Cans&lt;/a&gt;, onde Skinner briga com Deus e o mundo, mas, ao voltar a fita, a música recomeça, com a mesma situação sendo vista com olhos mais positivos e sendo solucionada, conseqüentemente. Um amigo meu jura que saiu do pó por causa dessa música. Olha que lindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois disso, nos dois últimos álbuns, as preocupações do MC são outras, mais adultas, mas o olhar de compaixão pros garotos do pub continuam, e as mensagens ainda estão lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém aqui tem um Bentley, um Hummer ou usa casaco de pele com boné. Mike Skinner também não (se ele tiver um Bentley agora, não tinha quando gravou suas primeiras músicas). Ele quer mais é sair e "get fucked up with the boys". É mais ou menos o que a gente faz.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-3594965261207760867?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/3594965261207760867/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=3594965261207760867&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/3594965261207760867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/3594965261207760867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2009/04/eu-gosto-porque-1-streets.html' title='Eu Gosto Porque #1 - The Streets'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-2780503899961968833</id><published>2009-03-29T13:46:00.001-07:00</published><updated>2009-03-29T14:01:24.937-07:00</updated><title type='text'>Uma Montagem Vale Mais Que Mil Resenhas</title><content type='html'>&lt;a href="http://img7.imageshack.us/img7/898/36485433.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 324px; CURSOR: hand; HEIGHT: 614px" alt="" src="http://img7.imageshack.us/img7/898/36485433.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-2780503899961968833?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/2780503899961968833/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=2780503899961968833&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/2780503899961968833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/2780503899961968833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2009/03/uma-montagem-vale-mais-que-mil-resenhas.html' title='Uma Montagem Vale Mais Que Mil Resenhas'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-4323337309793902561</id><published>2009-03-24T13:53:00.000-07:00</published><updated>2009-04-12T23:12:54.806-07:00</updated><title type='text'>Radiohead/Just a Fest - 20 e 22 de Março</title><content type='html'>O mais surpreendente dos shows do Radiohead no Brasil, para mim, não foi sua qualidade. Eu já tinha os visto no Roskilde Festival no ano passado e fiquei muito feliz em constatar que eles se esmeraram muito mais aqui na América Latina (a começar pelos setlists), mas já era esperado que fosse um show bom. É como se a banda não conseguisse fazer uma apresentação ruim, nem se quisesse – estão nitidamente presos à sua esquizofrenia musical, que transforma espasmos em entretenimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me espantou mesmo foi ver que se trata de uma banda, acima de tudo, de hits. Não é brincadeira o quanto as pessoas esperaram por Creep, No Surprises, Karma Police e pela música do Carlinhos, que faz aula de inglês (se bem que acho que hoje em dia ele já deve ter terminado o curso). Descobri também, que pra maioria do público, o Radiohead não começa em Kid A. Pra muitos, até termina. A julgar pela recepção do público às músicas do In Rainbows, além dos hits, é como se houvesse um buraco entre OK Computer e o disco das Casas Bahia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo sendo indie o suficiente pra ter o Amnesiac como preferido, isso não me incomodou. Era nítido o quanto cada música de cada disco, no momento em que era executada, recebia o devido respeito e entusiasmo de uma platéia heterogênea - juro que cheguei a ver gente com abadá na Chácara do Jóquei -, fosse o silêncio reflexivo de Exit Music, a insanidade de National Anthem ou a beleza confusa de Climbing Up The Walls e How To Disappear Completely.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos shows em si, não adianta falar nada. Se você não estava lá em carne e osso, pelo menos já leu todos os reviews possíveis, tanto sobre o Rio quanto sobre São Paulo. Foram unânimes em constatar a qualidade técnica da banda e do palco (puta merda, e que palco lindo pra caralho!), os acertos do setlist, mencionando sempre os hits, e a esquisitice de Thom Yorke. Tudo verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me alegrou também ver um ou outro falando mal, já que toda a unanimidade é burra. Um conhecido meu disse que não se volta pro bis com música do disco novo e li por aí gente dizendo que o momento da banda já passou, além dos habituais comentários sarcásticos sobre a cabecice dos trabalhos pós OK Computer. Mission accomplished, Radiohead! Sério. O que essa gente não percebe é que o Radiohead não faz música pra eles. Quando Nick Hornby reclamou, lá por 2000/01, que eles não estavam fazendo música para homens que trabalham o dia inteiro e voltam pra casa cansados, estava coberto de razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música pop pertence – e sempre pertenceu – à molecada e aos vagabundos, que têm tempo e disposição de entender um disco, uma tendência e evoluir junto de uma banda. Thom, Jonny, Phil, Ed e Colin sabem disso e quando mandam, noite após noite, uma música desconexa e “nem-tão-boa” como The Gloaming, estão dizendo “nosso momento de maior êxito pode até ter sido no fim da década de 90, mas nós não somos o Kiss. Não espere a OK Computer 10 years tour”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um show, acima de tudo, é performance, vontade. Se Jonny Greenwood vai dar seu melhor brincando com samples ajoelhado no chão, porque deveria empunhar uma guitarra e tocar uma música antiga apenas pra agradar os velhos que acham que o pop tem fórmula tipo “não se toca música nova no bis”? Se eles fossem assim, teriam feito o que fizeram pra lançar o último álbum?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O festival Just a Fest foi uma vitória do novo, pois reuniu Los Hermanos voltando sem quase nenhum sentido e aviso prévio, claramente só pela grana e pela publicidade, Kraftwerk desfalcado, mas impecável, e uma banda-catarse que levou 30 mil indivíduos à loucura com música eletrônica cabeça e esquisitice quase progressiva (além de alguns hits, é claro). É derrota demais pra quem acha que música tem que fazer sentido em pleno 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da minha parte, fiquei feliz porque vi três bandas que eu gosto fazendo seis shows bons ou sensacionais. No fim, é o que importa pra quem gosta de música, não é mesmo?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-4323337309793902561?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/4323337309793902561/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=4323337309793902561&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/4323337309793902561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/4323337309793902561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2009/03/radioheadjust-fest-20-e-22-de-marco.html' title='Radiohead/Just a Fest - 20 e 22 de Março'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-169540830247294588</id><published>2009-03-06T10:31:00.001-08:00</published><updated>2009-03-07T06:37:03.429-08:00</updated><title type='text'>Certo, Mais Uma Vez</title><content type='html'>Pro inferno com a modéstia. Tudo que eu disse aqui ontem sobre Watchmen se confirmou. E isso sem que eu tenha visto o filme inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explico rapidinho pra vocês. Fui todo-todo lá pro Kinoplex, até bem antes da sessão começar, ainda com alguma esperança. Mas foi bem o que eu pensava, um filme super lustroso, cheio de câmeras lentas, explosões, música incidental apocalíptica nas cenas de ação (o resto da trilha, com Dylan e toda a turma é, admito, duca) e exagero. E a história fazia sentido para mim, que li a graphic novel, mas dava pra ver que para quem não leu, faltava liga. Se o intuito era fazer mesmo um filme para fã, por que entucharam aquele monte de maneirismo hollywoodiano?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, o que me fez levantar e pedir meu dinheiro de volta não foi a perfeição técnica em detrimento da história. Eu já esperava isso e, numa pegada meio masoquista, estava gostando. O que me emputeceu de verdade foi perceber que o Brasil caga mesmo para Watchmen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer dizer, eu estava no Kinoplex Itaim, um dos cinemas, a princípio, mais fodinhas de São Paulo (e, por acaso, na esquina de casa). E sabe quantas pessoas estavam ali para assistir a estréia em película da melhor graphic novel de todos os tempos? Menos de vinte, e dava pra ver que todos já tinham lido o gibi. Se fosse só isso, cagaria. Mas parece que nós não éramos importantes o suficiente para o Kinoplex (assim como não seríamos para o Cinemark, Lumière, ou o Cine Topázio em Indaiatuba, convenhamos) e a energia caiu duas vezes e dava pra ouvir um telefone tocando em algum lugar. Não obstante, a imagem estava desfocada e foi preciso interromper a projeção pela terceira vez para arrumar o problema. Foi nessa hora que eu saí da sala e pedi o reembolso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pau no cu. Não sou moleque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que todo estabelecimento está sujeito a problemas técnicos, mas eu corto a rola fora se alguém chegar e me disser que a mesma coisa aconteceu durante uma sessão de, sei lá, Milk, para os casaizinhos frequentadores da Pacha e teve a mesma abordagem desinteressada do Kinoplex. Esse descaso com o tipo de público que Watchmen atrai diz muitas coisas, mas a principal é que quadrinho - e cultura pop em geral, pra ser bem realista - ainda é coisa de criança pros olhos do Brasil, errr, corporativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não adianta a Conrad, a Pixel, a Devir, o Omelete, etc tentarem, vai demorar tempo demais pra nos respeitarem neste monte de merda que é nosso país. Meu palpite é que isso na verdade nunca vai acontecer. Claro, vivemos num lugar em que a nossa Rihanna é a Claudia Leitte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes fazem a gente acreditar que não, mas tem como negar que o Brasil é um buraco fundo demais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Ah sim, sobre o filme, depois eu assisto. A horinha que eu vi mostrou que não vale taaaanto a pena (apesar de ser engraçado ver o Denny Duquete de Comediante) e eu ainda recebi meus 11 conto de volta. Se pá até me dei bem. Hehehehe.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-169540830247294588?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/169540830247294588/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=169540830247294588&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/169540830247294588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/169540830247294588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2009/03/certo-mais-uma-vez.html' title='Certo, Mais Uma Vez'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-8495644576424323611</id><published>2009-03-05T15:32:00.000-08:00</published><updated>2009-03-05T18:02:27.208-08:00</updated><title type='text'>Who Watches The Watchmen?</title><content type='html'>Chegou a hora. Amanhã à tarde finalmente vou estar vendo o filme que eu mais espero há uns 6 meses, o ingresso já tá na mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Honestamente, não acho que deve ser um filme bom. Provavelmente se trata de mais uma megalomania tecnicamente perfeita do senhor Zack Snyder, mas a real é que isso é supérfluo. Watchmen é uma instituição acima de qualquer problema desse tipo. Mesmo imaginando algo como "300 parte 2" a tentação de ver Espectral, Dr. Manhattan, Ozymandias, Rorschach, Coruja, Hollis Mason e etc "se mexendo" é maior. O ingresso vai valer cada centavo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Watchmen. Engraçado, não sei como (o download) foi parar na minha mão. Provavelmente foi com alguma coisa tipo "&lt;a href="http://kurtylovesyou.blogspot.com/2008/01/preacher-e-minha-descoberta-da-amrica.html"&gt;se você gostou de Preacher&lt;/a&gt;, tem que ler". Relutei, mas acabei admitindo: é melhor que Preacher - apesar de não tão bonita. Mais do que isso, é uma das maiores histórias que eu já li ou ouvi. Por mais que Alan Moore seja contra e haja vários indícios negativos, não tem como se empolgar com um filme de uma história tão perfeita. Nem que seja para reafirmar depois, pros amigos descolados, que "uma HQ como Watchmen é inadaptável, foi pensada pra mídia impressa e não cinema".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o que estão dizendo por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De ruim, só a pena que vai ser ver tal história flopar fodidamente nas salas do Brasil. Não quero abusar das minhas previsões (tenho acertado todas de futebol e várias de música), mas a real é que o nosso povo já está cansado de "filme de super herói" e a maioria dos brasileiros, os tais &lt;a href="http://kurtylovesyou.blogspot.com/2009/01/festival-de-verao-de-salvador.html"&gt;douchebags&lt;/a&gt;, têm uma ervilha no lugar do cérebro. Daí, até desvincularem Watchmen da imagem de "filme de super herói", se é que isso vai acontecer, ele já terá saído de cartaz. A onda agora é ver o filme que ganhou Oscar, "não esses filmes-pipoca que Hollywood nos empurra goela abaixo". He-he.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, Watchmen e sua história-irmã "Tales of the Black Freighter" (leia a HQ pra saber do que se trata), falam primariamente de certezas que acabam caindo por terra, depois que todo um planejamento foi feito em cima delas. Por isso é sempre bom trabalhar com mais possibilidades, e a publicidade massiva da Warner permite que isso seja feito com bastante facilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas só teremos certeza de qualquer coisa amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem viver, verá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-8495644576424323611?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/8495644576424323611/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=8495644576424323611&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/8495644576424323611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/8495644576424323611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2009/03/who-watches-watchmen.html' title='Who Watches The Watchmen?'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-7056807591429984048</id><published>2009-03-03T08:11:00.000-08:00</published><updated>2009-03-03T08:16:01.728-08:00</updated><title type='text'>Sobre Capas de Disco</title><content type='html'>No pôr-do-sol da década de 2000, garantia de capa boa é uma mão feminina apertando alguma coisa. Eagles of Death Metal e Yeah Yeah Yeahs que o digam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/Sa1XaJq35WI/AAAAAAAAAHM/WSc9ANRB7JQ/s1600-h/51VMJAdMSBL._SS500_.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/Sa1XaJq35WI/AAAAAAAAAHM/WSc9ANRB7JQ/s320/51VMJAdMSBL._SS500_.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5308995642523641186" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/Sa1XjkOZtdI/AAAAAAAAAHU/0uXcsx0Lilg/s1600-h/Yeah+Yeah+Yeahs+-+It%27s+Blitz+%5B2009%5D.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/Sa1XjkOZtdI/AAAAAAAAAHU/0uXcsx0Lilg/s320/Yeah+Yeah+Yeahs+-+It%27s+Blitz+%5B2009%5D.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5308995804270802386" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-7056807591429984048?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/7056807591429984048/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=7056807591429984048&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/7056807591429984048'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/7056807591429984048'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2009/03/sobre-capas-de-disco.html' title='Sobre Capas de Disco'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/Sa1XaJq35WI/AAAAAAAAAHM/WSc9ANRB7JQ/s72-c/51VMJAdMSBL._SS500_.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-4111754331960271202</id><published>2009-02-16T20:48:00.000-08:00</published><updated>2009-02-17T08:00:27.069-08:00</updated><title type='text'>Música e Falar Sobre Música em 2009</title><content type='html'>Mandei um email pro &lt;a href="http://andreforastieri.com.br/"&gt;Forastieri&lt;/a&gt; perguntando o que ele achava do meu blog, tipo aquela música dos Raimundos, com a diferença de que ele não é a Madonna e nem estava parado no jardim e eu não sou o Rodolfo. Quis saber mesmo o que o cara teria para me dizer, já que ele manja muito mais que eu. O legal é que ele respondeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí, me disse para manter o foco e, não sei se de brincadeira, pra tentar fazer o melhor blog de música do mundo. Levei a sério e respondi que acho difícil e a conversa acabou aí. Então, achei por bem explicar para mim mesmo (e para quem lê o Spreading Lies) porque eu nunca conseguirei fazer o melhor blog de música do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro: música para mim é uma distração, um divertimento. O melhor de todos, o mais importante e, por talvez ser um moleque sem nenhuma responsabilidade ainda, eu ainda queira viver desse hobby. E viver de música é diferente de escrever sobre música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque olha só: hoje em dia a música é cada vez mais desorganizada e sem lógica. Tem vários exemplos por aí. Vamos brincar de name dropping? Franz Ferdinand chegou a dizer por aí que o álbum novo (que viria a ser o recém lançado “Tonight”) seria influenciado por Fela Kuti. M.I.A. é uma cantora de origem cingalesa que mora no Reino Unido e mistura tudo, tudo, até funk carioca nas suas músicas, além de aparentemente ter forjado seu próprio fim de carreira, como fez Bowie com Ziggy Stardust. Já o N.A.S.A. mistura participações de Seu Jorge, Kanye West, John Frusciante, Ol’ Dirty Bastard, a própria M.I.A. e mais uns 30 malucos que (a princípio) não têm nenhuma correlação, sob a batuta de um DJ brasileiro e um americano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://kurtylovesyou.blogspot.com/2008/04/its-new-year-and-im-glad-to-be-here.html"&gt;Eu já disse tudo isso em 2008.&lt;/a&gt; E, assim como ano passado, continuo achando tudo isso empolgante pra cacete. Gosto de pensar em como tudo isso se formou e definitivamente gosto de escutar música multiétnica, atemporal e cheia de texturas e referências. Mas não faço questão de saber quais são TODAS essas referências, não tenho tesão em colecionar informações desse tipo o tempo todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até porque sou péssimo para reconhecer essas referências, mesmo quando elas são esfregadas na minha cara. Quer dizer, o Franz Ferdinand pode até ter se inspirado em Fela Kuti, mas eu nunca vou saber isso, não só por não manjar de Fela Kuti, mas também por ser do tipo de cara que precisa prestar muita atenção para perceber onde Sabbath e Soundgarden se encontram, ou definir qual o estilo musical do Pet Sounds (alguém sabe? Se sim, por favor, conta pra mim, mas rock não é nem fodendo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu SEI que eu deveria conhecer Fela Kuti, não estou aqui dizendo que é super legal ser ignorante. Mas não quero, por outro lado, apressar as coisas. Cada artista tem seu momento, sua descoberta. É gostoso se concentrar na discografia inteira de alguém insignificante tipo Silverchair simplesmente porque é a banda que te emociona no momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, tem hora que tudo o que a gente quer é ouvir algo já mastigado e prontinho. Por que é que todo mundo tem uma obrigação meio velada de escutar várias de bandas velhas tipo, não sei, Uriah Heep, que nunca passaram de Silverchairs do seu tempo? Será que é porque um velho da galeria do rock ou da Rolling Stone escutava no seu tempo e transformou em “must“? Nunca. Nós somos jovens, e ninguém, nem os críticos musicais, têm obrigação de se ver atados a conceitos antigos, do tempo dos nossos pais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acho que para escrever bem sobre música, uma pessoa tem que ser, acima de tudo, sagaz, destemida e iconoclasta. Isso antes de ser uma enciclopédia. Em tempos de Google, Rapidshare e Wikipédia, ter um monte de fato na cabeça torna-se cada vez mais inútil fora das mesas de bar. Precisamos mesmo é encher a boca e não enrubescer pra dizer que gostamos mais de Sublime do que de Beatles ou que Queens of the Stone Age é muito melhor do que Black Sabbath. Apesar de não pensar exatamente nada disso, entenderia perfeitamente se alguém dissesse, até admiraria. Porque nada é uma verdade absoluta em música. Nunca foi e nunca será.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria que mais gente jovem, mais ou menos da minha idade, pensasse assim. Queria que aparecessem uns moleques escritores que realmente desprezassem tudo feito antes de 1992. Não seria o mais correto, o mais ponderado (meu velho sempre diz que “a virtude está no meio” – hehehe), mas é necessário romper algumas amarras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pense bem, veja como a música evoluiu e, em contrapartida, o passo lento que a crítica musical se encontra. Será que não tem a ver com esse bando de moleque querendo saber mais do que os velhos que presenciaram tudo aquilo? Ou com o monte de referências sem rosto, impostas em ritmo doentio em todo o texto que se lê por aí?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso não mudar, a crítica musical só vai afundar e afundar. E eu continuarei sendo um crítico de merda. Ainda bem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-4111754331960271202?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/4111754331960271202/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=4111754331960271202&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/4111754331960271202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/4111754331960271202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2009/02/musica-2009.html' title='Música e Falar Sobre Música em 2009'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-2329636079343795326</id><published>2009-02-07T09:13:00.000-08:00</published><updated>2009-02-07T09:17:03.589-08:00</updated><title type='text'>E Hoje</title><content type='html'>Hoje tem o show de volta do Thee Butchers Orchestra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que estarei lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes mais uma banda copiando (direitinho) o protopunk na cena do que um CSS a solta nos envergonhando. Né?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-2329636079343795326?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/2329636079343795326/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=2329636079343795326&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/2329636079343795326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/2329636079343795326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2009/02/e-hoje.html' title='E Hoje'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-7723576836548163877</id><published>2009-01-29T20:22:00.000-08:00</published><updated>2009-01-30T07:07:04.104-08:00</updated><title type='text'>Festival de Verão de Salvador</title><content type='html'>Fiquei sabendo que ia passar Quase Famosos na Globo às 2h10. São 2h27 e não começou ainda. Tudo bem, sou insone, estou de férias, quero que se foda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é o que está atrasando o começo do filme: o tal do Festival de Verão de Salvador. Não tem graça, não dá pra brincar. O naipe das bandas e público que comparece nesse tipo de evento me enoja pra caralho. Me lembra ignorância, sétima série, bullying, primeiro colegial, tatuagem tribal já esverdeada, tatuagem em japonês, André Marques e Sarah-ex-VJ-da-MTV (mas desses eu lembro por estarem apresentando o, ah, programa), Smirnoff Ice, beijar muito, já-é-ou-já-era, galera descolada, muita energia positiva, cachorra piriguete, pitboy, O Rappa, pop rock, rodinha de violão, hit do verão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me doía quando, além de me constranger com tudo isso, não conseguia definir bem toda essa merda. Ainda bem que hoje em dia já conheço a palavra "&lt;a href="http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20080513165716AAfwMA3"&gt;douchebag&lt;/a&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha lá, começou Quase Famosos. A Tecla Sap não funciona. Merda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-7723576836548163877?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/7723576836548163877/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=7723576836548163877&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/7723576836548163877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/7723576836548163877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2009/01/festival-de-verao-de-salvador.html' title='Festival de Verão de Salvador'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-5292430089479969063</id><published>2009-01-23T15:24:00.000-08:00</published><updated>2009-01-23T15:37:18.839-08:00</updated><title type='text'>Confissões de uma Groupie: I'm With The Band</title><content type='html'>Antigamente, eu tinha uma convicção muito boba, de que tudo que fosse escrito deveria possuir o estilo e classe de um Machadão ou Fante, pra citar dois nomes aleatoriamente. Claro que eu sabia que isso nunca ocorreria, mas imaginava um mundo perfeito, onde todo mundo saberia escrever bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já tinha sacado que isso não existe, mas foi Confissões de Uma Groupie: I’m With The Band que jogou a pá de cal sobre essa idéia. Não tem cabimento esperar que autora-e-ex-groupie Pamela Des Barres escreva algo que deixaria o pau do velho Fiódor duro na tumba. É um livro que serve apenas para contar história – o que vale é a mensagem e não a forma como essa mensagem é trazida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a história é boa: uma das maiores groupies do fim dos anos 60 e começo dos 70 conta como era vida na sua juventude, quando saiu com Jimmy Page, Jim Morrison, Noel Redding, Keith Moon, Mick Jagger, Chris Hillman, Don Johnson, Waylon Jennings (entre outros) e conviveu com gente como os Zappa, Captain Beefheart, Gram Parsons, Alice Cooper e outras groupies famosas, as &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_GTOs"&gt;GTOs&lt;/a&gt;. Para voyeurs, apenas esses nomes soltos já garantem o interesse, mas Pamela vai além. Como eu – e muita gente, espero – cago e ando solenemente para a vida sexual alheia, para mim, a grande sacada do livro é a relação que é traçada entre pessoas e lugares e as milhares de referências &lt;span style="font-style: italic;"&gt;en passant&lt;/span&gt; de pessoas e lugares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pamela estava em todas. A cena psicodélica de Los Angeles, a arte de &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Cynthia_Plaster_Caster"&gt;Cynthia Plaster-Caster&lt;/a&gt; em Chicago, o movimento hippie em San Francisco, &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/UK_underground"&gt;UK Underground&lt;/a&gt;, os bastidores de Altamont Speedway, os bacanais de &lt;a href="http://www.united-mutations.com/p/vito_paulekas.htm"&gt;Vito Paulekas&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.united-mutations.com/f/carl_franzoni.htm"&gt;Carl Franzoni&lt;/a&gt;, a vida doméstica de Frank e Gail Zappa, etc etc etc. Ela cita tudo isso em diferentes graus de aproximação e empolgação e essa forma de contar a história é importante para dimensionarmos o tamanho de cada episódio na vida de Miss Pamela e das groupies de Los Angeles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confissões de Uma Groupie foi escrito e lançado em 1987, quando Pamela já estava casada com um músico (seu grande, err, sonho), vários de seus amigos e namorados já haviam morrido e seus sonhos de estrelato como atriz e cantora já estavam sepultados. Isso serve para segurar a empolgação do texto (que mesmo assim é bastante deslumbrado) e torna algumas histórias mais sóbrias. E o fato da groupie ter mantido diários durante toda sua juventude, desde a época que era apenas uma pré adolescente fã de Beatles, colabora com a veracidade e detalhamento dos relatos. Há cenas impagáveis, como quando ela e Keith Moon passam uma noite encenando sketches sexuais até o baterista do Who irromper numa crise de choro, eternamente atormentado por ter atropelado seu roadie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maior problema do livro se encontra justamente na narração, na forma como as informações são trazidas – justamente o que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;deveria&lt;/span&gt; ser desconsiderado. Mas não dá. Pamela floreia demais as descrições, tudo é “dourado” e “maravilhoso”, todos os rockstars parecem cascas ocas de estilo e maneirismos exagerados com um pau sempre em riste. Daí, pode-se tirar duas conclusões: a que a autora tenta caprichar suas histórias com adjetivos, para que elas pareçam mais interessantes e a que os músicos que sempre imaginamos como os mais autênticos e revolucionários da história eram apenas poseurs sem cérebro iguaizinhos aos moleques de hoje; e as míticas groupies não passavam de garotinhas estridentes e deslumbradas como as que encontramos hoje por todo lugar, de Birmingham a Valinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Provavelmente um pouco dos dois, o que faz cair por terra todos os nossos sonhos lindos com os anos 60 e 70. Nesse aspecto, I’m With The Band, na verdade, presta um serviço, mostrando que nenhuma década foi necessariamente melhor ou pior que outra. As pessoas sempre foram e serão cheias de merda e talento, em igual proporção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes, são as coisas mais improváveis que acabam com certas idiossincrasias. Essa é a beleza da vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-5292430089479969063?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/5292430089479969063/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=5292430089479969063&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/5292430089479969063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/5292430089479969063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2009/01/confisses-de-uma-groupie-im-with-band.html' title='Confissões de uma Groupie: I&apos;m With The Band'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-7615101766967005839</id><published>2009-01-23T02:11:00.001-08:00</published><updated>2009-01-23T02:13:52.943-08:00</updated><title type='text'>Constatação</title><content type='html'>É uma delícia acordar cedo e tentar escrever alguma coisa ouvindo os mesmos discos de uma semana atrás. Este ano não vai servir pra escutar os lançamentos, fodam-se os Fleet Foxes e MGMTs de 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que alívio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(seja como for, não sou de ferro, e o novo do Moz é bom mesmo, né?)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-7615101766967005839?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/7615101766967005839/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=7615101766967005839&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/7615101766967005839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/7615101766967005839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2009/01/constatao.html' title='Constatação'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-3459759118593285751</id><published>2009-01-20T09:37:00.000-08:00</published><updated>2009-01-20T21:58:12.528-08:00</updated><title type='text'>A Solução Para A África.</title><content type='html'>Depois de muito tempo sem escrever, consegui terminar dois textos em dois dias. Pensei em segurar a publicação deste segundo, mas acho que tanto faz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez, não passa de um pitaco, e um pitaco bem ingênuo. Além disso, a partir da segunda parte, vão me considerar um porco direitista pior que o Paulo Francis. Quero que se foda, sem brincadeira. Quem acha legal o que acontece por ali merece o empalamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Sendo direto: a solução para a África não está em sentir pena do continente. Gente como eu e você chega lá só para sentir tristeza e imaginar mil possibilidades e soluções, que nunca se concretizarão. É duro, mas o poder não está conosco, com o povo, e essa é uma triste verdade que eu aprendi a admitir. Vivemos num mundo feio, onde, de fato, é o dinheiro que manda.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A solução para a África está na pura e simples bondade, no altruísmo. Mas não nosso (que poderíamos, sim, ser executores do “grande plano”, mas só). Dependemos, de qualquer forma, do dinheiro de bilionários, xeiques e sultões, como o daquele grande filho da puta que estava prestes a jogar 120 milhões de euros no lixo, ao comprar o passe de Kaká, iniciando assim uma reformulação no insignificante Manchester City. (Aliás, o próprio Kaká poderia parar de doar seu dinheiro para aqueles crentes safados e pilantras e ajudar a construir creches e escolas no Sudão, né?) O que é mais importante? Erradicar o Ebola no Congo ou transformar um time pau-de-bosta em potência futebolística? Agora, o que é mais fácil? E o que é mais confortável?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso também ocorre pelo fato de dinheiro e poder (em demasia) tornarem as pessoas más e hedonistas. Porque, além da constatação óbvia de que o investimento na África NÃO trará retorno financeiro por um longo tempo, outra razão para que bilionários e trilionários fechem os olhos para o continente é pura maldade. Em seus próprios países (Butão, Emirados Árabes, Brasil, Estados Unidos, Alemanha, etc.), há pobreza por toda parte e eles preferem continuar comprando milhões de carros, jóias e ações na bolsa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pense comigo: dizem por aí que Roman Abramovich perdeu cerca de US$14 bilhões com a crise financeira começada no ano passado. Duvido, mas vamos exercitar a mente. Antes, a fortuna de Abramovich seria de 16 bilhões e teria sido reduzida a 2 bilhões. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Efetivamente&lt;/span&gt;, o que muda na vida dele? Nada, fucking nada. Imaginem que, ao invés de ter perdido 14 bilhões com a bolsa, ele tivesse doado. Mais do que isso, investido na fiscalização (porque a corrupção lá, assim como aqui, é absurda), presenciando com os próprios olhos o progresso que esses 14 bilhões trariam a algum lugar. Garanto que mesmo o coração de pedra do dono do Chelsea teria se sentido melhor e muito mais pleno. E o melhor: sem mudar nada em sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra solução para a África está em deixarmos o politicamente correto de lado. Foda-se a diversidade cultural, é uma situação drástica e não devemos dar trela para o monte de merda que acontece lá. Fodam-se as tribos que têm rivalidade histórica, foda-se a religião extremista do norte do continente, que continua a mutilar o clitóris de garotas na puberdade. Precisamos parar com tudo isso, colocar todo mundo em roupas confortáveis, dentro da escola e impedir que sigam com suas práticas tribais destrutivas (o que é diferente de tradição e folclore) de 20 mil anos atrás. Pode ser que envolva apenas conversa, pode ser que envolva truculência, mas estamos em 2009, desesperados para arrumar a bagunça que alguém fez ali e isso &lt;span style="font-style: italic;"&gt;tem&lt;/span&gt; de ser feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não importa. O que não pode continuar é a ignorância que permite que muito do dinheiro que é raramente doado à África seja usado para financiar guerras milenares entre tribos insignificantes que só fazem matar uns aos outros. Não pode continuar a barbárie justificada pela fé, que sempre manterá qualquer lugar anos-luz da civilização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que o que estou pedindo é ingênuo mesmo. É desejar mudança no âmago da consciência das pessoas. Sinto-me preso a um sentimento de impotência perante a impossibilidade de fazer qualquer coisa sem que para isso seja preciso desembolsar alguns milhões de dólares. Ironicamente, isso só vai mudar quando os milhões aparecerem e mudarem a história, num mundo onde força de vontade vai significar alguma coisa, onde a diversidade cultural poderá ser respeitada sem limites, porque não envolverá carnificina nem humilhação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso não acontece, vou tentando me acostumar com o banho de sangue.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-3459759118593285751?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/3459759118593285751/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=3459759118593285751&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/3459759118593285751'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/3459759118593285751'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2009/01/soluo-para-frica.html' title='A Solução Para A África.'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-8878475291835236834</id><published>2009-01-19T14:37:00.000-08:00</published><updated>2009-01-19T17:02:58.085-08:00</updated><title type='text'>Dignidade Não Se Compra</title><content type='html'>Depois de algum tempo sem escrever, consegui rascunhar algumas palavras no Word. O texto a seguir fala de um tema bem batido, mas no fim das contas, como as pessoas em geral não prestam atenção em nada, é bem capaz que nunca tenha ocorrido esse tipo de pensamento a muita gente. Seja como for, é a minha visão para o assunto e já que deu vontade de falar sobre, fiz que nem os Menudos e não me reprimi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, mudei o layout, seguindo a idéia do layout anterior, mas com um novo jogo de cores e novos personagens no banner. Pra quem não sabe quem são, em sentido horário a partir do canto superior esquerdo: Brian Jones, Monica Mattos, Meg White, Tony Ramos, Pamela Miller/Des Barres, Lisa Kekaulas e Muricy Ramalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Faz parte de um ciclo normal entre fãs de rock, obviamente com exceções, apaixonar-se por AC/DC ali pelos 15 ou 16 anos. Isso faz muito sentido porque todo o sex appeal do AC/DC vem de justamente não forçarem sex appeal. Eles formam a banda mais destrutiva, irônica e arruaceira de todas do tal rock clássico, basicamente como todo moleque de 16 anos quer ser. Num mesmo disco, eles cantam sobre o melhor boquete, sobre ser um garoto-problema e sobre o gênesis do rock and roll. E, no meio da adolescência, o que mais importa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim, no entanto, esse senso de adolescência tardia do AC/DC, que a transformou na banda número um dos garotos roqueiros de 16 anos com vida social, funciona só até a morte de Bon Scott – ou, sendo menos chato, até Back in Black, álbum que significa, ao mesmo tempo, adeus a Bon e uma ruptura com o AC/DC antigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Implico muito com Brian Johnson, mas a culpa não é dele. Sem seu principal letrista, Angus e Malcolm provavelmente perceberam que uma nova atitude deveria ser tomada. A bola do sucesso já havia sido levantada com Highway to Hell e a banda finalmente se tornou o jumbo mercadológico que é até hoje (é quase inacreditável o quanto Black Ice vendeu no ano passado), o que consistiu numa cortada melhor que qualquer uma do Giba. Marketing pesado e um som mais consistente para o mercado roqueiro-casca-grossa americano substituíram o tal sex appeal não forçado e renderam, além de uma imagem onipresente no mundo do rock and roll, milhões de dólares à banda, empresários, tour managers e quem-mais-você-puder-imaginar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, se eu fosse do AC/DC, não continuaria. É ingênuo pra caralho pensar desse jeito, mas música é um negócio sério pra mim. E eu também acho que genuinidade é uma coisa muito rara e meu orgulho astronômico me impediria de minar a imagem e o apelo de uma banda como o AC/DC, se eu mandasse alguma coisa ali. As pessoas me olham atravessado quando eu digo que depois de Back in Black eles só lançaram merda, mas mesmo os fãs mais devotos não podem negar que o material lançado após essa época é “menos bom” do que o anterior. Ingenuamente ignorando o fator comercial, é por isso que sou contra voltas de bandas ou substituição de membros importantes que se desligaram por algum motivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um músico bom e com alguma dignidade deveria ser capaz de criar música boa sem depender do respaldo de fãs antigos ou a segurança de uma marca forte. Jeff Beck, Dax Riggs, Curumin, Johnny Marr, Lauryn Hill, Jack Irons, Rodrigo Amarante, Richard Hell, Mike Patton – são alguns nomes bem randômicos de pessoas que não tiveram medo de abandonar projetos e começar outros, ou manter ambos simultaneamente. Por mais que eu goste muito mais de AC/DC do que, digamos, Fantomas, não posso deixar de admirar mais as atitudes de Mike Patton do que as de Angus Young, pelo menos nesse âmbito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode parecer óbvio para quem trabalha com música, mas não é todo mundo que saca que comebacks como o do Police ou o do Alice in Chains significam a derrota da música e a vitória do dinheiro. Ao comprar o disco novo do, hummm, Blind Melon, você está incentivando o preguiçoso, o que tem medo de ousar (além de cuspir na imagem de Shannon Hoon).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para você pode não significar nada, mas para mim é importante. Porque acima de tudo, o que eu mais quero evitar nesta vida é premiar o indolente, o aproveitador e ignorar o esforçado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-8878475291835236834?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/8878475291835236834/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=8878475291835236834&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/8878475291835236834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/8878475291835236834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2009/01/dignidade-no-se-compra.html' title='Dignidade Não Se Compra'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-2626269188514827757</id><published>2009-01-12T19:03:00.000-08:00</published><updated>2009-01-12T19:04:15.698-08:00</updated><title type='text'>3 Anos</title><content type='html'>E alguém duvida que 2009 vai ter ainda menos postagens (e leitores)?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-2626269188514827757?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/2626269188514827757/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=2626269188514827757&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/2626269188514827757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/2626269188514827757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2009/01/3-anos.html' title='3 Anos'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-5145925452761852566</id><published>2009-01-01T12:46:00.001-08:00</published><updated>2009-01-01T12:56:36.871-08:00</updated><title type='text'>A Primeira Verdade de 2009</title><content type='html'>Só vi a entrevista do Amarante para a Trip hoje. Apesar de eu ter desconfiado bastante do fim do Los Hermanos e ter detestado Little Joy, ele continua sendo um dos caras mais respeitáveis da música brasileira atual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pergunta e a resposta abaixo firmam, praticamente, um dogma:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;P: Às vezes tenho a impressão de que o jornalista cultural está mais preocupado em parecer que faz parte do circuito do que em entendê-lo. Que prefere fazer parte da fofoca a ir além dela.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;R: Isso mesmo. Acho que o recalque vem um pouco daí também, de uma frustração. Aí fodeu, não vai ficar bom mesmo. É aquele mesmo lance da música, fazer pra receber em vez de fazer para dar algo. Principalmente em jornalismo cultural, que envolve muito ego, vira um exercício de chupação do próprio pau, de tentar fazer uma carreira baseada na persona, menos que no conteúdo em si, na visão.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que neste ano, todos que escrevem sobre cultura admitam essa verdade e, a partir daí, resolvam seus problemas de auto-afirmação. Se isso acontecer, já garantiremos um 2009 com textos, matérias e resenhas mais dignos. É pouco, mas não deixa de ser alguma coisa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-5145925452761852566?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/5145925452761852566/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=5145925452761852566&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/5145925452761852566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/5145925452761852566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2009/01/primeira-verdade-de-2009.html' title='A Primeira Verdade de 2009'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-5729831198851874379</id><published>2008-12-27T14:52:00.000-08:00</published><updated>2008-12-27T21:57:17.413-08:00</updated><title type='text'>New Year's Eve</title><content type='html'>Sou contra esse lance de usar letras/textos dos outros pra expressar o que se sente, porque na real, nós mesmos temos que fazer essas coisas. Mas desta vez, seria inútil escrever qualquer outra coisa que não fosse a letra de New Year's Eve, do Kashmir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;new year's eve&lt;br /&gt;fine dark suits&lt;br /&gt;paper hats&lt;br /&gt;les grands salutes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;your tear stained speech&lt;br /&gt;and your wounded eyes&lt;br /&gt;your frail attempts&lt;br /&gt;to be remembered -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;takes me down&lt;br /&gt;dries me out&lt;br /&gt;it shoves me around&lt;br /&gt;blows my flame out&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;the moon is on&lt;br /&gt;and the morning lurks&lt;br /&gt;but the mood is gone&lt;br /&gt;with the fireworks&lt;br /&gt;I lost my faith&lt;br /&gt;in new year's eve&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;serpentines&lt;br /&gt;cheap cigars&lt;br /&gt;sparkling wine&lt;br /&gt;fallen stars&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;it's time to quit&lt;br /&gt;and start again&lt;br /&gt;only god knows&lt;br /&gt;what we're celebrating&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Seja como for, que 2009 seja melhor (ou "ainda melhor", se seu 2008 já foi bom) do que este ano. No fim das contas, não dá nada desejar o bem - mesmo nesses momentos clichês e constrangedores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-5729831198851874379?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/5729831198851874379/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=5729831198851874379&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/5729831198851874379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/5729831198851874379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2008/12/fim-de-ano.html' title='New Year&apos;s Eve'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-6062251061989238341</id><published>2008-12-16T08:29:00.000-08:00</published><updated>2008-12-18T15:19:26.464-08:00</updated><title type='text'>Top 10 2008 - Os Shows</title><content type='html'>Os melhores shows que eu fui neste ano. =)&lt;br /&gt;Menções honrosas para Kashmir, que por um mês não fez parte de 2008, The Streets, que eu desperdicei por estar meio alterado, e Yeasayer, que só presenciei três músicas, por ter preferido ver Streets (que não curti por estar benloco). Irônico, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;10. Slayer – Roskilde Festival, 06/07&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Das bandas brutais que existem na Terra, Slayer é a mais classuda de todas. Sim, Kerry King é um idiota, mas quando ele e Jeff Hanneman pegam suas guitarras pra tocar, nada pode ser mais pesado e catártico. Tom Araya é outro monstro e, a roda de pancadaria que se forma na platéia, apesar de uma das coisas mais burras que podem existir, é extrema, assim como o show. Assisti colado na segunda grade do Orange Stage, onde tudo ficava mais calmo e a visão era perfeita. Grande, grande show.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;9. Black Mountain – SP Noise Festival, 21/11&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Puta show. Clima aconchegante, mas pesado, tudo perfeito. Porém, muito curto. Tivesse uma hora a mais, teria sido o número um, sem nenhuma dúvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;8. Curumin – Galeria Olido, 29/10&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Último show da série que Curumin fez na Galeria Olido. Foi pau a pau com o que ele faria uma semana depois, no Planeta Terra, mas escolhi este pelo fator intimidade. Na verdade, Curumin estava ali tocando para amigos (era incrível o número de gente presente que conhecia o músico pessoalmente), no centro de São Paulo, um dos lugares mais incríveis do país, de costas para a janela, onde os transeuntes iam passando. Além disso, contou com discotecagem entre as músicas e participações de MCida e Kamau. Curumin em seu melhor momento, tocando para e com amigos. Merece o oitavo lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;7. Gogol Bordello – Tim Festival, 24/10&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Teve tudo o que uma boa apresentação necessita (performance, som bom, repertório, energia e etc.) e duas minas muito bem apessoadas de shortinho tocando bumbo e dançando. Não carece de mais, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;6. The Campbell Brothers – Roskilde Festival, 06/07&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Banda com uma guitarra lap steel, uma guitarra pedal steel, guitarra, baixo, bateria e uma “vocalista-soul” tipo Lisa Kekaula (The Bellrays). Cantando música gospel. E sem soar cansativo. Campbell Brothers junta tudo o que acontecia no sul dos Estados Unidos nos anos 30 numa performance sensacional, de fazer inveja a qualquer banda de hard/blues rock dos anos 70. É pra ficar até meio religioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;5. Radiohead – Roskilde Festival, 03/07&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sessenta mil pessoas olhavam atônitas para Thom Yorke, Phil Selway, Ed O’ Brien, Jonny e Colin Greenwood. Uma das bandas mais geniais da nossa geração estava insana no maior palco de um dos maiores festivais europeus, com o sol se pondo ao fundo. Sem contar a música, já garantiria um lugar nesta lista. Mas a música conta, sim, e o que tivemos ali foi um dos melhores setlists que alguém poderia esperar. O final, com Thom Yorke sozinho no violão, ladeado por seus companheiros de banda, ouvindo a platéia cantar o refrão de Karma Police a plenos pulmões, foi um dos momentos mais bonitos que eu já presenciei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;4. Dan Deacon – Tim Festival, 24/10&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Pelo aspecto punk de seu show (que acontece no chão, junto com a platéia, sem nenhuma barreira), Dan Deacon poderia apenas apertar play e se acomodar. Já seria motivo de notícia, já seria alvo de hype. Mas o que ocorreu no dia 24 de outubro foi das coisas mais incríveis. Dan Deacon revertia o som de gameboy de seu disco mais recente em uma balada de música eletrônica pesada e pulsante, comandando a platéia, fazendo todos obedecerem-no, mexendo o corpo, fazendo quadrilha e roda de dança. Intenso pra caralho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3. Queens of the Stone Age – KB Hallen, 24/02&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://kurtylovesyou.blogspot.com/2008/02/gimme-toro-gimme-some-more.html"&gt;Nada mais precisa ser dito.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2. Solomon Burke – Roskilde Festival, 05/07&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Imagine a cena: Solomon Burke canta várias de suas músicas e um sem-número de sucessos do soul e do blues, homenageia grandes nomes da música negra, principalmente seu parceiro Otis Redding, com uma versão de emocionar de Dock of the Bay e, após tudo isso, não quer terminar seu concerto. Simplesmente. As cortinas se fecham e Big Sol pede para alguém da sua banda abrir, para continuar saudando o público. As cortinas se fecham novamente e ele não se levanta de seu trono dourado com veludo vermelho (sim, tinha isso, pra ficar perfeito) e ordena que a banda continue tocando. O público delira, não pára de aplaudir nem quando a organização do festival corta o som e entra o apresentador do palco (Arena) para anunciar a pausa até a próxima atração. Cinco minutos ininterruptos de palmas. Uau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1. Gnarls Barkley – Roskilde Festival, 04/07&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Pode parecer forçado que o primeiro lugar nos álbuns tenha também o melhor show, mas o que eu vi no dia da independência americana foi uma banda em sua melhor forma. Sim, uma banda. Gnarls Barkley ao vivo transcende o duo Cee-Lo Green e Danger Mouse Burton. Todos disciplinados, unidos, uniformizados e, ainda assim, cada um com sua própria postura. Meus favoritos são o grande guitarrista (que enfia solos nas músicas mais improváveis) e a baixista gordinha que é cool como gelo. Danger Mouse é mais descolado ainda e não tira os óculos, não troca palavras, apenas senta e toca seu teclado ou seu xilofone. Mas não de uma forma arrogante ou antipática, apenas cool.&lt;br /&gt;Seja como for, nada disso seria tão legal se Cee-Lo não estivesse ali entretendo a platéia, cantando a plenos pulmões, comentando o clima e elogiando o cheiro de maconha que emanava no ar (não pra mim, não senti nada). Cee-Lo mostra que gosta do palco, das pessoas, sorri, senta na beira do palco, interage, esquecendo todos os seus problemas de auto-estima.&lt;br /&gt;Ainda diz no final, durante o bis: “vocês sabem que nós somos fãs de música e como fãs de música gostamos de tocar coisas dos outros”. A bateria é inconfundível, a guitarra também. Gnarls Barkley está tocando uma versão de Reckoner ainda melhor do que a que o Radiohead havia apresentado no dia anterior, precedida por Who’s Gonna Save My Soul e seguida por Smiley Faces. Não menos que sensacional, a banda do ano.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-6062251061989238341?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/6062251061989238341/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=6062251061989238341&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/6062251061989238341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/6062251061989238341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2008/12/top-10-2008-os-shows.html' title='Top 10 2008 - Os Shows'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-7904141824866791735</id><published>2008-12-14T13:35:00.000-08:00</published><updated>2008-12-14T16:46:39.815-08:00</updated><title type='text'>Definindo "Mediocridade"</title><content type='html'>&lt;a href="http://estrelando.uol.com.br/celebridade/galeria/madonna-5143/imagem/madonna-1.html"&gt;http://estrelando.uol.com.br/celebridade/galeria/madonna-5143/imagem/madonna-1.html&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-7904141824866791735?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/7904141824866791735/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=7904141824866791735&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/7904141824866791735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/7904141824866791735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2008/12/definindo-mediocridade.html' title='Definindo &quot;Mediocridade&quot;'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-2865454008555992629</id><published>2008-12-05T12:11:00.000-08:00</published><updated>2008-12-05T19:45:36.402-08:00</updated><title type='text'>Top 10 2008 - Os Discos</title><content type='html'>2008 foi uma merda para mim, na vida pessoal. Musicalmente, no entanto, não houve ano melhor nestas 19 primaveras. Mais do que descobrir bandas, abri minha cabeça para estilos. Conheci um monte de coisa nova, aprendi a dar valor a certas coisas e percebi o que é realmente ruim. O rock, que eu tanto gostava, ficou ainda melhor depois de aprender a respeitar o hip hop, por exemplo, que eu tanto menosprezava. Ao não depender de uma coisa só, você começa a filtrar o que de melhor há em cada uma. Fui muito, muito burro em não perceber isso antes, em demorar 18 anos e alguns (poucos, vai) meses para colocar toda essa coisa em prática. Música está acima de quase tudo, portanto é coisa de mãe-na-zona se limitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, fui nos melhores shows da vida neste ano. A temporada na Dinamarca ajudou, mas no Brasil também houve coisas muito boas, como Dan Deacon, Gogol Bordello, Black Mountain, REM e mesmo meu conterrâneo Curumin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim, os últimos 12 meses contaram com pelo menos 25 discos muito bons, e uns 5 não menos do que geniais. Até por isso, neste ano fiz uma lista com 20 títulos. Escrevo aqui sobre os 10 primeiros, mas não custa citar os outros. Compõe também meu top 20 os discos novos de:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sigur Rós, The Last Shadow Puppets, The Raconteurs, Black Mountain, Turbo Trio, Wado, Isobel Campbell &amp;amp; Mark Lanegan, Brant Bjork, The Streets e Duffy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, o top 10, pra comentar na escola e parecer bacana:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www2.mog.com/images/users/0000/0010/9007/images/1209436781.jpeg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;a href="http://auralstates.com/wp-content/uploads/2008/08/bug-lz.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 186px; CURSOR: hand; HEIGHT: 186px" alt="" src="http://auralstates.com/wp-content/uploads/2008/08/bug-lz.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;1&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;0.&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt; The Bug – London Zoo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Na real, o décimo lugar foi praticamente um empate técnico entre este do Bug, o quinto do Sigur Rós e o Last Shadow Puppets. Pessoalmente, escolhi o primeiro por ser a representação do quanto meu gosto musical mudou, e o quanto isso foi positivo. Em favor da música, posso dizer que o trabalho do DJ inglês Kevin Martin é dubstep grave pra caralho, com o baixo clipando, perfeito pra pista, ou estourando um, ou pra ouvir no ônibus lotado (principalmente as duas primeiras faixas, meio pessimistas, o que casa muito bem com um ônibus lotado, o mais próximo do inferno que chegamos no cotidiano). Poison Dart, com a MC jamaicana Warrior Queen, é uma das melhores músicas do ano.&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. N.E.R.D – Seeing Sounds&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_YL8KdVIjhL0/SEFnaoONJ8I/AAAAAAAAA00/XXx0EdoK1uE/s320/NERD_Seeing_Sounds.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0pt 0pt 10px 10px; WIDTH: 192px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 192px" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_YL8KdVIjhL0/SEFnaoONJ8I/AAAAAAAAA00/XXx0EdoK1uE/s320/NERD_Seeing_Sounds.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Bons produtores musicais, via de regra, são ecléticos. O N.E.R.D, de Pharell Williams, externa esse conceito básico quando mistura quase todo tipo de “música popular americana da segunda metade do século XX pra frente” (às vezes eu exagero?) em seus álbuns. No terceiro, encontra-se música para dançar tipo Spaz e Anti Matter, levadas pro hip hop como em Everyone Nose e Time for Some Action e até mesmo rock meio oitentista em Happy. Seeing Sounds, no fim das contas, é mais um expoente da época eclética e iconoclasta em que vivemos. E o nono lugar da lista anual de Jambo Ookamooga, a maior honra de todas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://jimmyeldridge.files.wordpress.com/2008/06/coldplay-viva-la-vida.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; WIDTH: 175px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 175px" alt="" src="http://jimmyeldridge.files.wordpress.com/2008/06/coldplay-viva-la-vida.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;8. Coldplay – Viva La Vida or Death and All His Friends&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Coldplay era pra ser uma merda, certo? Uma banda meio sem graça, fresca, um U2 moderno... Viva La Vida foi um choque para mim, porque é na verdade muito, muito bom. Em geral, o estilo meloso das músicas é mantido, provando que as composições em si não eram ruins, mas sim os arranjos. Brian Eno teve uma participação fundamental, assim como os novos ritmos que ele deve ter apresentado a Chris Martin e sua turma. Provou que toda banda – até o Coldplay – tem chance de se redimir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://img99.imageshack.us/img99/6556/aaab0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0pt 0pt 10px 10px; WIDTH: 179px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 179px" alt="" src="http://img99.imageshack.us/img99/6556/aaab0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;7. Apes &amp;amp; Androids&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt; – Blood Moon&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Blood Moon é o tipo de disco que tem apelo com críticos e fãs. Com críticos por dar a eles a chance de desfilar seu formidável conhecimento enciclopédico apontando todas as dezenas de influências da banda, e com fãs por ser extremamente pop. É um pouco como o disco do N.E.R.D, com a diferença da porra-louquice, da juventude, que o Apes &amp;amp; Androids passa com a música. O segundo melhor début do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/e/ef/Eagles_of_death_metal-heart_on-album_art.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; WIDTH: 181px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 181px" alt="" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/e/ef/Eagles_of_death_metal-heart_on-album_art.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;6. Eagles of Death Metal – Heart On&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Josh Homme é Deus. Qualquer dúvida que eu tivesse em relação a isso se dissipou com Heart On, por ser o melhor disco do EODM justamente quando Carlo Von Sexron/Baby Duck mais aparece. É claro que Jesse Hughes também é importantíssimo, principalmente por ser o único que parece conseguir extrair a veia humorísta de Josh num disco. Heart On, Cheap Thrills e Secret Plans, por exemplo, têm a identidade das águias, mas estão mais bem acabadas, com timbres de guitarra trabalhadinhos, o tipo de carinho que só o QotSA recebia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Okkervil River – The Stand Ins&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/e/e3/Okkervil_River_-_The_Stand_Ins_cover.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0pt 0pt 10px 10px; WIDTH: 180px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 180px" alt="" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/e/e3/Okkervil_River_-_The_Stand_Ins_cover.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Em 2007, quando ouvi The Stage Names, foi como se uma luz brilhasse sobre minha cabeça. Por mais que todo mundo esteja fazendo esse som meio “Arcade Fire tocando Americana” (viajei demais?), ninguém o faz melhor que o Okkervil River. Não só isso, poucos têm a sagacidade das letras e perspectiva pop de Will Sheff. The Stand Ins é ainda melhor do que seu antecessor e faz pensar que é realmente uma pena que a banda só tenha recebido atenção quase dez anos após sua formação. Escute Pop Lie, Blue Tulip e In Tour With Zykos, no mínimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.stuff.co.nz/images/759089.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; WIDTH: 179px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 179px" alt="" src="http://www.stuff.co.nz/images/759089.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;4. Kings of Leon – Only by The Night&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Duas coisas me impressionaram nesse álbum, além do som em si. Das principais bandas indies-roqueiras do começo da década, Kings of Leon foi a primeira a chegar ao quarto álbum (Strokes, Interpol, Arcade Fire, Franz Ferdinand, The Killers, nenhuma chegou a essa marca). O outro aspecto admirável de Only By The Night é o fato de ele se mostrar muito mais maduro do que Because of the Times. Apontou que, mesmo depois das mudanças de som e estilo, os caipiras não se acomodaram, e continuam tentando fazer música cada vez melhor e melhor. Não dá pra partir pro clichê e dizer que “isso é raro hoje em dia”, mas entre bandas de rock indie, é raro, sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_Pr3CKKQ6lyk/SHU4pqimdzI/AAAAAAAAA28/NX38Ucqa_xo/s400/curumin_japaopopshow.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; WIDTH: 180px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 179px" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_Pr3CKKQ6lyk/SHU4pqimdzI/AAAAAAAAA28/NX38Ucqa_xo/s400/curumin_japaopopshow.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;3&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;. Curumin – Japan Pop Show&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Luciano Nakata Albuquerque é um sujeito iluminado. É um dos caras mais sangue-bão da música brasileira, faz música boa para cacete e ainda conhece/trabalha com as pessoas mais legais do pop nacional. Além de tudo, mistura dub, samba, samba-rock, hip hop. E bem! Não só o melhor disco brasileiro do ano, Japan Pop Show é também o mais importante.&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Yeasayer – All Hour Cymbals&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://cdn.last.fm/coverart/300x300/3438289-1473058418.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0pt 0pt 10px 10px; WIDTH: 180px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 180px" alt="" src="http://cdn.last.fm/coverart/300x300/3438289-1473058418.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tem alguma coisa especial no Brooklyn. TV On The Radio, MGMT, Apes &amp;amp; Androids, Vampire Weekend… Todas essas bandas surgiram há pouco tempo na região, todas com uma veia “art rock”, todas muito legais... Mas nenhuma supera o álbum de estréia do Yeasayer, banda-irmã do mesmo lugar. Pelo menos no meu gosto, e eu nem tenho como explicar isso. Não sou muito fã de world music, corinhos hippies, e coisa do tipo, mas as canções do disco, todas muito boas, e as incursões eletrônicas criam um clima diferente. Eu não sou mais a mesma pessoa desde que ouvi No Need to Worry (sem brincadeira) e, como isto aqui é um blog pessoal, é motivo o suficiente para o Yeasayer estar na segunda e merecidíssima colocação do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;1. Gnarls Barkley – The Odd Couple&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;É a perfeição. Marcando o ano das misturas musicais (ou pelo menos, da descoberta delas por parte deste que vos escreve), a mais insana de todas. Danger Mouse é o maior produtor da atualidade e Cee-Lo o melhor cantor e um dos letristas mais sombrios. É notável como uma banda pop alcança tanto sucesso com letras tão pessimistas, carregadas, sofridas (Cee-Lo me lembra Tim Maia nesse aspecto, a do cantor extremamente talentoso, mas com sérios problemas de auto-estima por conta de sua aparência física). Danger Mouse faz as melhores bases instrumentais do mundo, com xilofones, sintetizadores, baterias e guitarras, ora mantendo o clima desesperado das letras, ora contrastando com elas, como que se manipulasse as emoções da música. Um exemplo da amálgama perfeita entre os dois é, também, o melhor momento musical (em álbum) do ano: a voz do cantor tornando-se, num ponto indefinido, uma motosserra em Would-Be Killer. &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://skratch.files.wordpress.com/2008/03/gb_-_the_odd_couple.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://instantrimshot.com/"&gt;Matador, mesmo.&lt;/a&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://skratch.files.wordpress.com/2008/03/gb_-_the_odd_couple.jpg" border="0" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-2865454008555992629?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/2865454008555992629/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=2865454008555992629&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/2865454008555992629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/2865454008555992629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2008/12/top-10-2008-os-discos.html' title='Top 10 2008 - Os Discos'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_YL8KdVIjhL0/SEFnaoONJ8I/AAAAAAAAA00/XXx0EdoK1uE/s72-c/NERD_Seeing_Sounds.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-5231206903187345459</id><published>2008-12-01T05:35:00.000-08:00</published><updated>2008-12-01T05:57:33.737-08:00</updated><title type='text'>Tom Zé, Caetano Veloso E Sua Influência Seminal na Blogosfera Anarco-musical Tupiniquim (Ou O Porquê de Não Se Recomendar Usar Ácido em Demasia)</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.rollingstone.com.br/secoes/novas/noticias/3975/"&gt;http://www.rollingstone.com.br/secoes/novas/noticias/3975/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"No fim do espetáculo, Tom começou a agradecer a presença de amigos conhecidos e jornalistas e trouxe para a cena um "desentendimento" que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;até aquele momento estava restrito ao blog de Caetano Veloso e ao seu.&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrever um blog é essa coisa vergonhosa que é por causa de filhos da puta desse tipo. Quem é que briga via blog, cara? Quão fundo é o poço pra uma pessoa que se "desentende" com outra através de uma treta de diário virtual?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, particularmente, uso isto aqui pra publicar meus textos, não pra brigar com alguém ou ficar de chororô. Mas aí, aparecem dois ex-músicos em atividade falando bosta e fica parecendo que todo mundo é punheteiro assim. No fim das contas, bem disse Noel Gallagher: "&lt;em&gt; blog is for someone who’s got no mates".&lt;/em&gt; O problema é que, assim como ele, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"I've got more than a dozen [mates]."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então fica combinado que, a partir de hoje, isto aqui não é mais um blog. É um diário de viagem. Graças ao Tom, ao Caê e ao Noel, grandes caras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(no mais, até o fim da semana, posto o top 10 de discos de 2008, já que não tenho vida, mesmo)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-5231206903187345459?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/5231206903187345459/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=5231206903187345459&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/5231206903187345459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/5231206903187345459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2008/12/tom-z-e-caetano-e-sua-influncia-seminal.html' title='Tom Zé, Caetano Veloso E Sua Influência Seminal na Blogosfera Anarco-musical Tupiniquim (Ou O Porquê de Não Se Recomendar Usar Ácido em Demasia)'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-1246274621092550838</id><published>2008-11-29T10:03:00.001-08:00</published><updated>2008-12-27T22:01:36.173-08:00</updated><title type='text'>Alegria em Jogar Futebol</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: left"&gt;Minha primeira tentativa escrevendo sobre futebol, que é outra coisa que eu gosto bastante. Quem não é são-paulino provavelmente não vai gostar. Mas, no fim das contas, foda-se quem não é são-paulino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pós-nota: Irônico que na véspera do provável título, tenha morrido um dos principais (se não o principal) responsáveis por tornar o São Paulo o que o time é hoje. Pelo que fez entre 2002 e 2006, na presidência, Marcelo Portugal Gouvêa é ídolo são-paulino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;Tem algo diferente nesse hexacampeonato do São Paulo. Não é pelo título em si, ou pelas marcas inéditas. Ser o primeiro time a conquistar três Brasileiros seguidos ou seis alternados é bem legal, e deve ser motivo de orgulho pros jogadores fazer parte do primeiro plantel do Time da Fé a ganhar três títulos consecutivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é isso que importa, agora, pra mim. A graça deste campeonato está no fato de o time ter recuperado o tesão pela bola. Acima de tudo, o futebol é o que realmente importa. Nós só estamos nessa de torcer, antes de tudo, porque o futebol é emocionante, porque nossos rivais podem, de uma hora para outra, nos superar, porque o melhor time nem sempre é o que ganha. Por causa das jogadas, dos gols e, também, de toda a politicagem nos bastidores e debates apaixonados nos periódicos (televisivos, impressos, etc.) que rodeiam o esporte, nós perdemos uma parte considerável do nosso tempo com nosso time.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma semelhança fundamental entre os títulos são-paulinos dos dois últimos anos e o de 2008, que é a derrota na Libertadores da América. Em 2006 e 2007, o título nacional foi, claramente, um prêmio de consolação. Mas, mesmo assim, houve diferenças entre esses dois anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há duas temporadas, perdemos a Copa Libertadores com a cabeça erguida, lutando, para um adversário que, infelizmente, era melhor e se esforçou mais. Deu gosto assistir àquela final em 16 de agosto de 2006, e, como admirador de futebol, foi bonito ver aquele time do Internacional jogar e levantar a taça. Lembravam o próprio São Paulo, um ano antes. A conquista do nacional, meses mais tarde, depois de 15 anos de jejum, foi um prêmio aos jogadores, que haviam merecido tanto o título continental quanto o Inter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2007 não foi tão legal, ganhamos o Brasileirão e tudo mais, mas não passou de prêmio de consolação, mesmo. Tínhamos uma equipe sem vontade, sem carisma, sem talentos individuais, que perdeu a Libertadores mais humilhante que eu já vi, num dos piores momentos de Muricy Ramalho, que pecava pela falta de ousadia. O único motivo de orgulho pros são-paulinos no ano foi a defesa, que garantiu o pentacampeonato brasileiro juntamente com a ruindade dos concorrentes. Foi uma conquista sem emoção e a época em que mais se questionou o sistema de pontos corridos, uma vez que toda a “graça” do futebol, mencionada acima, estava ameaçada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser que considerem este ano como uma repetição dos anos anteriores, justamente pela perda da Libertadores e o título brasileiro subseqüente, mas eu discordo. Sem se prender às convenções do tempo, o primeiro semestre de 2008 fez parte de 2007, e isso qualquer um pode perceber. A equipe perdeu poucos jogadores, nomes de peso foram contratados apenas para reiterar o que todos pensavam saber: “não existia time brasileiro melhor do que o São Paulo Futebol Clube”. Quão irônico foi ser eliminado da competição sulamericana justamente por um time Brasileiro (para piorar, um dos mais historicamente inexpressivos do tal G-12)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, entramos em 2008 com a temporada já iniciada, na iminência de fecharmos o ano sem títulos, pela primeira vez desde 2005. De maio a, sei lá, outubro, fomos apenas mais um time médio, relegado a futuro participante da Copa do Brasil, que perdia, empatava e ganhava na mesma proporção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, 2008 tinha tudo para ser o ano da derrocada tricolor. Contratações equivocadas, uma eleição administrativa polêmica, declarações (ainda mais) arrogantes de dirigentes... Até nosso jogador-símbolo Rogério Ceni estava sem vontade, pegando mal, parecia abatido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que tudo isso arremessasse de volta o clube à terra, à poeira do lugar-comum, nosso técnico arrumou a casa e os jogadores entenderam o recado. Ainda assim, o objetivo nem era mais o título. Era a vaga para a Libertadores da América. Sem pressão, sem necessidade de afirmação, o time emendou dezesseis jogos sem derrota e está a dois pontos do hexacampeonato inédito e inesperado, que deve ser conquistado amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é a beleza da coisa. O São Paulo precisou descer ao inferno, recuperar, no jargão boleiro, a “alegria em jogar futebol” para, finalmente, se tornar o maior time do país. Estou orgulhoso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-1246274621092550838?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/1246274621092550838/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=1246274621092550838&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/1246274621092550838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/1246274621092550838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2008/11/alegria-em-jogar-futebol.html' title='Alegria em Jogar Futebol'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-3718083734395389110</id><published>2008-11-24T07:48:00.000-08:00</published><updated>2008-11-25T20:49:16.960-08:00</updated><title type='text'>SP Noise Festival - 21/11</title><content type='html'>Sobre o SP Noise. Agradecimento à Ana, pela credencial de convidado (é esse o nome?), ao povo da Bizz, pela companhia, e ao Renato, do Black Drawing Chalks, pelas dicas de pedais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma coisa, reabri os comentários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Parece que as pessoas têm medo de barulho. Estranhamente, a primeira edição do braço paulista do Goiânia Noise Festival, estava às moscas na sua hora oficial de abertura. Pode ser culpa do horário (e do trânsito, num fim de tarde de sexta-feira) ou do line up pouco conhecido pelo público em geral, mas a real é que nem eu estava lá a tempo. Por volta das 19h00, cheguei apressado, pensando que já havia perdido alguma (ou muita) coisa, mas as portas nem abertas estavam. Um pouco depois, com quase 1h30 de atraso, a entrada foi permitida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emendada com a abertura dos portões, começou a apresentação do Black Drawing Chalks, de Goiânia. Alguém havia dito que é a melhor banda de rock ao vivo no Brasil. Pelo que tenho visto por aí, provavelmente a informação se confirma. Apesar de o som estar embolado no Palco 2, dava pra absorver todo o peso e paudurice da banda. Sem frescura, sem roupinha “de palco”, sem pose, sem querer estar nos anos 50. Mas parece que o povo tem medo de barulho, mesmo, a julgar pela distância que mantinha do palco. Não importa realmente, porque o problema de organização e o público acanhado não estragaram a apresentação de uma banda independente que, enfim, não copia os Stooges.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida, The Tormentos, da Argentina, abriu o palco principal, com um som melhor. O mundo não é justo, porque, sem firula e panos quentes, The Tormentos é uma bela bosta mole e merecia, no máximo, o som que estava disponível pro Black Drawing Chalks. Surf rock repetitivo, bateria monocromática, toda a parte ruim do rock. Música não é competição, mas é irresistível: não basta apanharem no futebol, os argentinos também comem na nossa mão quando é pra fazer rock.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim, honraram o nome do festival: era barulho, não tinha pose, Kaiser Chiefs, &lt;a href="http://vaitrabalhar.blogsome.com/2008/11/14/mallu-magalhaes-cretina/"&gt;Cosplay folk&lt;/a&gt;, óculos de aro grosso e dedo enfiado no cu. E tinham presença de palco, o vocalista falava bom português e entretinha a platéia. Isso foi o mais legal, porque refletia um pouco o melhor do festival, a casualidade de tudo, bandas que se comunicam realmente com os espectadores, músicos que saem do camarim para assistir aos outros shows e conversam com o público, que não parecia estar ali pra fazer número ou “ser visto”. Mais ou menos como as coisas deveriam ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até por esse aspecto “acolhedor”, Motek, no palco principal, acabou passando meio batido, fiquei conversando com as pessoas, pedindo dicas de pedais pro guitarrista do Black Drawing Chalks e coisas assim. Mal, ninguém é perfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambervisions, penúltima banda no Palco 2, continuou com o barulho. Sinceramente, pareceu mesmo só isso: barulho por barulho, mas pode ser que eu não estivesse no clima, ou não tenha o ouvido suficientemente apurado. Ainda assim, a presença de palco da banda valeu pelo show. A apresentação ao vivo é a catarse, não precisa ser musicalmente impecável para ser boa. Por isso, cada vez que o vocalista, com sua máscara tosca de lutador mexicano (ou assaltante), dizia “Boa noite, nós somos o Black Mountain”, com uma ironia que inexiste no indie paulistano, eu sentia uma pontada de esperança no alto do estômago. Toda vez que ele descia do palco e andava entre o público, cambaleando, dava até pra imaginar um mundo em que moleques chorões seriam proibidos de pegar em instrumentos musicais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Flaming Sideburns foi a que chegou mais perto da afetação irritante do rock. Li por aí que o vocalista parecia uma mistura de He-Man com David Johansen, e é bem por aí. Esse tipo de afetação irrita, porque ninguém sai na rua com calça de oncinha. Mas a música em si não era fake, era tocada com tesão. Talvez a mensagem seja essa: você pode manter o pensamento no passado e não inovar se seu produto final for bom o suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saí durante as últimas músicas para pegar uma cerveja, cerrar um cigarro de alguém (os meus acabaram cedo demais) e postar-me bem à frente do palco principal, onde o Black Mountain tocaria em seguida. Alguns meses atrás, perdi uma oportunidade de vê-los ao vivo, então dessa vez resolvi ficar bem perto, na grade. Dignidade inexiste por aqui. Mas valeu a pena. O ambiente foi lotando, dava pra sentir a empolgação, a vontade pura de ver o show. É como se as pessoas tivessem perdido, finalmente, o medo de barulho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rock não é música pra gente educada, mas a conduta da platéia, que não empurrava, não fazia rodinha e coisas do tipo, somada àquele aspecto “acolhedor” mencionado anteriormente, fizeram com que, sei lá, o clima ficasse propício. Mesmo com toda a porrada e psicodelia, foi o show mais aconchegante que eu já vi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começaram o set com Stormy High, Angels, Wucan e Druganaut, nessa ordem. Nada poderia ser mais perfeito, foram 4 das músicas mais intensas que eu já presenciei, as pessoas balançavam o corpo, estava todo mundo em sintonia. Amber Webber é uma deusa, Stephen McBean é um gênio, baixo, bateria, teclado, moog, platéia, cervejas, tudo comungado numa experiência sensacional. Sinceramente, esqueci qual foi a quinta música (Evil Ways, talvez), mas ela manteve o pique e, ao seu final, quando parecia que tudo ia engrenar mais ainda e todos seríamos engolidos por um acontecimento quase orgásmico, o show foi interrompido abruptamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficamos frustrados, querendo mais. Os seguranças nos empurravam em direção à porta, limitavam o uso do banheiro, tudo para que saíssemos o mais rápido possível da Eazy. Não digo isso com os olhos ofuscados pela homofobia, mas sim pela indignação: INTERROMPERAM NOSSO BLACK MOUNTAIN PRA QUE UM MONTE DE BICHINHA VIESSE DANÇAR HOUSE MEIA HORA DEPOIS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O público culpou os produtores e estes depois explicaram que o problema foi mesmo o horário de término combinado com a casa. Sendo bem justo, acho que a culpa pode ser dividida entre os produtores, que fecharam um acordo com um horário muito apertado, os espectadores atrasados, que impossibilitaram a realização de um show (imagine a primeira banda tocando para 3 pessoas ou coisa do tipo) e a inflexibilidade da Eazy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo com todos os problemas, o primeiro dia do SP Noise teve um balanço positivo, pelas boas apresentações e clima – repito – aconchegante. Comercialmente, percebe-se que não foi um sucesso, mas, se houver perseverança, podemos estar presenciando a criação do nosso próprio festival. Sem empresa de telefonia, sem Medina, sem frescurada. Imagina só?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-3718083734395389110?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/3718083734395389110/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=3718083734395389110&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/3718083734395389110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/3718083734395389110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2008/11/sp-noise-festival-2111.html' title='SP Noise Festival - 21/11'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-9140211269003266865</id><published>2008-11-14T14:32:00.000-08:00</published><updated>2008-12-19T11:57:54.039-08:00</updated><title type='text'>Mallu Magalhães</title><content type='html'>A introdução deste texto a seguir, sobre punk e tudo o mais, eu já tinha bolado há algum tempo, porque sinceramente acho que há uma relação com a atitude que a Mallu tomou. Mas, juntando com os dois últimos posts sérios, acabou ficando algo maçante, exagerado. Fez sentido, no entanto, unir os três, um atrás do outro, como se fosse uma série sobre o punk e a cena musical brasileira da atualidade.&lt;br /&gt;Por outro lado, prometo parar com esse assunto durante um tempo. Todo mundo cansou de Iggy e Dee Dee.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;As pessoas sentem-se fascinadas pelo punk, geralmente, por causa do som forte, ardido, destemido, ou por causa da atitude, “do it yourself”, as histórias que são contadas sobre gente como Stiv Bators e Dee Dee Ramone. Ou pela junção de ambos. Da minha parte, esse fascínio vem principalmente da segunda característica, da possibilidade de revolucionar com pouco, concentrado numa bolha que vai crescendo e dominando o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, quando Mallu Magalhães surgiu, foi uma coisa muito empolgante. Era uma menininha pequena, bonitinha, com pouca técnica instrumental, do tipo que você não bota fé, mas que conseguiu bastante atenção apenas com suas músicas gravadas toscamente, apesar de todo mundo saber que rolou uma “boa vontade” de pessoas mais influentes em ouvir (e divulgar) aquilo ali. Seja como for, foi a primeira vez que esse tipo de divulgação deu certo no Brasil, e a história da menina, em si, era interessante. Por mais rica que ela seja, por mais irreal que seja alguém de 15 anos ganhar uma bolada da avó no aniversário (pelo menos neste país), foi na raça que Mallu gravou suas quatro primeiras músicas, foi “metendo a cara”, algo muito punk, na minha opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então quiseram canonizar a menina, elevá-la ao status de gênio, vendê-la a qualquer custo. Algumas pessoas acharam que se tratava de uma “artista”, de um ser humano pronto para escrever músicas que realmente significariam algo, que valeriam a pena. Colocaram-na para aparecer no Jô, para participar de programas de rádio e do (chatíssimo) début solo de Marcelo Camelo e até chamaram Mário Caldato para produzir seu disco, que, instantaneamente, tornou-se um dos mais aguardados do ano. Aí, o encanto acabou. Como artista, Mallu é nula. Dando entrevistas, é constrangedora e infantilóide.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, o disco apareceu, finalmente, e o melhor adjetivo pra defini-lo é “frustrante”. Porque, apesar de tudo, é um álbum com boas canções que não conseguem sustentar o resto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A produção, por exemplo, é boa, feita por um dos melhores profissionais disponíveis, mas cai na vala comum, é clichezenta. Nem deve ser culpa do Caldato, porque, com sua publicidade exageradamente direcionada e pensamento retroativo (“sou Dylan, só gosto de Cash, não existe nada além de Brian Wilson”), Mallu e seu pessoal não deixaram outra escolha ao produtor. A persona da “artista” vem antes da qualidade das composições, da performance, dos timbres. Portanto, ninguém deixa você esquecer, nem por um segundo que seja, de que se trata de um disco de uma garotinha que escuta folk e country e curte fazer rabiscos toscos com lápis de cera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma garotinha que escuta folk e country, curte fazer rabiscos toscos com lápis de cera e tem um fiapinho de voz. Pode ser que isso seja esperado e aceito pra compor a persona mencionada acima, mas não deixa de ser inaceitável. Os gemidos, os suspiros, os versos cantados em vários impulsos, tipo Dylan, se inseridos nos momentos certos, de vez em quando, dariam uma identidade à voz de Mallu. Como são constantes e sem critério, indicam apenas uma tentativa de camuflar pouca técnica vocal. É verdade que ninguém precisa cantar bem, mas geralmente, com cada Neil Young e Lou Reed, vem algum tipo de característica genuína, que corrobora aquilo que eles estão cantando (mal).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mallu perdeu toda essa “característica genuína”, toda a autenticidade que possuía, quando virou “artista de verdade”, com aparatos de publicidade, disco lançado por compania de celular, e não foi capaz de suprir a demanda disso. Lógico, ela só tem 16 anos. Mas o fato é que na vida real ninguém irá considerar isso. Nossa “artista”, ao vender-se ainda tão verde e despreparada, deu armas carregadas pra qualquer detrator fazer uso quando quiser. Acima de todo o resto, é a primeira coisa que um artista de verdade, desta vez sem aspas, costuma evitar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-9140211269003266865?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/9140211269003266865/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=9140211269003266865&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/9140211269003266865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20750375/posts/default/9140211269003266865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/2008/11/mallu-magalhes.html' title='Mallu Magalhães'/><author><name>Jambo Ookamooga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15500326450021199742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_SBO785CNat4/SXtIKBdaRnI/AAAAAAAAAGk/t6VfhGHaJuM/S220/jdjd.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20750375.post-1633787069627092757</id><published>2008-11-13T16:09:00.000-08:00</published><updated>2008-11-13T20:49:28.559-08:00</updated><title type='text'>Dicas #4</title><content type='html'>Cheguei pra mais um filler. Porque este blog, diferente daquele álbum do Sum 41, é all filler, no killer. Heh.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Reflexão da semana:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Diferente do que a maioria pensa, a maior contribuição da Bossa Nova pro Brasil não foi uma nova identidade para a música popular brasileira, nem a moral lá no exterior. Na real, a Bossa Nova revolucionou as praças de alimentação de shoppings. Sério, alguém imagina comer um McDonald's sem ter um tiozinho ali do lado tocando Águas de Março num banquinho? Reflitam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Orgulho da semana:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;São poucos os que têm a sorte de terem nascido no mesmo dia que a SYANG.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Felicidade da semana:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;CARALHO MEU PIRU É NÓIS RADIOHEAD EM MARÇO!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cansei da semana:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Cansei, até o próximo post sério.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20750375-1633787069627092757?l=kurtylovesyou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kurtylovesyou.blogspot.com/feeds/1633787069627092757/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20750375&amp;postID=1633787069627092757&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><
